NOSSAS REDES

ACRE

Alan Moore conta como recriou bairro de sua infância em saga sobrenatural – 19/10/2024 – Ilustríssima

PUBLICADO

em

Reinaldo José Lopes

[ROMANCE] O escritor e quadrinista britânico Alan Moore comenta em entrevista seu romance “Jerusalém”, lançado agora no Brasil. Imenso quebra-cabeça em três volumes, o livro funde James Joyce, Teoria da Relatividade, realismo mágico latino-americano e a história familiar do autor para recriar um bairro popular inglês em que vivos e mortos (assim como passado, presente e futuro) se cruzam.

Alan Moore, como de costume, pariu um monstro.

“Jerusalém”, obra de ficção mais ambiciosa do escritor britânico, é um pesadelo joyceano, uma teogonia da classe trabalhadora inglesa e um livro de aventuras mágicas para crianças ao estilo de “As Crônicas de Nárnia” —entre muitas outras coisas.

Com o espaço oferecido por 1.616 páginas e três volumes (na edição do livro que está prestes a chegar ao Brasil), é claro que fica mais fácil adotar esse caráter multiforme. Mas o romance de Moore, publicado originalmente em 2016, anuncia sua natureza de hidra de mil cabeças já nos primeiros capítulos.

Transições desorientadoras de momento histórico, de pontos de vista e de linguagem vão montando, peça por peça, um único quebra-cabeça sobrenatural. Aliás, é o caso de considerar o prefixo “sobre” da palavra de forma quase literal.

Para narrar a interpenetração de passado, presente e futuro dos Boroughs (o distrito popular de Northampton, cidade onde Moore nasceu e vive até hoje), o autor imaginou o chamado Andar de Cima.

Trata-se de uma mistura caótica de Inferno, Purgatório e Paraíso, esparramado e espichado por cima dos Boroughs “físicos”, em que as almas dos mortos de todas as épocas se misturam com anjos, demônios, sonhadores, usuários de drogas e pessoas com problemas mentais.

“Só quando estamos lendo as páginas tem ordem nelas. Quando o livro está fechado, todas as páginas ficam tão espremidas em centímetros de papel que não vão de verdade prum lado ou pro outro. Só tão ali”, explica uma das habitantes do Andar de Cima, a menina que lidera a gangue de fantasmas juvenis conhecida como Bando de Mortos de Morte.

Nessa metáfora, cada página é o tempo individual de uma vida, enquanto o livro é a totalidade da existência. “Ao formular esse Além, tentei imaginar que tipo de recompensa eterna o pessoal quase sempre não recompensado dos Boroughs poderia receber sem se sentir desconfortável”, contou Moore, 70, em entrevista à Folha.

“Minha sensação era que mármore, enfeites dourados, nuvens e corais celestiais intermináveis iam parecer meio classe média demais, e até intimidadores, para pessoas mais acostumadas com seus casebres desenxabidos e aconchegantes.”

A solução foi recordar um eufemismo que Moore costumava ouvir sobre os defuntos quando era criança: “Fulano foi para o andar de cima”. “Para mim, aquilo soava como se o Além também tivesse tapetes desgastados, rodapés lascados e camas e guarda-roupas anteriores à Segunda Guerra Mundial, como na minha casa”, explica ele. “Essa impressão era reforçada quando os adultos me diziam que, quando trovejava, era porque os anjos estavam arrumando a mobília deles.”

O escritor resolveu combinar essa concepção quase folclórica com a física relativística, inspirando-se na constatação de que o tempo é só mais uma das dimensões do Cosmos, intrinsecamente conectada às outras três dimensões do espaço. Por isso, a passagem do tempo pode ser enxergada como uma ilusão.

“Um dos grandes temas do livro é o conceito de Einstein a respeito de um ‘Universo em bloco’ eterno, no qual experimentamos a mesma vida repetidamente”, diz Moore. “Percebi que, para descrever essa visão quadridimensional da existência, eu precisaria de um platô acima dela, talvez uma quinta dimensão, acima da qual observar tudo de forma completa.”

É aqui que entra outro ingrediente crucial do caldeirão do britânico: não apenas a ambientação física e cultural dos Boroughs conforme ele estava crescendo, mas a própria história familiar do autor. O irmão mais novo de Moore, que costumava se meter em todo tipo de acidente quando era pequeno, certa vez se engasgou com uma bala e, segundo o que contava a família, “ficou morto” durante dez minutos antes de voltar a respirar.

“Fiquei pensando em como escrever uma longa aventura em algum tipo de Além que pudesse aproveitar essa experiência de quase-morte, e percebi que isso seria uma oportunidade de descrever o reino em uma dimensão superior, do qual a narrativa precisava”, explica.

