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Alemanha: flores e ódio após ataque em mercado de Natal – 21/12/2024 – Mundo

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José Henrique Mariante

Um dia depois do ataque que deixou ao menos cinco mortos e duas dezenas de feridos em seu mercado de Natal, Magdeburgo, no centro-leste da Alemanha, via a consternação pelas vítimas, homenageadas com velas, flores e bichos de pelúcia. E também o ódio de extremistas, que se reuniram na cidade para bradar contra imigrantes.

Neste sábado (21), sob chuva rala e 5 ºC que pareciam ainda menos, uma das cidades mais antigas do país tinha sinais evidentes do caos da noite anterior, quando Taleb Al A., 50, um médico saudita com emprego estável e asilo, invadiu o mercado de Natal local a bordo de um BMW através de uma saída de emergência.

Taleb, cujo sobrenome autoridades e imprensa alemã não publicam por questões legais e de privacidade, arrastou centenas de pessoas por 400 metros de vielas formadas por barracas em um dos quarteirões mais movimentados da região central.

Foi preso logo após deixar o que antes havia sido chamado perímetro de segurança do evento. Um policial armado fez ele sair do carro e se deixar no chão até que outros agentes chegassem para detê-lo.

A área toda amanheceu preservada, protegida por vários carros da polícia. Era possível ver investigadores entrando e saindo de lojas do arredores. Um grupo deles fazia medições com teodolito no meio da avenida em que foi feita a abordagem.

Pelas calçadas, via-se lixo, peças de roupa, luvas de látex e materiais usados por socorristas espalhados desordenadamente.

Equipe de TV e jornalistas de vários países da Europa se misturavam aos curiosos. Grupos de pessoas carregando velas e flores passavam sem se deter muito pelo local. O destino da maioria era uma igreja próxima, Johanniskirche, cuja entrada já se encontrava repleta de lembranças.

Benjamin, estudante de biologia em Berlim, consolava a namorada em lágrimas. “Estamos visitando amigos aqui. Era para ser um feriado de Natal, virou isso. Não há palavras para descrever o que aconteceu.”

Confrontado com a informação de que o médico era um ativista anti-Islã e havia elogiado Alice Weidel, a candidata a premiê da extrema direita alemã, Benjamin afirmou que preferia não comentar. Perto deles, um produtor de conteúdo discutia com um senhor de bicicleta. O debate, áspero, girava em torno do fato do primeiro estar aproveitando a situação para fazer proselitismo, de acordo com o segundo. Um policial foi chamado para acalmar a situação.

Magdeburgo é a capital da Saxônia-Anhalt, um dos estados da antiga Alemanha Oriental que deu por volta de 30% de seus votos para a AfD nas últimas eleições regionais. No começo de novembro, uma operação da polícia federal alemã desmantelou na vizinha Saxônia um grupo neonazista que pregava o caos para desestabilizar o governo e dar um golpe de Estado. Integrantes do partido de Weidel estavam entre os presos e logo foram expulsos.

A sigla extremista agora entra em nova operação de controle de danos. Mais um ataque contra mercados de Natal na Alemanha, oito anos após a morte de 13 pessoas em um evento do tipo em Berlim, deveria servir como oportunidade para reforçar o discurso anti-imigrante. Ocorre que o atropelador adaptou o discurso e defendeu que a Alemanha estava se “islamizando”.

David, funcionário de uma empresa pública, chorava em frente à igreja. “Eu estava no mercado ontem à noite. O cara passou do meu lado. Por coisa de metros, não fui levado como tantos outros. Um horror, um monte de gente ferida, mortos. É muito triste esse tempo que estamos vivendo.”

No começo da noite, uma missa na catedral de Magdeburgo, a primeira construída em estilo gótico na Alemanha, era prestigiada por Olaf Scholz e Frank-Walter Steinmeier, respectivamente o premiê e o presidente do país, assim como ministros, integrantes da oposição e outras autoridades. Estavam lá também bombeiros e socorristas. “O espaço de paz mais seguro que você pode manter é o seu coração”, afirmou no serviço Friedrich Kramer, bispo regional da Igreja Evangélica alemã.

No mesmo horário, em uma praça, do outro lado da cidade, 500 extremistas de direita, vindos de várias cidades do país, se reuniam e gritavam slogans contra imigrantes e muçulmanos. “O que faremos com todas essas pessoas, esses imigrantes sem sentido?”, perguntava um dos líderes da manifestação. “Deportação”, gritavam os demais.

Jornalistas eram ameaçados e se abrigavam em um contramanifestação de esquerda, fenômeno comum na Alemanha atual. Policiais, já cheios de tarefas na cidade, diziam não estar em número suficiente para conter a confusão.

A 50 km dali, o modesto mercado de Natal de Quedlimburgo era desmontado. A festa foi cancelada por luto e medida de segurança na maioria das pequenas cidades da região. O Natal acabou antes da hora em boa parte do país.



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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