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‘Alma da minha alma’: bombardeio israelense mata avô de Gaza que comoveu o mundo | Notícias do conflito Israel-Palestina

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Os defensores prestam homenagem a Khaled Nabhan, avô palestino que se tornou conhecido pela sua dor, caridade e desafio.

Bombardeio israelense em Gaza matou Khaled Nabhan, um palestino que se tornou amplamente conhecido depois que um vídeo o mostrou beijando os olhos de sua neta assassinada e chamando-a de “alma da minha alma” no ano passado.

Nabhan, conhecido como “Abu Diaa”, foi morto na manhã de segunda-feira num bombardeamento israelita contra o campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, confirmaram fontes locais.

Os ataques aéreos israelenses mataram sua neta, Reem, e seu neto Tarek em novembro de 2023.

Um vídeo viral de Nabhan embalando o corpo sem vida de Reem obteve centenas de milhares de visualizações nas redes sociais e foi coberto por meios de comunicação internacionais. A sua dor foi vista como emblemática da dor que o bombardeamento israelita estava a infligir ao território sitiado.

Quase 13 meses depois, seu próprio assassinato mostra o pedágio da guerra de Israel contra Gaza e da ausência de segurança em qualquer parte do território.

O reverenciado avô foi morto num ataque israelense que teve como alvo a casa pertencente à família Abu Hajar. Pelo menos outras quatro pessoas morreram no atentado, incluindo uma criança, segundo a agência de notícias palestina Wafa.

Nas semanas e meses após a sua perda, Nabhan ajudou equipes de resgate e médicos a cuidar de palestinos feridos – e especialmente de crianças – enquanto tentava lidar com a sua própria dor.

Reem tinha três anos quando foi morta ao lado de Tarek, de cinco.

Os defensores dos direitos palestinos prestaram homenagem a Nabhan na segunda-feira, com muitos relembrando seu vínculo com Reem, bem como seus atos de caridade nos meses após ela ter sido morta.

“Eles primeiro assassinaram sua neta, ‘a alma de sua alma’, depois bombardearam a casa de sua família e agora o assassinaram em plena luz do dia. com impunidade”, escreveu Muhammad Shehada, escritor e analista de Gaza, em uma postagem nas redes sociais.

“Depois que Israel matou sua neta, ele passou um ano espalhando esperança, ajudando os necessitados, distribuindo comida para crianças e gatinhos famintos e valorizando cada momento que poderia ter com sua mãe.”

O pregador e ativista palestino-americano Omar Suleiman disse que Nabhan foi morto pelo “exército mais maligno do planeta”.

“O homem tinha uma presença angelical, sorrindo no cara do genocídiovagando por hospitais e campos para acalmar as pessoas, apesar de suas dores”, escreveu Suleiman no X.

“Eu ansiava pelo dia em que o conheceria pessoalmente. Imaginei o dia em que o genocídio terminaria e ele seria celebrado com prêmios nos maiores palcos.”

Em fevereiro, o prefeito de Dearborn, Michigan, nos Estados Unidos, citou Nabhan ao endossar a Campanha eleitoral descomprometida do Movimento Nacional que visava pressionar o presidente Joe Biden a pôr fim ao seu apoio incondicional a Israel.

“Pelo nosso avô Khaled e pela alma de sua alma, Reem… Vote ‘Descomprometido’ na votação primária presidencial democrata”, disse o prefeito Abdullah Hammoud na época.

A guerra de Israel contra Gaza tem agora matou mais de 45 mil pessoasconfirmou o Ministério da Saúde do território na segunda-feira, marcando outro marco sombrio na guerra de 14 meses.

Especialistas das Nações Unidas e grupos de direitos humanos descrevem a ofensiva israelita em Gaza – que começou após o ataque do Hamas em 7 de Outubro de 2023 – como um genocídio, um esforço para destruir parcial ou totalmente o povo palestiniano.

Dias antes do assassinato de Nabhan em Nuseirat, Ataques aéreos israelenses matou dezenas de pessoas no campo de refugiados central de Gaza – ataques descritos pelas autoridades locais como um “massacre bárbaro e hediondo”.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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