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Agência de Negócios realiza reunião de alinhamento e planejamento com foco na atração de investimentos

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Cleide Santos

O governo do Acre, por meio da Agência de Negócios do Estado (Anac), realizou nesta quarta-feira, 12, uma reunião de alinhamento e planejamento das ações para o ano de 2025. A atividade, realizada no auditório da Secretaria de Estado de Administração (Sead), em Rio Branco, reuniu gestores e técnicos da pasta, num momento em que todos puderam compartilhar, avaliar resultados e apresentar sugestões para o aperfeiçoamento das ações.

Durante a reunião, a presidente da instituição, Waleska Bezerra, detalhou o Plano de Trabalho para 2025. Tendo como finalidade estabelecer diretrizes, metas e ações estratégicas alinhadas ao Plano de Governo 2024-2027, neste ano, o trabalho terá como foco principal três projetos: Investe Acre, Prospecção de Novos Negócios e Qualificação para empresas.

Presidente da Anac, Waleska Bezerra, apresenta Plano de Trabalho 2025. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

As estratégias incluem a implantação da Investe Acre, que no âmbito da Anac deve funcionar como uma coordenadoria voltada à atração de investimentos, prospecção de novos negócios, intensificação do trabalho de consultoria e soluções empresariais e oferta de cursos com foco na qualificação para exportação.

“Nesse plano é fundamental a participação de todos. Muitas vezes temos uma visão, com a ajuda de vocês podemos avançar mais”, enfatizou Waleska Bezerra, ao abrir o encontro e agradecer aos servidores pelo empenho.

Na oportunidade, a equipe de Planejamento apresentou o Relatório de Gestão, dos últimos 12 meses. Em 2024, a atuação da Anac foi pautada pelas metas previstas no Plano de Governo estabelecido para o período 2023 a 2026, no eixo Geração de Emprego e Renda.

Resultados positivos

Considerando o compromisso de governo com a atração de novos negócios, a qualificação das empresas e a geração de empregos, a Anac participou e promoveu empresas locais na Expoacre e em eventos internacionais.

Na Expoalimentaria, uma das principais feiras do setor de alimentos da América Latina, a Anac propiciou a apresentação de produtos de 16 empresas acreanas. De forma inédita, em 2024, quem não pôde estar na feira realizada em Lima, no Peru, teve oportunidade de enviar seus produtos para serem expostos pela equipe da Anac. Biscoitos, refrigerantes e café produzidos no Acre foram os itens mais procurados na feira.

“Um trabalho que fizemos também em 2023; foi a partir de então que a empresa Dom Porquito, que também é coligada à Anac, conquistou o mercado peruano, e empresas como a Nutrak, Bebidas Quinari e Café Contri puderam ampliar a divulgação dos seus produtos e exportar para países vizinhos”, explicou a diretora de Planejamento da Anac, Jaurícia Ferreira.

Equipe de Planejamento apresenta relatório de gestão e dialoga sobre estratégias para aperfeiçoar ações. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

O fortalecimento às empresas coligadas à Anac também esteve entre as prioridades. Hoje a Anac figura como sócia de sete empresas, como Dom Porquito e Agouti S.A, figurando também como cotista em um fundo de investimento para empresas da Amazônia com o BNDES, com o Banco do Pará e outras instituições. “E o que a gente tomou por base de ações em 2024 foi fortalecer a relação institucional com essas indústrias, detectar quais eram as necessidades imediatas e como a Anac poderia apoiar. Para a indústria se fortalecer cada vez mais e, por consequência, gerar emprego e riqueza para o nosso estado”, explicou o assessor de Planejamento, Milton Domingues.

Restabelecendo o contato institucional com as coligadas, a Anac vem trabalhando para recuperar algumas que estavam paralisadas e, quando necessário, fazendo a transição de negócios. Um exemplo é o caso da Galpão da Soar, em Cruzeiro do Sul, que está sendo transformada numa beneficiadora de café.

Fortalecimento das empresas coligadas esteve entre as prioridades. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

No que se refere a Qualificação de Negócios, superando a meta para 2024, que era de qualificar 250 pessoas, em 2024, com apoio de emendas parlamentares e em parceria com o Serviço Nacional da Indústria (Senai), a Anac viabilizou a qualificação de mais de 500 profissionais de empresas acreanas, na capital e interior do estado.

Sobre a Agência de Negócios do Acre

A Anac é um sociedade de economia mista que tem como missão promover a expansão e a intermediação de recursos e oportunidades de negócios para o estado do Acre.

Visando ser referência na Região Norte na promoção de ambientes de negócios propícios a novos investimentos e incentivo às exportações, trabalha para atrair e promover investimentos diretos nacionais e internacionais para o Acre, promover o estado e suas potencialidades, organizar e e implementar sistema de serviços de informação de oportunidade de negócios, entre outras atividades.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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