ACRE
Acreanas são finalistas no maior concurso do mundo para mulheres produtoras de café
PUBLICADO
2 anos atrásem
Juliana Queiroz
O evento de premiação da 7ª edição do Concurso Florada Premiada, promovido pelo Grupo Três Corações, por meio do Centro Rituais de Cafés Especiais, em parceria com Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) será realizado no dia 22 de novembro, durante a Semana Internacional do Café em Belo Horizonte (MG).

Entre as finalistas, quatro produtoras acreanas. No Acre, a relação das mulheres com o café começou com atuação na colheita e secagem, mas houve um aumento dessa relação com a produção, estando elas presentes na gestão e em todas as etapas do processo produtivo, trazendo diversidade e sensibilidade para produção cafeeira, conforme explica a responsável pelo Núcleo da Cafeicultura da Seagri, engenheira agrônoma Michelma Lima.

“Cada vez mais, as mulheres vêm ocupando posições transformadoras no cotidiano e mostrando o quanto são fundamentais para o desenvolvimento da sociedade. Na agricultura não poderia ser diferente, e hoje temos a satisfação de anunciar quatro mulheres que irão representar as cafeicultoras do nosso estado no maior concurso do mundo para mulheres produtoras de café”, afirma Michelma Lima.

A nota de corte do concurso Florada Premiada é alta. Para a produtora passar para segunda fase, o café precisa ter nota de acima de 85 pontos. Um café, para ser considerado especial, tem que atingir 80 pontos. Ao todo, o concurso conta com 20 finalistas e o fato de quatro serem acreanas representa um número significativo, por concorrerem produtoras de todo o Brasil.

“Tudo isso é fruto de um trabalho que vem sendo desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, em parceria com outras entidades e, através do nosso governador, que nos deu todas as condições necessárias para que a gente possa discutir a questão das cadeias. Focamos na qualidade, em agregar valor ao nosso produto, somos um estado que preservou a floresta e que podemos dizer, para o Brasil e para o mundo, que nós temos os melhores cafés. Com toda certeza, quem ganha com isso são os nossos produtores e produtoras rurais”, enfatiza o secretário de Estado da Agricultura José Luis Tchê.
Em 2023 o governo promoveu seu primeiro concurso de café, o QualiCafé, e este ano será realizada a 2ª edição do Concurso de Qualidade do Café Robusta Amazônico do Estado do Acre.

“Esse resultado tão significativo vem sendo trabalhado desde o ano passado, quando o governo, através da Secretaria de Agricultura, lançou o primeiro concurso de qualidade dos cafés. Essas mesmas produtoras que estão participando, que encaminharam as suas amostras para o concurso da Florada, em nível nacional, também estão participando da segunda edição do concurso de qualidade”, reforça Michelma.
A premiação do Concurso Florada Premiada será realizada da seguinte forma: 1º lugar – 25R$ mil; 2º lugar – 15R$ mil; e 3º lugar – 10R$ mil. Além dos prêmios, a Três Corações garante a compra do lote das finalistas.
Conheça as finalistas

Marivânia Nascimento, cafeicultora do município de Epitaciolândia, trabalha com a cultura do café há três anos e com café especial há dois. “Participar desse concurso é maravilhoso, principalmente quando se trata de um investimento numa área tão pequena que nem a minha, que são 26 hectares. Quando você olha que foi classificado para participar de um concurso, já é gratificante. Principalmente em saber que tem investimento e que vai ter apoio do governo. Sou muito grata por participar desse concurso e ser selecionada, estou muito feliz por isso”, diz.

Antônia dos Santos, produtora do município de Brasileia, trabalha há seis anos com a produção de café e um ano com cafés especiais. “Estou me sentindo muito feliz em estar entre as finalistas do concurso, pois sinto que o meu trabalho e todo o meu empenho está tendo o devido reconhecimento. Minha expectativa é que se abram sempre mais portas, mais oportunidade para as nossas mulheres produtoras”, afirma.

Keyti da Silva, produtora de Brasileia, trabalha há quatro anos com produção de café e um ano com cafés especiais. “Para mim é uma honra sem tamanho, me sinto grata a Deus, por a gente estar lá nessa final do maior concurso em nível mundial, um concurso especialmente desenvolvido para mulheres, que desempenha um trabalho na cafeicultura, um trabalho tão significativo, rico em detalhes, desde a escolha de uma planta, até o manejo e o processo depois dessa colheita. A gente tem percebido que esse olhar clínico da mulher tem um significado muito grande dentro da produção de café especial, que a mulher é mais sensível em todos os aspectos nessa produção e preparação”, avalia.

Eliane Lara é do município de Acrelândia, trabalha com a cadeia produtiva do café há 26 anos e com cafés especiais há um ano. “Estou realizando um grande sonho, que é participar da Florada Premiada. Então meu nome está entre as 20 finalistas e para mim isso é uma felicidade, é um orgulho muito grande estar representando o Acre nesse concurso nacional. Nossa cultura é totalmente familiar, a família inteira trabalha junto, e todos acabam sendo reconhecidos. Esse prêmio não é só meu, é da minha família inteira e temos orgulho de ser cafeicultores”, relata.
Visualizações: 31
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
Relacionado
ACRE
Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
Relacionado
ACRE
Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE6 dias agoUfac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
ACRE6 dias agoUfac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
ACRE5 dias agoEstudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login