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Alemanha vê aumento dramático nos casos de sarampo – DW – 27/11/2024
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“O sarampo regressou à Alemanha”, segundo o principal centro de controlo de doenças do país, o Instituto Robert Koch (RKI). 2024 viu um aumento surpreendente no número de casos da doençaque é especialmente comum em crianças pequenas e pode ser fatal. Cerca de 614 casos foram registrados até agora, contra 8 apenas três anos antes.
Sarampo é uma doença transmitida pelo ar que comumente causa erupções cutâneas e febres altas que são extremamente perigosas para crianças pequenas e ceifou cerca de 107.000 vidas em todo o mundo em 2023. Desde 2019, os pais na Alemanha estão legalmente exigido para dar aos seus filhos as duas vacinas necessárias para a imunidade total. Caso contrário, deverão pagar uma multa de 2.500 euros (2.630 dólares).
Outras doenças evitáveis por vacinação, como a hepatite B e a tosse convulsa, também estão a aumentar. As razões por detrás do salto são multifacetadas e complexas, dizem os especialistas, desde a imigração até à COVID 19 ao aumento do ceticismo em relação às vacinas e do ativismo antivacina online.
Mantendo as vacinas infantis
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Efeitos persistentes da pandemia de COVID-19
“Quase todas as taxas de doenças infecciosas diminuíram durante a pandemia”, disse o pediatra Dr. Axel Gerschlauer, de Bonn, devido às medidas da COVID-19, como o distanciamento social e o uso de máscaras. As sequelas ainda podem ser percebidas na “hesitação em ir ao médico exceto nos casos mais necessários, por medo do risco de infecção” dentro de um consultório.
Os casos importados também são um problema. A Dra. Karella Easwaran, de Colônia, disse à emissora pública DRA que “hoje há muitas pessoas viajando. Muitas pessoas imigrando para cá. Muitas crianças de zonas de guerra”, onde as vacinas não estão disponíveis, disse ela, e cujos pais podem não saber quando chegarem à Alemanha sobre a necessidade da vacina.
Cresce ceticismo em relação às vacinas
Depois, há a questão da hesitação em vacinar e do movimento antivacina. Dr. Gerschlauer advertiu que os dois devem ser vistos como fenômenos separados. “Com pais cépticos, as preocupações e os medos podem muitas vezes ser dissipados com explicações e estatísticas. Muitas vezes, um simples folheto informativo ou uma breve conversa é suficiente”, disse ele. No entanto, “com os oponentes “hardcore” da vacina, nossas mãos estão atadas. Eles vivem em sua própria bolha, na qual não podemos mais penetrar de fora”.
De acordo com um estudo publicado no início de Novembro pela empresa de investigação Statista, o cepticismo em relação às vacinas tem aumentado constantemente na Alemanha, de 22% dos adultos em 2022 para 25% em 2024.
Quanto ao movimento antivacina “hardcore”, ele tem uma longa história na Alemanha que remonta a 1800, promovido por pessoas com agendas diversas – precursores anti-semitas dos nazistas, que viam com ceticismo os avanços médicos vindos de médicos judeus. , a grupos de médicos preocupados com a segurança da forma como as vacinas foram administradas precocemente.
De acordo com o Centro Federal de Educação para a Saúde (BzgA), o número de pessoas que se identificam como completamente antivacinas aumentou apenas ligeiramente nas últimas décadas, de 4% em 2004 para 6% em 2020. No entanto, os seus números podem parecer maiores, através da sua prevalência nas redes sociais e do número de manifestações de mandato antivacina que ocorreram na Alemanha em resposta à pandemia de COVID-19.
Nesse sentido, alguns médicos consideram os mandatos de vacinas contraproducentes, acrescentando lenha ao fogo antivacina ao parecerem restringir as liberdades pessoais.
ˈPensamento esotérico, simpatia de extrema direita predominante no movimento antivacina
Estudos mostraram outros indicadores significativos do sentimento antivacina. Um relatório recente realizado por médicos da Universidade de Freiburg, no sul da Alemanha, mostrou uma ligação entre o que chamaram de “pensamento esotérico” e a hesitação e recusa da vacina. Por exemplo, as pessoas que acreditam na homeopatia ou que passaram por formas alternativas de educação, como as Escolas Waldorf, são mais propensas a encarar as vacinas de forma crítica. Outro estudo realizado pelo governo estadual da Saxônia em 2021 encontrou uma correlação entre apoiadores da extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) ceticismo partidário e vacinal.
Especial COVID-19: Fugindo das regras do COVID
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Para o Dr. Gerschlauer, grupos políticos e médicos poderiam ajudar a resolver o problema através de campanhas de informação sustentadas.
“Quando você vê quanto esforço foi feito para anunciar a vacinação contra o meningococo B nos últimos anos, mesmo que esta vacina nem tenha sido recomendada pela (comissão de vacinas da Alemanha) STIKO na época, e quantas pessoas foram alcançadas por esta campanha publicitária, então você gostaria que o mesmo esforço fosse feito para a vacinação contra o sarampo!”
Editado por Rina Goldenberg
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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