Segundo essa lógica, o alter ego do autor na narrativa é a irmã do menino engasgado, a (futura) artista plástica Alma Warren —talvez o mais perto de uma protagonista que o romance é capaz de oferecer, apesar da multiplicidade de seu elenco de personagens.

E a avó paterna de Moore, Minnie May Vernon, aparece transfigurada como May Warren, uma defunteira (“deathmonger”, em inglês), profissão tradicional dos Boroughs em que se misturavam as funções de parteira e responsável por preparar os defuntos para o funeral.

“Até onde sei, apenas nos Boroughs elas eram conhecidas como defunteiras. Não me recordo de ter visto alguma delas pessoalmente, mas de ouvir falar da profissão como um fenômeno da história recente do bairro”, conta ele.

Tal como a narrativa como um todo, elas são figuras com um pé em cada limiar da vida e da morte, o que é simbolizado pelos dois tipos de avental que usavam: um todo negro, para lidar com os mortos, e outro branco, bordado com abelhas e borboletas, nos nascimentos.

Em parte, a história acompanha mais de um milênio de existência da cidade de Northampton, dos reinos medievais anglo-saxões ao século 21 e além, bem como os estranhos dons (ou maldições) que parecem ser passados de geração em geração nas famílias dos ancestrais de Moore.

Além disso, em imenso interlúdio, que corresponde aos dez minutos em que o pequeno Michael Warren permaneceu morto, o garoto e seus amigos do Bando de Mortos de Morte exploram a cosmologia barroca do Andar de Cima.

Por fim, no presente, Alma e Michael conversam sobre a nova exibição de arte da irmã, cujo objetivo é retratar o “sonho” de Michael quando ficou sem respirar, justamente o pedaço anterior da história. Uma saga sobrenatural que atravessa gerações da mesma família —haveria alguma conexão entre o trabalho de Moore e o realismo mágico latino-americano, como a obra de Gabriel García Márquez?

“Na verdade, pensando bem, não me parece uma má analogia”, responde ele. “Claramente estou em dívida com muitos escritores no caso de ‘Jerusalém’ —[William] Blake, [John] Clare, [James] Joyce, a ficção científica da new wave inglesa dos anos 1960-70, mas eu diria que Márquez provavelmente está ali em algum lugar”, diz ele, citando ainda escritoras recentes da ficção fantástica sul-americana, como as argentinas Mariana Enríquez e Samanta Schweblin.

“Acho que uma das muitas raízes de ‘Jerusalém’ foi a minha sensação de que os pombais de apartamentos, áreas de demolição e terraços desleixados da minha infância mereciam ser enxergados por meio de algum tipo próprio de realismo mágico. Estou interpretando a expressão como uma tentativa de capturar um realismo mais amplo da existência humana, ao fazer com que a poesia estranha e inegável dessa existência se transforme numa parte válida da narrativa.”

A torrente de influências se reflete em capítulos que incluem, entre outras coisas, um interlúdio poético, uma breve peça de teatro (em que alguns dos principais mistérios da trama ficam mais claros, aliás) e um monólogo interior de Lucia Joyce, filha do autor de “UIisses” que sofria de esquizofrenia e passou as últimas décadas de vida internada em Northampton.

Neste último caso, Moore imita os neologismos polissêmicos de James Joyce em “Finnegans Wake”, numa passagem espinhosa pacientemente traduzida por Marina Della Vale. As cenas aventurescas, a experimentação linguística e a complexidade cosmogônica não apagam o fato de que “Jerusalém” é, em grande medida, uma elegia por um mundo desaparecido.

Trata-se de um mundo à margem dos centros de poder e riqueza do Reino Unido, que tinha construído sua própria lógica de sociabilidade e crenças. Décadas antes que se popularizasse o termo “gentrificação”, os habitantes dos Boroughs já estavam sendo empurrados para fora do bairro de seus ancestrais em nome da especulação imobiliária ou de uma visão estreita de planejamento urbano.

A mostra organizada por Alma Warren, com base no “sonho” do irmão, é um tributo ao passado dos Boroughs, mas não consegue ir muito além disso —de modo geral, a vizinhança continua condenada a sumir, não importa o que ela faça.

Moore, porém, não enxerga desespero nessas cenas. “Tudo isso é algo que reflete como as minhas ideias mudaram nos dez anos que demorei para escrever o livro”, diz ele. “Para começo de conversa, eu fui ficando muito mais irritado e cheio de desprezo com as forças políticas que tinham destruído tanto aquela área empobrecida quanto a classe de pessoas que a habitavam, de forma tão proposital, durante tantas décadas. E também fui ficando cada vez mais comprometido com a ação política direta na vizinhança.”

Apesar da aposta no ativismo, porém, Moore afirma ter percebido que “salvar os Boroughs” era, no fundo, uma impossibilidade, e talvez nem fosse desejável.

