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Alemães lamentam cinco mortos e 200 feridos em ataque ao mercado de Natal | Notícias sobre crimes

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Um serviço memorial acontece na catedral de Magdeburg, uma cidade abalada pelo incidente mortal.

Os alemães reuniram-se em Magdeburg para lamentar as vítimas de um ataque com um carro na cidade oriental que matou pelo menos cinco pessoas e feriu 200.

As autoridades disseram que um médico entrou no movimentado mercado de Natal ao ar livre na noite de sexta-feira, matando quatro adultos e uma criança de nove anos e ferindo 41 pessoas com gravidade suficiente para que o número de mortos pudesse aumentar.

Os sinos das igrejas tocaram na cidade às 19h04 (18h04 GMT) de sábado, horário exato de o ataque na noite anterior.

Um serviço memorial ocorreu na catedral da cidade, destinado principalmente aos familiares das vítimas, bem como às equipes de emergência e convidados, incluindo o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier.

Aqueles que não foram autorizados a assistir ao culto reuniram-se do lado de fora da igreja para assisti-lo em um telão.

Várias centenas de pessoas também se reuniram na praça central da cidade, algumas depositando flores e acendendo velas.

As multidões também incluíam pessoas carregando faixas com slogans de extrema direita.

Manifestantes de extrema direita participam de um protesto depois que um carro atropelou uma multidão em um mercado de Natal em Magdeburg, Alemanha, em 20 de dezembro de 2024 (Christian Mang/Reuters)

A violência chocou a cidade alemã de cerca de 240 mil habitantes, 130 km a oeste de Berlim.

Isso levou vários outros lugares na Alemanha a cancelarem os seus mercados de Natal de fim-de-semana por precaução e em solidariedade com a perda de Magdeburgo.

Berlim manteve os seus muitos mercados abertos, mas aumentou a presença policial neles.

A investigação do motivo continua

O suspeito é um imigrante de 50 anos da Arábia Saudita que se descreveu como um activista crítico do Islão e que se rendeu à polícia no local.

O suspeito está sendo investigado por cinco acusações de suspeita de homicídio e 205 acusações de suspeita de tentativa de homicídio, disse o promotor Horst Walter Nopens em entrevista coletiva.

Os investigadores estão a investigar se o ataque poderá ter sido motivado pela insatisfação do médico com a forma como a Alemanha trata os refugiados sauditas, disse Nopens.

A polícia não revelou publicamente o nome do suspeito, mas vários meios de comunicação alemães identificaram-no como Taleb A e relataram que ele era especialista em psiquiatria e psicoterapia.

Postagens na conta X do suspeito, verificadas pela agência de notícias Reuters, sugeriam que ele apoiava partidos anti-islâmicos e de extrema direita, incluindo Alternativa para a Alemanha.

Uma fonte saudita disse à agência que a Arábia Saudita alertou as autoridades alemãs sobre o suspeito depois de este ter publicado opiniões “extremistas” na sua conta X que ameaçavam a paz e a segurança.

Uma avaliação de risco realizada no ano passado por investigadores criminais estaduais e federais alemães chegou à conclusão de que o homem “não representava nenhum perigo específico”, informou o jornal Welt, citando fontes de segurança.

Barracas fechadas ficam no local onde um carro atropelou uma multidão em um mercado de Natal de Magdeburg, em Magdeburg,
Barracas fechadas ficam no local onde um carro atropelou uma multidão em um mercado de Natal de Magdeburg, em Magdeburg, Alemanha (Christian Mang/Reuters)

A Alemanha sofreu uma série de ataques nos últimos anos, incluindo um ataque com faca que matou três pessoas e feriu oito num festival na cidade de Solingen, no oeste do país, em agosto.

O ataque de sexta-feira também ocorreu oito anos depois de um homem dirigir um caminhão contra um lotado mercado de Natal em Berlim, matando 13 pessoas e ferindo muitas outras. O agressor foi morto dias depois em um tiroteio na Itália.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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