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‘Alemã de Cria’ faz humor com como é ser gringa no Brasil – 20/10/2024 – Celebridades
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2 anos atrásem
Luísa Monte
São Paulo
Se tem algo que muitos brasileiros gostam é de ver e ouvir estrangeiros elogiando o país. Mesmo cheio de defeitos, com falta de segurança, violência e problemas econômicos, o povo adora se gabar de que é o mais legal e animado do mundo. Lea Maria, 29, que se define como “alemã de cria”, tem se beneficiado disso.
A humorista e influenciadora alemã faz vídeos nas redes sociais sobre sua experiência como gringa no Brasil para mais de um milhão de seguidores. Ela também faz espetáculos de humor nas capitais brasileiras para plateias lotadas. Em 10 de outubro, gravou o especial “Alemã de Cria”, que será lançado em dezembro no seu canal do YouTube.
Lea grava vídeos nas praias cariocas, elogiando as “lojas de conveniência” que se pode encontrar ao lado do mar: tem biscoito de polvilho, protetor solar, mate com limão, churrasquinho e o que mais se precisar. Em São Paulo, ela sai pelos bares da Vila Madalena bebendo cerveja em copos americanos. Nas Olimpíadas, vibrou mais com os brasileiros medalhistas do que com os alemães, que não pulavam nem gritavam após as vitórias.
Europa? Agora só de férias. A passeio na Espanha, em Portugal ou na Alemanha, Lea brinca que lá as roupas são sóbrias demais e as pessoas, sérias demais. Pelo menos não há risco de furto –o maior perigo é, nesse caso, a depressão.
A humorista conheceu os primeiros amigos brasileiros na Nova Zelândia, que despertaram sua curiosidade em conhecer o país de povo caloroso: “Naquele momento, pensei: ‘Quero fazer parte desta bagunça, quero estar mais envolvida com pessoas, vivendo a vida real'”.
Há sete anos ela chegou no Brasil, inicialmente, para fazer um intercâmbio na USP (Universidade de São Paulo). Lá, estudou antropologia, o que contribuiu com uma base teórica sobre a cultura brasileira. “Adoro viajar e comecei a me interessar pelas culturas. O Brasil é uma mistura de culturas do mundo inteiro em um único país”, avalia.
Foram os amigos de Lea que a incentivaram a contar suas histórias, que envolviam o melhor e o pior das experiências brasileiras, na forma de piadas. Ela começou a liderar um clube de comédia e a se apresentar em casas de stand-up. Durante a pandemia, migrou para a internet. “Meu stand-up viralizou e eu precisei captar dinheiro de alguma forma”, contou.
No início, Lea não entendia uma palavra em português. Aos poucos, foi aprendendo a falar –não sem alguns erros, que vinham sempre acompanhados de um comentário (como “que sotaque fofo”) e acabaram se tornando piadas em seus próprios shows. “Com o tempo, eu fui entendendo: por que me incomodar com o que eu erro? Isso vira piada.”
Foi assim que a humorista foi criando uma relação com o público brasileiro e aprendendo o que seria piada para nós, ou não. “Um exemplo do que a galera sempre fica problematizando é a política, muito polarizada aqui. E, aí, não interessa para qual lado você faz piada, você logo já é categorizado como chato e se restringe. Na verdade, a crítica deveria acontecer em qualquer momento, de qualquer lado, com quem está no poder ou não”, opina.
As relações com brasileiros também viraram amorosas. Lea aprendeu que somos capazes de criar várias categorias para relacionamentos “Tipo, eu tenho um caso com você, mas eu posso ter outros em cinco outras cidades. Ficantes, conversantes, amigos coloridos e mais”, diverte-se.
A alemã disse que só perdeu a confiança para ter relacionamentos monogâmicos com homens do Brasil. O fato se deve à experiência difícil de uma relação violenta. Lea era casada com o comediante Juliano Gaspar, de quem se divorciou após tê-lo denunciado por agressão no início de 2023 —ele nega que isso tenha ocorrido.
“O caso está em sigilo, então é complicado, mas é um processo demorado em qualquer país”, diz ela, que espera ainda por punição do ex-marido. “Vou ter que focar, enquanto isso, na minha carreira, fazer as minhas coisas e, na hora certa, eu vou conseguir resolver.”
Após sete anos sendo a “alemã de cria”, Lea se despede da atual turnê com shows em Sorocaba (SP), no final deste mês, e no Paraná, entre os dias 7 e 10 de novembro. “A partir de agora, vou realizar outros projetos, outras áreas que eu consigo explorar”, adianta.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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