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AfD alemã manifesta-se em Magdeburg, local de ataque mortal ao mercado de Natal | Notícias sobre migração

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O partido de extrema-direita realiza um comício “memorial” para as vítimas do ataque com carros que inflamou o debate sobre a política de migração e de segurança.

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) da Alemanha realizou o que chama de um comício “memorial” para as vítimas de um ataque com carros num mercado de Natal que debate inflamado sobre a política de migrantes e de segurança.

A manifestação foi realizada na segunda-feira em frente a uma catedral na cidade oriental de Magdeburg, palco de ataque da semana passada que matou cinco pessoas e deixou mais de 200 feridas.

“O terror chegou à nossa cidade”, disse o líder da AfD no estado da Saxónia-Anhalt, Jan Wenzel Schmidt, condenando o que chamou de “monstruoso fracasso político” que levou ao ataque, pelo qual um cidadão da Arábia Saudita foi preso.

“Devemos fechar as fronteiras”, disse ele a centenas de apoiantes do partido anti-imigração. “Não podemos mais acolher loucos de todo o mundo.”

A co-líder do partido, Alice Weidel, descreveu o ataque como “um acto de um islamista cheio de ódio pelo que constitui a coesão humana… para nós, alemães, para nós, cristãos”.

Ela exigiu “mudança para que possamos finalmente viver em segurança novamente”, enquanto as pessoas na multidão gritavam: “Deportar, deportar, deportar!”

O suspeitoTaleb al-Abdulmohsen, enfrenta inúmeras acusações, incluindo homicídio e tentativa de homicídio. Ele mora na Alemanha desde 2006 e já fez postagens anti-migrantes e anti-Islã nas redes sociais, segundo relatos.

Embora os motivos ainda não tenham sido tornados públicos, Abdulmohsen expressou opiniões fortemente anti-Islãs e raiva das autoridades alemãs por causa das políticas de imigração. Ele também apoiou abertamente teorias conspiratórias de extrema direita sobre a “islamização” da Europa.

Apesar dos pontos de vista expressos pelo suspeito, que se alinham com a posição anti-imigrante e a retórica islamofóbica da AfD, Weidel referiu-se a ele como um “islamista” no comício – uma tentativa de reforçar as opiniões anti-imigrantes do partido.

O ataque de sexta-feira suscitou um debate político sobre as políticas de migração antes das eleições antecipadas de Fevereiro, nas quais a AfD espera aumentar a sua posição no parlamento.

A ministra do Interior, Nancy Faeser, disse que “não deixaremos pedra sobre pedra” ao descobrir quais informações estavam disponíveis sobre o suspeito de 50 anos, que havia sido tratado de doença mental no passado, segundo o jornal alemão Die Welt.

Entretanto, uma iniciativa anti-extremista chamada “Não dê uma oportunidade ao ódio” também se reuniu em Magdeburg. “Estamos todos chocados e zangados ao ver que as pessoas querem explorar este ato cruel para os seus próprios fins políticos”, afirmou a iniciativa num comunicado.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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