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Agricultura regenerativa beneficia sociedade e agronegócio – 12/12/2024 – Papo de Responsa

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Resgatar a relação harmoniosa entre agricultura e meio ambiente é a base para equilibrar produtividade e sustentabilidade.

Com a busca por soluções sustentáveis urgentes em todo o globo, o agronegócio é setor estratégico para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), sendo capaz de conciliar produtividade, preservação ambiental e desenvolvimento humano.

Ao adaptar práticas que respeitam o ciclo natural da terra, o agro fomenta a transformação de comunidades e preserva recursos para as futuras gerações.

Grãos da base alimentar global, como milho, trigo, arroz, cevada e soja, também desempenham papel significativo na geração de emprego e renda.

O Brasil, um dos maiores exportadores de grãos do mundo, destaca-se por liderar o uso de técnicas não tóxicas na produção agrícola, posição impulsionada sobretudo pela força da agricultura familiar.

Apresentado durante a COP29, em Baku, no Azerbaijão, esse modelo beneficia pequenos, médios e grandes agricultores, além de garantir o sustento de famílias e fomentar economias regionais.

Ao combater a insegurança alimentar e contribuir para o ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), o modelo ainda leva saúde para as populações, enquanto promove manejo responsável.

Este é outro ponto a ser considerado pelo setor, por envolver práticas benéficas à saúde do solo e à biodiversidade, mitigando as mudanças climáticas, em consonância com o ODS 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima).

Cultivar conhecimento entre produtores rurais abre frentes para ampliar produção, produtividade e acesso a mercados. Por um lado, promover desenvolvimento humano e inclusão viabiliza geração de renda e melhoria da qualidade de vida nas comunidades rurais.

Por outro, fortalece a base do agronegócio, tornando-o mais competitivo e alinhado às demandas globais, abordadas no ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico). Nesse quesito, apoiar iniciativas de geração de renda e trabalho decente deve ser prioritário para as lideranças.

Ao qualificar pessoas, cria-se um ciclo virtuoso de incentivo à conservação dos recursos naturais, reforçando a sustentabilidade na cadeia produtiva e cooperando para os ODS 15 (Vida Terrestre) e 10 (Redução das Desigualdades). Isso amplia oportunidades para comunidades vulneráveis e reduz lacunas socioeconômicas.

Na Ambev, com nossa estratégia de agricultura regenerativa, incentivamos práticas como plantio direto e rotação de culturas, impulsionando cultivo de baixo carbono, melhorando a saúde do solo e fortalecendo a biodiversidade.

Investimos em treinamento, conexão e empoderamento financeiro de mais de 2.700 produtores rurais. Exemplo disso é nosso AgroPortal, criado para fortalecer laços com os agricultores, além da Aliança Guaraná de Maués. A rede de parceiros voltada para qualidade de vida promove desenvolvimento do município produtor do Guaraná Antarctica.

Apesar dos avanços, o setor enfrenta desafios relacionados ao uso sustentável dos recursos naturais, proteção de biomas e combate às desigualdades.

A ONU (Organização das Nações Unidas) alerta que o cumprimento dos ODS dependerá de uma abordagem integrada, na qual o agro desempenhe seu papel sem comprometer o equilíbrio ambiental.

E é nesse contexto que o agronegócio apresenta enorme potencial para consolidar-se como um agente transformador na construção de um futuro mais justo no campo, com reflexos positivos em toda a sociedade.


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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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