“O que eu queria fazer era restaurar a atmosfera e a identidade genuinamente mágicas daquele lugar, do jeito que elas eram quando eu estava crescendo, de algum modo intacto e funcional. Mas quase toda essa atmosfera fugidia era gerada pelas pessoas específicas que eram os residentes dos Boroughs, e pelo momento histórico específico que todos nós estávamos vivendo. Sem eufemismos, aquelas pessoas e aquele momento foram embora e nunca vão voltar. Trata-se da simples mecânica da perda humana, e um livro não vai mudar isso, nem deveria”, argumenta.

Mesmo assim, a capacidade de capturar a ascensão e queda da vizinhança do autor em forma narrativa seria a melhor forma de preservar esses elementos, sem cair na ilusão de que é possível embalsamá-los no mundo real, diz ele.

“Com ‘Jerusalém’, eu poderia usar os poderes mágicos de restauração e preservação que a arte tem, reerguendo os prédios desaparecidos e reanimando os moradores mortos dos Boroughs, transformando o bairro num navio de miniatura dentro de uma garrafa, para que a coisa mais importante dele, aquilo que ele significava, continuasse em segurança para sempre. É por isso que enxergo a conclusão do livro como algo triunfante.”



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Estudantes de Jornalismo da Ufac ensinam audiovisual a moradores da Reserva Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Estudantes de Jornalismo da Ufac ensinam audiovisual a moradores da Reserva Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

Estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac) realizaram oficinas de audiovisual na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A iniciativa ensinou técnicas de produção de vídeos a moradores da reserva, com atividades de roteiro, gravação e edição, para incentivar o registro da história, da cultura e do cotidiano das comunidades.

As oficinas começaram em 6 de outubro e ocorreram em duas escolas: José Siqueira dos Santos, na comunidade Cazumbá, e Francisco Siqueira Moura, no Seguro. As atividades tiveram duração de um dia e meio em cada local e reuniram 20 participantes por comunidade, entre crianças, adolescentes e adultos.

Estudantes do ensino médio, professoras, funcionárias e bolsistas participaram da capacitação na escola José Siqueira dos Santos, localizada no núcleo da reserva. 

Foto: Beatriz Guedes


A formação foi ministrada por sete estudantes do 4º período de Jornalismo da Ufac, que desenvolveram atividades teóricas e práticas de produção audiovisual. Durante as aulas, os participantes aprenderam técnicas de elaboração de roteiros, captação de áudio e imagem, gravação e edição de vídeos. Na etapa prática, dividiram-se em grupos para produzir conteúdos sobre temas relacionados à comunidade.

A equipe foi formada pela professora Aleta Dreves e pelos estudantes Beatriz Oliveira, Islana Wiciuk, Railan Costa, Gabriela Guedes, Lauana Brito, Beatriz Guedes e Joás Linhares. 

A atividade integra uma ação de extensão do curso de Jornalismo, desenvolvida em parceria com o projeto Tecendo Teias de Aprendizagem e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Demanda da comunidade

A oficina surgiu a partir de uma solicitação dos próprios moradores da reserva. Segundo a professora Aleta Dreves, responsável pela ação de extensão, a proposta inicial era oferecer uma atividade voltada à fotografia, mas a comunidade manifestou interesse em aprender também técnicas de produção audiovisual.

A intenção é ampliar o acesso ao conhecimento na área e incentivar os moradores a produzir registros sobre a própria realidade. A formação também busca contribuir para a criação de agentes comunicadores na reserva, capazes de compartilhar histórias, tradições e experiências sem precisar sair do território para adquirir esse conhecimento.

“Os objetivos são qualificar a população da Resex para despertar conhecimento nessa área, para que, somada a outras qualificações, possamos formar agentes comunicadores, visando à possibilidade de esses jovens e adultos não precisarem sair de dentro da reserva para obter o conhecimento”, explicou Aleta.

Para adaptar as aulas à realidade dos participantes, a equipe priorizou conteúdos básicos e ferramentas acessíveis, como celulares e tablets. 

Foto: Beatriz Guedes


A proposta também considerou a possibilidade de os moradores utilizarem a internet para aprimorar o aprendizado e divulgar as próprias produções.

Durante as oficinas, os estudantes da Ufac utilizaram exemplos próximos da rotina dos participantes para facilitar a compreensão das técnicas. A produção dos vídeos também permitiu que os moradores escolhessem temas ligados à cultura, ao trabalho e às experiências vividas na reserva.

Beatriz Guedes, uma das universitárias que ministraram as aulas, explicou que o foco foi ensinar a produção de vídeos curtos, desde a gravação até a edição. A proposta é que os participantes utilizem o conhecimento para registrar acontecimentos do cotidiano e desenvolver novas produções por conta própria.

