POLÍTICA
Agência ligada ao PT foi líder em verbas eleitorai…
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1 ano atrásem
Pedro Pupulim
A agência de comunicação Urissanê, do marqueteiro Otávio Antunes, foi a que mais ganhou dinheiro nessas eleições municipais. Recebeu quase 14 milhões de reais de 18 campanhas diferentes e da Direção Nacional do PT — que investiu quase 4 milhões nos serviços da empresa.
O partido foi o primeiro colocado na lista dos candidatos que contrataram a agência, com 12 campanhas. Na sequência, veio o PDT, com duas, e PSDB, PSD, PV e PCdoB, com uma cada.
Nos anos de 2018 e 2022 a Urissanê também trabalhou nas campanhas de Lula e Fernando Haddad. Primeiro, para a presidência da República, e, há dois anos, para o Governo de São Paulo. Só nesta última, a empresa faturou 17,3 milhões de reais.
Em 2024, o candidato que mais gastou com a contratação da Urissanê foi o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), com um investimento de 3 milhões de reais. O petista disputou a prefeitura de Belo Horizonte, mas recebeu somente 4,37% dos votos válidos e não foi ao segundo turno. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) pagou 1,22 milhão de reais e foi ao segundo turno da disputa à Prefeitura de Porto Alegre, mas perdeu para o atual prefeito Sebastião Melo (MDB-RS).
Quem fecha o “top 3” é a deputada federal Dandara Silva (PT-MG), que pagou 1,21 milhão de reais à Urissanê e obteve 24,56% dos votos na capital mineira, mas não foi ao segundo turno.
Das 18 campanhas, apenas três foram eleitas e, curiosamente, somente uma é do PT. Com 50,36% dos votos, Fernando Stephan Marroni pagou 200.000 reais à agência e venceu a disputa à prefeitura de Pelotas (RS).
Os outros dois vencedores foram Gustavo Lemos Petta (PCdoB), eleito vereador em Campinas (SP) com 4.803 votos, gastando 5.000 reais com a Urissanês, e Rodrigo Neves (PDT) , eleito prefeito de Niterói com 57,20% dos votos válidos no segundo turno. Neves destinou 972.000 reais à agência.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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