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Alta da Selic: Quais são os setores mais impactados? – 12/01/2025 – Mercado
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1 ano atrásem
Felipe Bramucci
A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a Selic de 11,25% para 12,25% em dezembro deve impactar investimentos de renda variável com mais dependência de crédito para sustentar o fluxo de caixa. Setores com baixo endividamento e caixa previsível tendem a enfrentar menos pressão em um cenário de altas de juros.
Por outro lado, setores como varejo e construção civil podem ser afetados no curto prazo, devido à redução na oferta de crédito e no consumo. Segundo especialistas, a elevação da taxa básica de juros indica a preocupação do BC com a inflação, possibilitando no médio prazo o aumento do poder de compra e favorecendo investimentos em renda variável.
Para proteger o patrimônio, a recomendação é diversificar os investimentos. Além disso, é fundamental acompanhar as condições econômicas para adaptar a estratégia de investimento sempre que necessário.
Segundo Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, investimentos em setores que fornecem serviços essenciais com demanda estável tendem a ser menos impactados pelas altas dos juros. Essas empresas, geralmente, operam com contratos de longo prazo e possuem receitas recorrentes, o que aumenta sua resiliência.
“Setores ligados a energia, saneamento, óleo e gás são menos sensíveis por maior previsibilidade da demanda. Além disso, empresas com baixo endividamento e estrutura de capital sólida enfrentam menos pressão em cenários de juros altos devido à menor exposição ao custo de financiamento”, diz.
Para especialistas, o setor financeiro pode se beneficiar com a alta na Selic. Isso ocorre porque os bancos podem ampliar suas margens de lucro ao aumentar os juros em empréstimos e financiamentos, já que o spread bancário, a diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os pagos nos depósitos, tende a crescer.
O setor de seguros também ganha com o aumento da taxa. Índices mais altos elevam os rendimentos dos investimentos realizados pelas seguradoras, fortalecendo sua rentabilidade. Além disso, a alta da Selic torna os produtos de previdência privada mais atrativos para investidores, impulsionando a demanda.
Investimentos em negócios mais expostos ao dólar devem enfrentar um menor impacto das altas de juros no Brasil. Setores voltados para exportação de commodities, como mineração e agronegócio que têm baixo endividamento e resultados estáveis, podem se beneficiar da valorização cambial que geralmente acompanha altas de juros.
No entanto, a exposição ao dólar também traz desafios no médio prazo. Segundo Gilberto Nagai, superintendente de renda variável da SulAmérica, a alta da taxa de juros torna o mercado brasileiro mais atrativo para investidores estrangeiros, aumentando o fluxo de capital e apreciando o real. Com isso, as exportações podem perder competitividade, já que os produtos brasileiros ficam mais caros no mercado internacional.
Para Paula Zogbi, gerente da Nomad, ativos ligados ao cenário doméstico ainda sofrem com fatores que afastam o fluxo financeiro da Bolsa. “Uma alternativa é investir diretamente em outras economias, como BDRs (certificados de depósito de valores mobiliários), ações globais ou bonds, que são títulos de dívida emitidos por empresas ou governos no exterior”, afirma.
SETORES MAIS AFETADOS
O varejo tradicional, especialmente nos segmentos de vestuário e shoppings, tende a ser impactado pela alta dos juros. A menor disponibilidade de dinheiro reduz as vendas, enquanto o aumento do custo do crédito aumenta as despesas das empresas.
Segundo Jeff Patzlaff, especialista em investimentos, o encarecimento do crédito também deve afetar a demanda por financiamentos imobiliários, impactando negativamente as vendas nesse setor.
Folha Mercado
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Em um ambiente de elevação das taxas de juros e incertezas fiscais, setores mais cíclicos e de empresas em fase de crescimento, como o de small caps, e os índices setoriais de consumo e imobiliário, costumam ser os mais penalizados.
Para Matheus Amaral, especialista em renda variável no Inter, companhias onde o mercado espera fluxos de caixa maiores no longo prazo, ou seja, empresas emergentes, podem sofrer maior impacto com o aumento dos juros, que afeta a taxa de desconto, que é o valor que investidor exige para compensar o risco de investir em um ativo ou projeto, como em alguns casos no setor de saúde e de tecnologia.
INVESTIMENTOS EM RENDA VARIÁVEL
MAIS AFETADOS PELO AUMENTO NA TAXA SELIC
- Varejo (produtos e serviços para o mercado interno)
- Construção civil
- Small caps e empresas em crescimento
- Saúde
- Tecnologia
MAIS RESILIENTES AO AUMENTO NA TAXA SELIC
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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