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Acre apresenta oportunidades do turismo de aventura no 3º Congresso Brasileiro de Trilhas
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2 anos atrásem
Karolini Oliveira
Localizada na Reserva Extrativista Chico Mendes e com mais de 100 km divididos em dois trechos, a Trilha Chico Mendes, uma das maiores do Brasil, foi apresentada pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), como oportunidade de turismo de aventura do estado, no 3º Congresso Brasileiro de Trilhas, em São Paulo (SP).
Realizado pela Associação Rede Brasileira de Trilhas, o evento aconteceu entre quinta-feira, 14, e domingo, 17, no Parque Ibirapuera, e teve a presença de uma comitiva acreana composta por servidores da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), do Instituto Chico Mendes de Conservação do Meio Ambiente (ICMBio) e da Representação do Estado do Acre em Brasília (Repac).

“A Sete tem desenvolvido um trabalho de diagnóstico para reestruturação da Trilha Chico Mendes para desenvolvimento do turismo. Nesse sentido, encaminhamos o técnico responsável, Francismay Costa, para participação no Congresso Brasileiro de Trilhas a fim de receber capacitações, por meio de palestras, cursos, trocas de experiências e outras formações que serão essenciais para aplicação no trabalho feito aqui”, destacou o chefe do Departamento de Gestão de Turismo da Sete, Jackson Viana.

Presente no evento, Francismay Costa, turismólogo e técnico administrativo da Sete, destacou que a participação da secretaria no congresso é uma forma de intercâmbio de conhecimento de projetos na área do Turismo de Base Comunitária, realizados em Unidades de Conservação, principalmente aqueles voltados para o trabalho de trilha de longo curso.
“Queremos multiplicar experiências nas Unidades de Conservação no nosso estado e também apresentar os trabalhos da Trilha Chico Mendes, apresentar os projetos futuros de ampliação da trilha e buscar parcerias para o fortalecimento de implantação dos novos projetos, como a abertura da trilha de Santa Raimunda do Bonsucesso, o fortalecimento do turismo de observação de aves e a construção de torres para observação dos geoglifos”, destacou o servidor.

Em parceria com a Sete, técnicos do ICMBio e Repac também contribuíram com a apresentação de materiais sobre a Trilha Chico Mendes, de forma a valorizar a trilha no cenário nacional: “É uma oportunidade única de colocar esse importante atrativo turístico de volta ao mapa nacional de trilhas de longo curso, em parceria com a rede brasileira de trilhas, que é promotora do congresso”, destacou Jackson Viana.

Também estiveram presentes: Fernando França Maia, analista ambiental do ICMBio e responsável pela agenda de uso público da reserva extrativista Chico Mendes; Cibele Ferreira Correia, técnica ambiental e responsável pela agenda socioambiental do ICMBio e organização comunitária na reserva extrativista Chico Mendes; e Leandro Naveca, da representação do Estado do Acre em Brasília e parceiro na construção do desenvolvimento de operacionalidade da Trilha Chico Mendes.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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