ACRE
Acre notificou mais de 13,3 mil casos de dirreia em quase seis meses, aponta Saúde
PUBLICADO
4 anos atrásem
Mais de 13,3 mil casos de diarreia foram notificados no Acre entre janeiro e junho deste ano. Os dados são do Núcleo das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (NDTHA) da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) e são da semana epidemiológica (SE) 24, até o dia 18 de junho.
As informações foram divulgadas pelo núcleo nessa quinta-feira (23). Conforme o levantamento, cinco cidades estão acima do limite superior de casos, que utiliza dados da série histórica dos últimos dez anos.
“Do ano passado para cá foram reativados alguns serviços da vigilância da água. Existe um setor dentro da Vigilância de Saúde chamado de Vigiágua e os municípios mandam essa coleta de água para o Lacen fazer a análise para a gente entender se aquela água não está boa para consumo humano”, explicou Débora dos Santos Gonçalves, chefe do núcleo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/A/x/Axe3A3QpW1vf4nD2aMbw/screenshot-20220624-153632-2.png)
Cidades que mais apresentaram notificações de diarreia até o dia 18 de junho — Foto: Reprodução
Aumento
O levantamento mostrou também que houve um aumento nas notificações entre o ano passado e este ano. Em 2021, o número de notificações até a semana epidemiológica 24 era de 9.046 e no mesmo período deste ano já são 13.378.
O aumento em um ano foi de mais de 4,3 mil casos notificados.
As cidades que estão acima do limite de casos são:
- Acrelândia
- Manoel Urbano
- Sena Madureira
- Senador Guiomard
- Tarauacá
Do total de casos notificados este ano, o estudo aponta que 1.278 casos foram em crianças de 1 ano, 3.702 em crianças de 1 ano a 4 anos, 1.562 em crianças de 5 a 9 anos e em crianças de 10 anos .6775.
Investigações
A chefe do Núcleo das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (NDTHA), Débora dos Santos Gonçalves, destacou que essa época do ano é um período de escassez de água em algumas cidades e, por isso, a população é orientada a reforçar os cuidados com a água consumida.
Como uma das ações de combate e prevenção, as equipes da Saúde estadual estão indo aos municípios orientando e pedindo aos servidores dos hospitais que coletem as amostras para análise.
“A gente não consegue com que essa pessoa passe material suficiente para realizar uma análise. Temos o material para fazer a coleta, estamos preparados para dar o resultado, para mandar para fora e fazer a investigação, mas o problema é que a gente não consegue com que o paciente traga o material para a gente investigar”, acrescentou.
Dos casos em avaliação do ano passado Débora explicou que alguns foram diagnosticados como rotavírus e norovírus. Este ano, as equipes já foram informadas que os pacientes que buscam as unidades de saúde relatam que estão com diarreia e também síndrome respiratória aguda.
“A gente tem perguntado aos municípios se houve um aumento de casos no mesmo período que está tendo casos de síndrome respiratória aguda. Os municípios informaram que sim, as pessoas que estão procurando as unidades procuram pela síndrome respiratória e identificam que também estão com diarreia. O que estamos trabalhando com os municípios é se a diarreia está entrando como sintoma de diarreia ou se estamos tendo tendo síndrome diarreica aguda, que é outra definição”, concluiu.
Casos em 2021
Em 2021, o Acre ficou em estado de alerta por causa de um surto de diarreia em 11 municípios. Os casos começaram a aumentar a partir de 25 de julho, na semana epidemiológica 30 e o estado entrou em surto a partir da semana 32.
Com a situação crítica, a Sesacre chegou a montar, na época, uma sala de situação para monitorar os casos. Uma equipe da Saúde foi até a regional do Juruá avaliar o aumento expressivo de casos, principalmente nos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.
Além disso, a Saúde também investigou duas mortes supostamente causadas pela diarreia. Os casos foram registrados em duas crianças nas cidades de Feijó e Tarauacá, no interior.
Com informações de G1Acre
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR

Profecia publicada 20 dias antes chama atenção após terremoto no Peru ser sentido no Acre

Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano

Exposição sobre presídios acreanos é levada para Assembleia Legislativa do Acre para Audiência Pública do plano Pena Justa
ACRE
Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
Relacionado
ACRE
Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
Relacionado
ACRE
Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.