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Aliança Tarcísio e Bolsonaro resiste a rusgas eleitorais – 10/01/2025 – Poder
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Victória Cócolo
Durante as eleições de 2024, por mais de uma vez o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstraram publicamente divergir sobre as estratégias eleitorais para eleger o prefeito da maior capital do país.
Para além das discordâncias, interlocutores afirmam que o ex-presidente e o governador mantêm ótima relação e nunca tiveram conflitos no trato pessoal.
Apesar disso, a vitória de Tarcísio em São Paulo no ano passado e a consolidação dele como líder da direita, enquanto Bolsonaro está inelegível, levantam a possibilidade de um futuro dilema em 2026, já que o governador é o principal nome para substituir o ex-presidente na corrida ao Planalto, avaliam especialistas entrevistados pela Folha.
“O saldo eleitoral de 2024 é ruim para Bolsonaro porque suas candidaturas mais diretas saíram derrotadas e seu peso diminuiu. […] Nesse contexto, Tarcísio segue sendo o principal nome para substituí-lo”, avalia a pesquisadora e analista política Júlia Almeida.
Publicamente, Tarcísio mantém apoio ao padrinho político. O governador afirma que concorrerá à reeleição em São Paulo e que o candidato à Presidência será Bolsonaro. Mas as falas não são garantias de que o cenário não mudará.
A antropóloga e coordenadora do centro de pesquisas Observatório da Extrema Direita, Isabela Kalil, avalia que tudo depende do contexto político e social que o país enfrentará nos próximos anos.
“O posicionamento vai depender dos desdobramentos do inquérito [da Polícia Federal]. É provável que, até as eleições, ele mantenha essa posição ambígua. Mas, a partir do momento que Bolsonaro for um risco para a imagem de moderado [de Tarcísio], é possível que ele se descole”, diz a antropóloga.
“Não vou entrar em bola dividida com Bolsonaro”, declarou em 2023 o governador quando ainda se aventava a possibilidade de o ex-ministro Ricardo Salles (então no PL, hoje no Novo) concorrer à Prefeitura de São Paulo.
A bola dividida, no entanto, foi e voltou várias vezes, e Tarcísio se mostrou o fiel da balança ao manter apoio a Ricardo Nunes (MDB) durante a campanha de 2024.
Bolsonaro resistia ao nome de Nunes, fez aceno à candidatura de Pablo Marçal (PRTB), mas, no final, perdeu a queda de braço que acontecia nos bastidores, sendo pressionado a apoiar a chapa de Nunes, na qual escolheu o candidato a vice-prefeito, Ricardo Mello Araújo (PL), coronel da reserva da PM.
Em determinado momento, quando Nunes caiu nas pesquisas eleitorais, o ex-presidente pediu que Tarcísio afastasse a própria imagem do prefeito para que não se prejudicasse.
Durante a campanha, ainda, o governador chegou a ligar para Bolsonaro, incomodado com as declarações do pastor Silas Malafaia, que disse desconfiar que Tarcísio atuasse nos bastidores para que o ex-presidente continuasse inelegível, permitindo que ele próprio se lançasse ao Planalto.
Antes das eleições municipais, em 2023, o ex-presidente declarou que havia discordâncias entre ele e o governador.
“Não está tudo certo. Eu não mando no Tarcísio. Ele é um baita de um gestor. Politicamente, dá suas escorregadas. Eu jamais faria certas coisas que ele faz com a esquerda”, disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Gaúcha.
O episódio aconteceu depois que o governador apareceu junto do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), após uma reunião em que selou acordo pela reforma tributária.
Em reserva, fontes ligadas ao governador de São Paulo dizem que Bolsonaro e Tarcísio são pessoas diferentes e que discordam em alguns pontos relativos à política, sobretudo na área ideológica, mas nunca perderam a amizade.
Uma prova seriam os pernoites do ex-presidente no Palácio dos Bandeirantes durante as visitas à capital paulista. Interlocutores de Bolsonaro e de Tarcísio veem como improvável a candidatura ao Planalto em 2026 do atual governador.
