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Algumas lições para ortodoxos e heterodoxos – 31/10/2024 – Bráulio Borges

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Uma investigação empírica bastante cuidadosa, publicada recentemente como texto para discussão do Banco Mundial, oferece algumas lições importantes para certas alas dos economistas mais ortodoxos e, também, dos heterodoxos. Ou, se preferir, para certas alas mais à direita e mais à esquerda.

Os autores avaliaram os impactos dos investimentos públicos nos países emergentes com base em uma amostra de 129 países no período 1980-2019. Um primeiro resultado importante é que cada 1% de aumento do investimento público, em % do PIB, gera um efeito sobre o PIB total do país de cerca de +1,1% após quatro a cinco anos. Ou seja: o multiplicador desse tipo de gasto público específico é superior a um.

Tão ou mais importante do que isso é o fato de que esse impacto de +1,1% ocorre tanto sobre o PIB efetivo (mais cíclico, refletindo alterações na demanda agregada) como sobre o PIB potencial (mais estrutural, refletindo a capacidade de oferta de bens e serviços de uma economia).

Isso acontece não somente pela própria expansão do capital público mas também pelo aumento dos investimentos privados, o chamado efeito “crowding-in”: cada 1% de aumento do investimento público eleva as inversões privadas em cerca de 2%.

À luz disso, o estudo identificou que, no médio prazo, aumentos do investimento público geram impacto positivo sobre a produtividade da economia (do trabalho e sistêmica) sem elevar a inflação.

Os achados descritos até aqui são bastante coerentes com o que os economistas mais heterodoxos e as pessoas mais à esquerda costumam defender. Mas o artigo dos autores também dá suporte empírico robusto para alguns argumentos mais ortodoxos, muitas vezes desdenhados ou ignorados pelos heterodoxos.

O estudo indica que o multiplicador dos investimentos públicos pode chegar a +1,6 caso o país tenha um elevado espaço fiscal prévio –leia-se, menor dívida pública em proporção do PIB. Em países muito endividados, o impacto de aumentos do investimento público são bem mais baixos, podendo ser nulos. Isso acontece porque essa expansão dos gastos, caso não seja devidamente financiada (com aumento da carga e/ou redução de outras despesas), pode piorar o quadro de sustentabilidade fiscal, elevando a taxa de juros da economia e impactando negativamente os investimentos privados (efeito “crowding-out”).

O estudo do Banco Mundial também indica que não basta simplesmente gastar mais: a qualidade/eficiência é tão importante quanto aumentar os dispêndios com investimentos. O efeito multiplicador pode chegar a +1,6 com elevada eficiência, caindo para perto de zero com baixa eficiência.

Como o Brasil se posiciona diante desses achados? Temos hoje um espaço fiscal baixo (dívida/PIB alta) e uma eficiência mediana do gasto público com investimento, elementos que reduzem o multiplicador. Por outro lado, temos um estoque de capital público inicial muito baixo (metade daquele observado nos emergentes), que aumenta bastante o multiplicador (outro resultado importante do estudo).

Não está claro qual é o efeito líquido, mas as análises deveriam ser muito mais orientadas por esses aspectos do que por crenças/ideologias.


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critérios e avaliação em 2025

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critérios e avaliação em 2025

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As melhores seguradoras do Brasil se destacam pela capacidade de cumprir obrigações, atender aos clientes e oferecer soluções adequadas aos riscos das empresas. No entanto, não existe uma única resposta universal. A escolha depende de critérios técnicos, regulatórios e operacionais que variam conforme a necessidade do contratante.

Como identificar as melhores seguradoras do Brasil

As melhores seguradoras devem atender a requisitos objetivos. Primeiro, precisam estar autorizadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Em seguida, devem demonstrar capacidade financeira para cumprir as indenizações.

Além disso, indicadores como o volume de prêmios, o índice de sinistralidade e o nível de reclamações ajudam a avaliar o desempenho.

Critérios técnicos de avaliação

Para selecionar uma seguradora, a empresa deve considerar critérios específicos:

  • Solidez financeira: capacidade de pagamento de sinistros;
  • Especialização: atuação em ramos como garantia ou engenharia;
  • Estrutura operacional: atendimento e gestão de sinistros;
  • Conformidade regulatória: adequação às normas da SUSEP.

Além disso, a aderência ao tipo de risco é determinante. Por exemplo, empresas que contratam seguro empresarial precisam avaliar se a seguradora compreende o setor em que atuam.

Segmentos relevantes no mercado brasileiro

O mercado de seguros no Brasil se divide em diferentes segmentos. Cada um atende necessidades específicas:

  • Seguros patrimoniais e operacionais;
  • Seguros de responsabilidade civil;
  • Seguros de garantia;
  • Seguros de engenharia.

Nesse contexto, o seguro-garantia se destaca em contratos públicos e privados. Ele assegura o cumprimento de obrigações contratuais.

Por outro lado, o seguro de risco de engenharia cobre danos ocorridos durante a execução das obras. Assim, ele atende empresas que atuam em construção e infraestrutura.

Ranking e indicadores do setor

Os rankings variam conforme o critério utilizado. Alguns consideram o volume de prêmios, enquanto outros analisam a satisfação do cliente ou a solvência.

Por isso, a empresa deve evitar decisões baseadas apenas no posicionamento no ranking. Em vez disso, deve analisar dados consistentes e compatíveis com sua necessidade.

Além disso, relatórios da SUSEP e de entidades do setor oferecem informações confiáveis sobre desempenho e participação de mercado.

Como escolher a seguradora adequada

Para escolher entre as melhores seguradoras do Brasil, a empresa deve seguir um processo estruturado.

Primeiro, identificar os riscos que se deseja cobrir. Em seguida, comparar coberturas disponíveis. Depois, avaliar as condições contratuais, os limites e as exclusões.

Além disso, a análise deve incluir suporte técnico e capacidade de atendimento. Isso garante que a seguradora responda adequadamente em caso de sinistro.

Portanto, a escolha não depende apenas do custo, mas da capacidade de resposta e da aderência ao risco.

Papel das seguradoras na gestão de riscos empresariais

As melhores seguradoras do Brasil atuam como parte da estratégia de gestão de riscos das empresas. Elas oferecem cobertura e transferem os impactos financeiros decorrentes de eventos inesperados.

Além disso, ao contratar seguros adequados, a empresa reduz a exposição a perdas que podem afetar sua operação. Por isso, a escolha da seguradora influencia diretamente a continuidade do negócio.

Consequentemente, avaliar a capacidade técnica e financeira da seguradora torna-se um passo necessário para garantir proteção efetiva e previsibilidade operacional.

Como escolher entre as melhores seguradoras com foco em risco e cobertura

As melhores seguradoras do Brasil se definem pela capacidade de atender às necessidades específicas de cada empresa. Ao considerar critérios técnicos e regulatórios, é possível estruturar uma proteção alinhada aos riscos e garantir maior estabilidade operacional.




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