NOSSAS REDES

ACRE

Ajudou a capacitar mais de cem mil adolescentes – 13/11/2024 – Cotidiano

PUBLICADO

em

Francisco Lima Neto

Nascida na década de 1930, Maria Angélica Barretto Pyles foi criada para ter uma vida de liberdade e independência financeira, o que não era muito comum na época.

Maria Angélica sempre esteve ligada à educação e mantinha profundo interesse pelo desenvolvimento de crianças e adolescentes. Em Campinas, cidade que escolheu para viver, fundou uma entidade para formação e inserção de adolescentes em vulnerabilidade social no mercado de trabalho e ajudou a pavimentar o caminho para o futuro de milhares de jovens.

Nasceu em São Paulo, em 27 de novembro de 1933, filha de um delegado e de uma educadora sanitária. Passou parte da infância em Casa Branca, interior de São Paulo, onde se formou no magistério, em 1951.

Quatro anos mais tarde, formou-se em pedagogia na PUC-Campinas e fez pós-graduação em psicologia da criança e do adolescente, além de inúmeras especializações.

Deu aulas nos colégios mais tradicionais e se aposentou na Secretaria de Promoção Social do estado.

Inspirado por um projeto que viu em São Carlos quando trabalhava no Poder Judiciário, ela criou em maio de 1966 o Patrulheirismo em Campinas, uma obra socioeducativa e de iniciação profissional para jovens de 15 a 18 anos. Após o curso básico de formação, os adolescentes são encaminhados para estágio profissionalizante em empresas parceiras.

A ação funcionava no porão do Palácio da Justiça, até que em 1972 a prefeitura doou um terreno para a criação da sede, que foi inaugurada em 1975, mesmo ano em que Maria Angélica criou o Patrulheirismo feminino, formando a primeira turma de mulheres para o mercado de trabalho.

Muitos dos jovens que participaram do projeto foram efetivados nas empresas. O nome da iniciativa depois foi alterado para CAMPC (Círculo dos Amigos do Menor Patrulheiro de Campinas), que continua até hoje.

“Minha mãe era uma mulher muito forte, que nunca deixou de fazer o que devia ser feito, o que era justo, ético, bom, por mais difícil que fosse. Nunca foi uma pessoa que passava a mão na cabeça. Nunca foi boazinha, no sentido de falar as coisas que as pessoas queriam ouvir. Não tratava ninguém como coitadinho”, explica a empresária Karina Angélica Barreto Pyles.

“Ela deixou uma semente enorme, com mais de cem mil menores que passaram pela obra e que se beneficiaram do trabalho dela”, completa.

Ela morreu em 26 de outubro de 2024, em São Paulo, aos 90 anos, em razão de uma angiopatia amiloide cerebral, diagnosticada há quatro anos.

Maria Angélica era viúva e deixou a filha Karina, dois netos e o genro.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

Veja os anúncios de mortes

Veja os anúncios de missa



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS