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Acre celebra crescimento de cirurgias eletivas e redução nas filas de espera

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Luana Lima

O  Acre tem se destacado no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) com um expressivo aumento no número de cirurgias eletivas. Nesta semana, o Ministério da Saúde apresentou dados de 2022 e 2023, quando o Estado registrou um crescimento de 38,8% nos procedimentos, passando de 38,2 mil para 53,1 mil cirurgias realizadas. Somente até dezembro de 2024, já foram feitas 61,3 mil operações, o Ministério da Saúde consolida o Acre como referência nacional na expansão cirúrgica pelo SUS.

Estado do Acre tem se destacado no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com expressivo aumento do número de cirurgias eletivas. Foto: Izabelle Farias/ Sesacre

O avanço se deve, em grande parte, ao Programa Nacional de Redução das Filas (PNRF), que busca ampliar o acesso a cirurgias prioritárias. Em nível nacional, o programa financiou mais de 1,35 milhões de cirurgias entre 2022 e 2024, representando um crescimento de 42% nos atendimentos. No Acre, o número de procedimentos pelo PNRF cresceu 27,6% entre 2023 e 2024, aumentando de 10,3 mil para 14,8 mil.

Para secretário Pedro Pascoal, números refletem compromisso do governo estadual com melhoria do atendimento à população. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

Para o secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, os números refletem um compromisso sólido do governo estadual com a melhoria do atendimento à população. “Estamos investindo em infraestrutura, capacitação de profissionais e ampliação da rede de atendimento para garantir que mais acreanos tenham acesso rápido e eficiente a cirurgias necessárias”, informa.

Shirley Nascimento: “Saúde mais humanizada, acessível e de qualidade a todos os acreanos”.  Foto: Odair Leal/Sesacre

A chefe da Regulação de Cirurgias da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), Shirley Nascimento, reforça que a ampliação dos procedimentos cirúrgicos é um número histórico para a saúde estadual. “O marco de mais de 14 mil cirurgias realizadas ao longo de 2024 celebra o compromisso do programa em atender as demandas reprimidas da população e oferecer uma saúde mais humanizada, acessível e de qualidade a todos os acreanos”, afirma.

É uma grande ajuda ter esse atendimento aqui, no meu município”, disse Josenilda Lima. Foto: Cedida

Josenilda Lima, 47 anos, que aguardava por uma histerectomia devido a miomas que causavam dores intensas, expressou alívio e gratidão pela iniciativa: “É uma grande ajuda ter esse atendimento aqui, no meu município e ajudando tantas outras mulheres que residem nesta regional. Muito grata ao governo e estou à Secretaria de Saúde e a todos os profissionais por esse mutirão.”

Os avanços também estão alinhados ao programa Mais Acesso a Especialistas, que visa reduzir o tempo de espera para consultas, exames e tratamentos em especialidades prioritárias. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

Os avanços também estão alinhados ao programa Mais Acesso a Especialistas, que visa reduzir o tempo de espera para consultas, exames e tratamentos em especialidades prioritárias, como oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia. Com um investimento de R$ 2,4 bilhões, o programa já conta com adesão de todos dos estados brasileiros e do Distrito Federal, além de 97,9% dos municípios.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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