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Acre ultrapassa 500 focos de queimadas em agosto; qualidade do ar é inadequada no estado
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5 anos atrásem
A tonalidade rosa nos céus de alguns municípios acreanos denuncia que a qualidade do ar está piorando em razão da quantidade fumaça à medida em que o número de focos de queimadas aumenta neste mês de agosto, de acordo com o banco de dados do programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe.
Apenas nos oito primeiros dias de agosto, o Acre registrou o total de 533 focos de queimadas. Desde 1º de janeiro, são 1.061 registros, o que representa 9% a mais que no mesmo período do ano passado, que foi o terceiro em número de ocorrências desde o começo da série histórica do Inpe, iniciada em 1998. Feijó é o município acreano com o maior índice até o momento.
Em 2021, foram detectados 221 focos de queimadas em Feijó, que até esta altura do mês de agosto figura entre os 10 municípios do Brasil com os maiores registros. Tarauacá e Rio Branco vêm em seguida, com 171 e 88 focos, respectivamente. A capital acreana tem tido registros frequentes de queimadas urbanas, inclusive.
Na noite da última sexta-feira, 6, um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de vegetação na entrada da Estrada do Calafate, próximo à loja Havan, em Rio Branco. O fogo foi controlado pelos Bombeiros, mas as ocorrências de fogo no trecho urbano da BR-364 têm sido comuns.

Qualidade do ar
Um dos efeitos mais imediatos das queimadas é a concentração de partículas poluentes no ar, que na maioria dos municípios acreanos está em níveis considerados inadequados para a saúde humana, de acordo com os padrões estipulados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os índices da qualidade do ar no estado podem ser conferidos em tempo real pela plataforma PurpleAir.
As leituras são feitas por sensores de monitoramento da qualidade instalados na Universidade Federal do Acre (Ufac) e na sede do Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC), no Centro de Rio Branco. O sistema faz parte de uma parceria das duas instituições com órgãos de saúde e do meio ambiente.
Na noite deste sábado, 7, por volta das 9h18 da noite, o monitoramento da sede do MP-AC, em Rio Branco, registrou uma máxima concentração de material particulado de 166 (US EPA PM2.5 AQI), o que representa que todos podem sofrer efeitos mais graves na saúde se forem expostos a essas condições por um período de 24 horas.
Padrões de Qualidade do Ar
Os seres humanos podem ser afetados de maneira prejudicial pela exposição a poluentes do ar no ar ambiente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que a quantidade de material particulado por metro cúbico aceitável é de 25 microgramas. Acima disso, a qualidade é ruim para a saúde das pessoas.
Em resposta, o Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA, desenvolveu um extenso corpo de legislação que estabelece padrões e objetivos baseados em saúde para vários poluentes presentes no ar.
No Brasil os padrões de qualidade do ar são estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 491/2018 e tem o objetivo de prover um instrumento de gestão da qualidade do ar, ajudar na medição de poluentes presentes e introduzir os efeitos de cada condição do ar sobre a saúde humana.
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publicado:
09/09/2026 10h59,
última modificação:
09/09/2026 11h03
As inscrições são gratuitas e estão abertas no site do 5º Simeco.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)