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Al Jazeera ganha prêmio da Anistia Internacional por reportagens sobre o Rio Colorado | Notícias

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As jornalistas Megan O’Toole e Jillian Kestler-D’Amours ganham prêmio por reportagem sobre a luta indígena pelos direitos à água nos EUA.

A Al Jazeera English online recebeu o prêmio máximo no 29º Prêmio Anual de Mídia do Canadá da Anistia Internacional por uma reportagem sobre a luta indígena pelos direitos à água no sudoeste dos Estados Unidos.

A Anistia Internacional Canadá anunciou na quinta-feira que o recurso interativo de formato longo da Al Jazeera Crise no Colorado: a luta indígena pelos direitos à água ganhou o prêmio de mídia mista 2023-2024.

Os prêmios “homenageiam a excelência em reportagens sobre direitos humanos feitas por jornalistas baseados no Canadá e por jornalistas canadenses que reportam no exterior”.

Publicado em abril de 2023, Crisis on the Colorado explorou como as comunidades indígenas que dependem do extenso rio Colorado fizeram valer seus direitos à água diante da seca recorde agravado pelas alterações climáticas.

A pressão surge num momento em que as autoridades a todos os níveis foram forçadas a considerar cortes de água enquanto tentam evitar o colapso do riouma extensão de 2.330 km (1.450 milhas) que começa no estado americano do Colorado e termina no México, e fornece água a mais de 40 milhões de pessoas.

Para contar a história, as jornalistas da Al Jazeera Megan O’Toole e Jillian Kestler-D’Amours reuniram-se com líderes indígenas no Colorado, Arizona e Califórnia e viajaram de carro, barco e pequeno avião para pontos-chave ao longo do rioincluindo o Lago Powell e o Lago Mead.

O relatório combinou uma narrativa rica e escrita com fotografias, vídeos, mapas, gráficos e outros elementos interativos.

Em toda a região, os líderes das comunidades indígenas exigiram um lugar à mesa – e insistiram que os seus direitos à água devem ser protegidos após gerações de negligência e exclusão.

“Temos que olhar para uma maneira diferente de respeitar o rio, como tratamos o rio, e temos que olhar para as gerações futuras”, Nora McDowell, ex-presidente de longa data da Tribo Indígena Fort Mojave, disse à Al Jazeera.

“Temos que protegê-lo.”

Na quinta-feira, a Amnistia Internacional Canadá felicitou a Al Jazeera English e os outros vencedores do prémio pelo seu trabalho de traçar o perfil de “pessoas e comunidades que demonstraram notável coragem e perseverança face à adversidade”.

“Felicitamos os vencedores pelas suas notáveis ​​conquistas e agradecemos aos detentores de direitos que partilharam as suas histórias por falarem corajosamente a verdade ao poder através da imprensa”, disse Ketty Nivyabandi, secretária-geral da secção de língua inglesa da Amnistia Internacional no Canadá.

Crisis on the Colorado foi apoiado pelo The Water Desk, uma iniciativa de jornalismo independente baseada no Centro de Jornalismo Ambiental da Universidade do Colorado em Boulder.

As filmagens aéreas usadas no longa foram possíveis por meio de voos doados pelo LightHawk.



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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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