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Alguns veteranos pioram porque perdem a ambição – 01/02/2025 – Tostão

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Um dos motivos da angústia existencial e de outros problemas emocionais é a consciência da finitude da vida. Porém, como somos narcisistas, uns mais que outros, criamos a ilusão de que temos uma grande missão no mundo. Queremos ser eternos e heróis.

Os atletas, por ter uma carreira curta, vivem essas dificuldades com mais frequência. Muitos não sabem o que fazer depois que encerram, ainda jovens, as suas carreiras. Falcão, craque da Copa de 1982, disse que os jogadores de futebol morrem duas vezes, primeiro quando param de jogar e depois quando perdem a vida.

Os três jogadores de mais talento no mundo durante os últimos 15 anos (Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar) estão próximos do fim de suas carreiras. Provavelmente, estarão presentes no Mundial de 2026. O mundo do futebol já se libertou de suas presenças nas escolhas dos melhores do mundo de cada ano, mas suas seleções ainda contam com seus talentos.

Cristiano Ronaldo tem feito muitos gols na seleção portuguesa, e Messi continua jogando bem na argentina. Neymar é esperado na seleção brasileira. Nenhum dos três atua hoje em um dos grandes clubes europeus.

Ainda não entendi se Neymar quer jogar no Santos por cinco meses e poucas partidas para se recuperar fisicamente e em seguida voltar para a seleção e para um grande clube europeu ou se pretende atuar pelo Santos até o Mundial de 2026.

Receio que, no Santos, por causa da enorme diferença de prestígio em relação aos outros jogadores, Neymar se torne apenas um espetáculo individual desvinculado das exigências táticas da equipe.

Apesar do grande desenvolvimento da ciência esportiva à disposição dos atletas, são raros aqueles com mais de 35 anos que são destaques nos grandes times europeus. A fila anda. O croata Modric é exceção. Provavelmente, ele estará na Copa de 2026. No Real Madrid, Carlo Ancelotti o tem poupado, mas, quando ele joga desde o início, ilumina o espetáculo com seus passes precisos, decisões sempre corretas e movimentação por todo o setor de meio-campo.

Modric joga como se estivesse vendo a partida de cima, com um megacomputador instalado no corpo para medir todas as movimentações e velocidades dos companheiros e adversários. Falta, há muito tempo, um craque como ele no meio-campo da seleção brasileira. No Brasil, valorizam muito mais os meias-atacantes dribladores, velozes, que fazem gols do que os meio-campistas organizadores. É a predominância do jogo individual sobre o coletivo, um espelho da sociedade brasileira.

Existem muitos bons jogadores veteranos nos times brasileiros, como Hulk, Fábio, Cássio, Thiago Silva e outros, embora haja ainda muitos preconceitos contra os que passam de certa idade. Bastam algumas partidas ruins para dizerem que estão decadentes e que deveriam encerrar suas carreiras. No gol do Athletic contra o Cruzeiro, o jogador chutou, a bola foi desviada, subiu e, rapidamente, caiu atrás de Cássio. Nem Courtois defenderia. Trataram como frango.

Alguns veteranos pioram muito mais porque perdem a ambição, a vontade de se superar a cada jogo, do que por deficiências técnicas e físicas. Precisam de ajuda psicológica. Eles não necessitam ser eternos heróis. A glória é passageira. Precisam viver com harmonia, vontade e prazer.


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A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint), da Ufac, promoveu um encontro com jovens aprendizes para formação e troca de experiências sobre carreira, tecnologia e inovação. O evento ocorreu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em 28 de abril, no espaço de inovação da Ufac, campus-sede.

Os professores Francisco Passos e Marta Adelino conduziram a atividade, compartilhando conhecimentos e experiências com os estudantes, estimulando reflexões sobre o futuro profissional e o papel da inovação na construção de novas oportunidades. A instrutora de aprendizagem do CIEE, Mariza da Silva Santos, também acompanhou os participantes na ação, destacando a relação entre formação acadêmica e experiências no mundo do trabalho.

 



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