“Estamos trabalhando com produção de audiovisual e tendo uma troca de conhecimento com os alunos. Ensinamos outros modelos, mas o nosso foco é vídeos curtos, para que eles registrem o seu cotidiano e publiquem nas redes sociais”, explicou Beatriz.

Entre os temas escolhidos pelos grupos estão a castanha e as lendas da comunidade. A estudante afirmou que a escolha de assuntos conhecidos pelos moradores ajuda a aproximar o conteúdo das oficinas das experiências de cada participante.

Um dos participantes da oficina é Kairo Siqueira, de 17 anos, que integra um grupo responsável pela produção de um vídeo sobre a seringueira, o látex e o artesanato. Para ele, a oficina permitiu conhecer novas técnicas de gravação e pensar em outras possibilidades de produção de conteúdo.

“Está sendo engraçado e bem produtivo. Nós estamos aprendendo mais sobre as filmagens, sobre as nossas formas de filmagem e sobre várias outras coisas”, relatou o estudante.

Kairo Siqueira, de 17 anos, participou da oficina de audiovisual e pretende utilizar o aprendizado para produzir vídeos próprios.

Foto: Beatriz Guedes

Kairo pretende aproveitar o aprendizado para criar vídeos sobre jogos, experiências pessoais e atividades realizadas na floresta. Segundo ele, a vontade de gravar já existia, mas a oficina apresentou conhecimentos que podem ajudar a desenvolver essas produções.

A experiência também pode ampliar o uso do audiovisual por quem já tinha contato com a fotografia e a gravação de vídeos. Keven dos Santos, de 19 anos, conta que acompanha registros da reserva desde a infância, quando o pai participava de projetos com fotógrafos de Brasília. Com o tempo, ele próprio passou a gravar momentos do cotidiano e publicar vídeos em uma conta privada.

Para Keven, o audiovisual também pode ajudar a apresentar diferentes perspectivas sobre a vida na comunidade, especialmente as diferenças entre as gerações. 

Para Keven, o audiovisual também pode ajudar a apresentar diferentes perspectivas sobre a vida na comunidade, especialmente as diferenças entre as gerações.
Foto: Beatriz Guedes

Troca de experiências

Além dos moradores, os estudantes da Ufac também aproveitam a experiência para colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante a graduação. Para Railan Costa, as oficinas aproximam os conteúdos teóricos das situações que os futuros jornalistas encontram fora da universidade.

“A gente espera que fiquem boas sementes, pessoas interessadas em ser comunicadoras na questão de reproduzir tudo aquilo que a comunidade tem a oferecer. E que, assim como nós viemos ensiná-los a fazer, eles também possam ensinar as outras crianças, os outros jovens, que também possam somar junto com eles aqui na comunidade”, declarou.

A ação também prevê novas etapas de formação. Segundo Aleta Dreves, estão planejados um curso mais aprofundado de audiovisual em Rio Branco, oficinas de podcast e fotografia, além de uma atividade de fotografia na comunidade, voltada ao registro do artesanato local e à produção de fotografia artística.

Tecendo Teias de Aprendizagem

A oficina de audiovisual faz parte de uma iniciativa mais ampla de extensão universitária desenvolvida na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema. O projeto Tecendo Teias de Aprendizagem surgiu a partir de demandas da própria comunidade por ações nas áreas de educação, saúde e oportunidades para jovens e trabalhadores extrativistas.

Segundo a pedagoga Socorro Siqueira, que atua na coordenação local, o projeto foi elaborado em 2025 e assumido pela Ufac no fim do mesmo ano, como um programa de extensão. As ações começaram a ser executadas no início de 2026 e incluem atividades de apoio à educação, preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e produção de materiais pedagógicos para as escolas da reserva.

Para Socorro, a oficina de audiovisual contribui para aproximar os jovens da comunidade dos universitários e incentivar a expressão de suas próprias ideias. A convivência entre os grupos também permite a troca de conhecimentos entre pessoas com experiências diferentes.

“Um dos objetivos é fazer com que os jovens da comunidade se sintam em pé de igualdade, apesar de terem saberes diferentes. Perder a timidez, conseguir expressar-se como eles querem. Então, a comunicação é de fundamental importância para eles poderem conquistar os objetivos que têm”, afirmou a pedagoga.

A pedagoga Socorro Siqueira destaca a importância da comunicação para que os jovens da comunidade expressem suas ideias.

A pedagoga Socorro Siqueira destaca a importância da comunicação para que os jovens da comunidade expressem suas ideias.
Foto: Beatriz Guedes

Participantes da primeira etapa do projeto na escola Francisco Siqueira Moura. 

Foto: Aleta Dreves



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS