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Acre envia forças de segurança para apoio a Rondônia no combate ao crime organizado

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Ana Paula Xavier

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), está prestando apoio ao Estado de Rondônia no combate a ações criminosas. A iniciativa faz parte de um termo de cooperação federativa firmado, com uma série de operações estratégicas para combater organizações conhecidas por tráfico de drogas, contrabando e outros crimes transfronteiriços na região. A iniciativa conjunta teve início na última quarta-feira, 15, e reforça a segurança nas áreas de fronteira e divisas, fortalecendo a presença das forças policiais e promovendo maior tranquilidade à população.

Acre disponibilizou aeronave do Ciopaer equipada com tecnologia de busca noturna. Foto: Ascom/Sejusp

O Acre disponibilizou uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) equipada com tecnologia de busca noturna, um diferencial em relação às aeronaves já utilizadas em Rondônia. O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública em exercício, Evandro Bezerra, destacou a importância da colaboração entre os estados, afirmando que Rondônia passa por uma situação muito difícil na área de segurança pública.

“O Acre hoje tem condições de prestar apoio, com uma tripulação qualificada e uma aeronave potente e moderna, além de um farol de busca noturna de última geração. As equipes, em conjunto, montaram um plano de ação coordenado com as forças que atuam por via terrestre, de dia e de noite, inibindo qualquer tipo de incentivo criminoso”, destacou.

Secretário Evandro Bezerra destacou importância da colaboração entre estados. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

O Grupo Especial de Fronteiras (Gefron), em parceria com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), está intensificando o policiamento nas fronteiras, principalmente nos distritos rondonienses de Extrema, Nova Califórnia e Abunã. Além dos patrulhamentos, as operações contam com abordagens a veículos e pessoas em pontos estratégicos, bem como monitoramento ostensivo nas principais vias de acesso. A integração entre a Sejusp e a Secretaria de Estado da Segurança Pública, Defesa e Cidadania do Estado de Rondônia (Sesdec) demonstra o compromisso em atuar de forma coordenada contra o crime organizado, garantindo maior efetividade na repressão e prevenção de delitos.

Gefron e Bope intensificam policiamento nas fronteiras. Foto: Ascom/Sejusp

O coordenador do Gefron, coronel Assis dos Santos, ressaltou a importância da atuação conjunta para garantir a segurança nas regiões fronteiriças: “As operações estão em andamento e reforçam o compromisso das forças de segurança pública em proteger as fronteiras e divisas, além de garantir a ordem nas localidades mais vulneráveis”.

Presidente do Iapen, Marcos Frank destacou relevância da cooperação para a segurança pública regional. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) também está colaborando com a mobilização desencadeada, realizando o recambiamento de presos com Rondônia e promovendo uma intervenção no sistema prisional em parceria com o estado vizinho.

O presidente do órgão, Marcos Frank Costa, destacou a relevância da cooperação para a segurança pública regional. “O Estado de Rondônia precisou fazer uma intervenção no sistema prisional, a Sejusp demandou a Polícia Penal e nós enviamos 15 policiais, para que fosse prestado esse apoio”, relatou.

Acre envia forças de segurança para apoiar Rondônia no combate ao crime organizado. Foto: Ascom/Sejusp

A mobilização interestadual ilustra um novo paradigma na cooperação da segurança pública no Brasil. “O Acre, ao enviar recursos cruciais para auxiliar Rondônia, demonstra a importância da solidariedade e da ação conjunta no combate ao crime organizado, estabelecendo um precedente significativo para futuras operações de segurança integrada na Região Norte”, destacou o presidente do Iapen.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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