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Alimentação em SP sobe 2% e tem maior alta desde 2022 – 19/11/2024 – Vaivém
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O café da manhã ficou mais caro para os consumidores, o que levou a taxa de inflação dos alimentos para o maior patamar desde maio de 2022. A pressão veio também das refeições, devido à puxada de preços das carnes e dos produtos “in natura”, principalmente das verduras.
Os preços médios dos alimentos subiram 2% na segunda quadrissemana deste mês. O período compreende a média dos últimos 30 dias (terminados de 15 de novembro), em relação aos 30 imediatamente anteriores.
Esse patamar de taxa não era registrado desde a segunda quadrissemana de maio de 2022, período de pico da inflação, conforme dados divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) nesta terça-feira (19).
Vários produtos que estavam com uma reversão de preços, após alta acentuada alta nos anos anteriores, voltaram a subir. O café tem uma das principais elevações. Apenas nos últimos 30 dias, ficou 3,7% mais caro, acumulando 25% no ano.
Pãozinho e açúcar, produtos que também vinham com queda de preços, voltaram a ficar mais caros nesta quadrissemana. O leite, após acumular elevação de 25% no ano, tem estabilidade no varejo.
A captação de leite melhorou no campo, mas os preços sobem devido à intensa procura do produto pelas indústrias de processamento. Os derivados lácteos, como manteiga e iogurte, também pesam mais.
Um dos pesos importantes no bolso do consumidor continuam sendo as carnes. A bovina, com o aumento da arroba do boi gordo no campo, subiu 9,4% apenas nos últimos 30 dias nos supermercados.
Os cortes com preços menores tiveram reajustes acima da média, como ocorreu com patinho, acém e músculo, que ficaram pelo menos 11% mais caros. No embalo da carne bovina, a de frango subiu 3,3%, e a suína, 6% no período.
O aumento do preço da soja puxa também o do óleo nos supermercados. Apenas nos últimos 30 dias, a correção foi de 10,3% para o produto, segundo a Fipe. A demanda deste óleo cresceu com o aumento da mistura de biodiesel ao diesel.
Arroz e feijão ficaram fora das pressões no índice inflacionário. O cereal está com preços estáveis, mesmo neste período de entressafra, enquanto a leguminosa, com boa oferta, caiu 0,4% nos últimos 30 dias.
Recorde A Agrex do Brasil, subsidiária da Mitsubishi Corporation no setor de agro e empresa que administra o terminal intermodal de carga de Porto Franco, no Maranhão, movimentou um volume recorde no ciclo 2023/24.
Recorde 2 Segundo a empresa, foram movimentadas 512 mil toneladas no terminal, o que viabilizou o escoamento de grãos produzidos em Maranhão Tocantins e Pará pela Ferrovia Norte-Sul até o porto de São Luís (MA).
Recorde 3 O pátio do porto é um dos polos de carga ao longo da Ferrovia Norte-Sul, com a função de atuar como centro de transferência de cargas e serviços logísticos, ancorados em uma operação ferroviária.
Soja A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) atualizou os dados do setor de soja para os anos de 2024 e de 2025. A safra deste ano ficou em 153,3 milhões de toneladas. A próxima poderá atingir 167,7 milhões.
Exportações Para a associação, as exportações deste ano somam 98,3 milhões de toneladas, podendo subir para 104,1 milhões no próximo. Já o processamento sobe de 54,5 milhões para 57 milhões.
Receitas Após ter atingido US$ 67,3 bilhões em exportações em 2023, o complexo soja (grãos, farelo e óleo) deverá render US$ 53,1 bilhões neste ano e US$ 50,9 bilhões no próximo, segundo a Abiove.
Leite A balança comercial dos lácteos apresentou déficit de US$ 788 milhões neste ano, com importações de 1,81 bilhão de litros de leite equivalentes.
Leite 2 O preço internacional do leite em pó integral está em alta, atingindo US$ 3.713 por tonelada. O desnatado é negociado a US$ 2.850, segundo a Embrapa.
Folha Mercado
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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