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Acre realiza 1º Seminário da Primeira Infância na Terra Indígena Puyanawa, em Mâncio Lima

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Carolina Torres

Promover a assistência social e o atendimento às crianças no Acre é essencial para a promoção de políticas públicas que garantam os direitos da população. Com esse objetivo, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), realizou nesta quarta-feira, 6, a abertura do 1º Seminário Estadual da Primeira Infância no Contexto Indígena, na Terra Indígena (TI) Puyanawa, em Mâncio Lima.

Fórum voltado para políticas indígenas teve abertura na Terra Indígena Puyanawa. Foto. Marcos Santos/Secom

O seminário tem como finalidade aprimorar o atendimento aos povos indígenas no Cadastro Único e no Programa Primeira Infância no Sistema Único de Assistência Social (Suas) e Programa Criança Feliz (PCF), além de ampliar o acesso e o atendimento dos programas e serviços do sistema.

Secretária Amanda Vasconcelos destacou garantia aos direitos fundamentais da infância respeitando cultura dos povos tradicionais. Foto: Marcos Santos/Secom

A secretária em exercício da SEASDH, Amanda Vasconcelos, destacou, durante o evento, que o foco é trabalhar a primeira infância no contexto indígena, respeitando os costumes, os hábitos e garantindo os direitos fundamentais de todas as crianças e adolescentes.

“Essa é uma política que recebe muita atenção da nossa vice-governadora, que também atua como secretária de Assistência Social e Direitos Humanos. Ela nos deu todo o apoio e suporte para que pudéssemos realizar hoje este primeiro encontro e seminário estadual, trazendo a política da primeira infância no contexto indígena. Isso representa um marco, pois somos pioneiros nesse aspecto em todo o país”, afirmou.

Técnicos de mais de 13 municípios, representantes estaduais e federais participam dos três dias de seminário. Foto: Marcos Santos/Secom

Além disso, o evento busca propiciar a troca de experiências e vivências entre as equipes técnicas dos 13 municípios com terras indígenas no Acre, fortalecendo a política de assistência social.

Cacique Joel Puyanawa: “Inseridos e representados”. Foto: Carolina Torres/Secom

“Para nós, do Povo Puyanawa, este é um momento de grande relevância e importância, pois nos sentimos mais inseridos e representados. Este encontro é uma oportunidade para adquirirmos mais conhecimento sobre a primeira infância e entendermos melhor os temas que serão discutidos ao longo do seminário. Como cacique, é uma honra receber todos e abrir este evento com alegria, desejando que o seminário seja produtivo, com boa participação, propostas construtivas e resultados positivos para todos que buscam compreender e se beneficiar deste encontro”, explica o cacique Joel Puyanawa.

Representante de política indígena na SEASDH, Andreia Guedes aborda importância do evento. Foto: Marcos Santos/Secom

A assessora técnica para assuntos indígenas e comunidades tradicionais da pasta, Andreia Guedes, ressaltou a participação de representantes de todos os municípios do Acre que possuem terras indígenas, em busca de compreender as dificuldades enfrentadas e traçar planos de ação para os próximos anos.

“É com grande alegria e satisfação que realizamos este evento histórico para os povos indígenas, algo mais que justo. Durante três dias, estaremos debatendo a política de primeira infância no Suas no contexto indígena, ouvindo as lideranças indígenas e os coordenadores dos municípios”, disse.

Puyanawas realizaram apresentações. Foto: Marcos Santos/Secom

“O objetivo central deste seminário é garantir que todas as crianças indígenas sejam atendidas de acordo com suas tradições e costumes. Não é adaptar a criança indígena ao Suas, mas sim adaptar o Suas, seus programas e serviços, à realidade dos povos indígenas do Acre”, realçou Andreia.

O diretor de Assistência Social da SEASDH, Hilquias Almeida, enfatiza que o seminário é um projeto inicial para ser implantado em todo o estado: “Este é o nosso ponto de partida, o plano-piloto, para que possamos expandir e avançar para outras terras indígenas, e estamos muito empolgados com esta jornada. Para nós, tratar sobre a primeira infância é de extrema importância, pois é essencial cuidarmos bem das nossas crianças. Estou certo de que este será um evento de excelência, trazendo um impacto significativo para o estado do Acre”.

Evento é um dos pioneiros no Brasil. Foto: Marcos Santos/Secom

O seminário também conta com o apoio do programa Criança Feliz, do Programa Primeira Infância no Suas, do Cadastro Único e do Bolsa Família, além da participação dos técnicos dos Centro de Referência de Assistência Social (Cras), bem como das equipes municipais, de servidores da SEASDH, da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e representantes de outros estados, como Roraima, Maranhão e Pará, e representantes do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Programação

6 de novembro

9h às 12h

  • Local: Terra Puyanawa em Mâncio Lima
  • Atividades:
    • Café da manhã de boas-vindas
    • Solenidade de Abertura
    • Apresentação Cultural

14h às 17h

  • Local: Auditório MP – Rio Branco
  • Palestras:
    • Primeira infância no Suas
    • A intersetorialidade como eixo estruturante do Programa Criança Feliz (PCF)
    • PCF no estado do Acre
7 de novembro

8h às 12h

  • Local: Auditório MP
  • Palestras:
    • PCF e a Interface com o Cadastro Único
    • Atuação do programa Saúde da Mulher e da Criança no Dsei ARJ
    • Segurança alimentar na Primeira Infância
  • Local: Auditório MP
  • Palestras:
    • Direitos da Primeira Infância Indígena
    • Povos indígenas do Acre – Quem são e onde estão?
8 de novembro

8h às 12h

  • Local: Auditório MP
  • Atividades e palestras

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Leia Mais: Agência do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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