“Há duas questões em disputa. A primeira é a chance eleitoral. Sua candidatura articula um arco amplo da extrema direita e da direita, mas uma eventual derrota também o tira do governo de São Paulo. Nesse sentido, a sinalização de Kassab [PSD] pós-eleições, colocando o apoio a Lula em 2026 e a necessidade de adiamento da candidatura do Tarcísio para 2030, é um problema, assim como as pesquisas eleitorais atuais que colocam Lula como vitorioso em qualquer cenário em 2026”, analisa Júlia Almeida.
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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural — Universidade Federal do Acre
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27 de julho de 2026Quatro estudantes de graduação da Ufac representaram a instituição no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober, na sigla em inglês), ocorrido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 19 a 23 de julho, com o tema “Políticas para Natureza, Alimentação e Nutrição em Tempos de Incerteza e Mudanças Climáticas”.
Os trabalhos, desenvolvidos no âmbito dos grupos de pesquisa Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional (Elos) e Governança Fundiária, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas (GPD), contaram com a coautoria e orientação dos professores e coordenadores dos grupos, Graziela Gomes Bezerra, Elyson Ferreira de Souza e Gisele Elaine de Araújo Batista Souza.
Cultivo do cacaueiro
O aluno de Sistemas de Informação, Guilherme Félix Cavalcante, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Cacauicultura na Região Norte: Análise do Desempenho Produtivo, Dinâmica Comercial e Sustentabilidade”. O estudo aborda a cacauicultura e oferece uma análise do desempenho produtivo, da dinâmica comercial e dos aspectos de sustentabilidade, fornecendo dados para o desenvolvimento rural, territorial e regional, além de subsidiar práticas mais sustentáveis para a cadeia produtiva do cacau.
“A participação no evento é um marco significativo em minha formação acadêmica”, disse Guilherme. “Dissemina os resultados da minha pesquisa e fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, pensamento crítico e construção de uma rede de contatos profissionais.”
Bananicultura no Acre
A aluna de Ciências Econômicas, Maria Eduarda Souza Diniz, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Desenvolvimento Produtivo e Dinâmica da Bananicultura no Acre: Uma Análise da Produção e dos Mercados (1994-2024)”, o qual analisa a evolução da bananicultura no Acre durante três décadas, contribuindo para o entendimento das transformações produtivas e comerciais desse setor, além de fornecer subsídios para o fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, territorial e regional.
“O congresso proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências com outros pesquisadores e profissionais da área”, contou Maria Eduarda. “Isso enriquece minha formação e contribui para consolidação da Ufac como um polo de produção científica de excelência.”
Mulheres na gestão
A aluna de Ciências Econômicas, Riely Nilce de Melo Avilar, apresentou, na terça-feira, 21, o trabalho “Mulheres na Gestão de Propriedades Rurais na Amazônia Legal”. A pesquisa trata da atuação feminina no desenvolvimento regional e contribui para o debate sobre agricultura familiar, ruralidades e relações de gênero no meio rural, oferecendo perspectivas para promoção da equidade e do desenvolvimento sustentável na região. Esse estudo teve, ainda, coautoria de Raiza Gabriele Lima dos Santos.
“Apresentar um trabalho num congresso de relevância nacional, como o da Sober, e para uma audiência especializada é fundamental para minha formação profissional e promoção de intercâmbios”, pontuou Riely.
Milho e inflação
O aluno de Ciências Econômicas, Rogério Gonçalves Bezerra Junior, apresentou, na segunda-feira, 20, o trabalho “Análise da Inflação na Cadeia Produtiva do Milho: Evidências a Partir de Dados de Produção”, com o qual investigou como fatores econômicos afetam a produção do milho e o custo de vida, servindo como base para formuladores de políticas públicas e agentes do mercado.
“Além de projetar a pesquisa desenvolvida na Ufac para um público qualificado, tive a oportunidade de uma experiência inestimável de intercâmbio científico”, comentou Rogério. “Também destaco a discussão de ideias, o recebimento de feedback e a mobilização de contatos.”
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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.
A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.
O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.
“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.
O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.
A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”
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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.
A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.
Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.
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