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Alunos da rede estadual se destacam em premiações do Ministério Público do Trabalho
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2 anos atrásem
Dayana Soares
O auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Rio Branco, foi cenário para a cerimônia de entrega dos prêmios “MPT na Escola” e “Segurança e Saúde nas Escolas e no Trabalho”, promovidos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O evento ocorreu nesta terça, 19, e reuniu estudantes, gestores, professores das redes municipais e estaduais, além de autoridades.
Desde 2023 esses projetos são realizados em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) e o Sebrae, com ações voltadas para os direitos das crianças em escolas de educação básica. A iniciativa inclui atividades relacionadas à abordagem de ensino de Educação Empreendedora do Sebrae, promovendo debates e práticas educativas voltadas à erradicação do trabalho infantil e à proteção ao trabalhador adolescente, bem como à segurança e saúde no ambiente escolar.

Durante a celebração, foram premiados os vencedores da etapa estadual. A premiação foi dividida em três grupos, de acordo com as séries dos estudantes. O primeiro, com foco no combate ao trabalho infantil, envolveu estudantes do 4º e 5º anos, enquanto o segundo, voltado para a profissionalização e aprendizagem dos adolescentes, incluiu alunos do 6º e 7º anos.
Já o terceiro grupo, que tratou de segurança e saúde no ambiente escolar e no trabalho, foi destinado ao 8º e 9º anos. Os alunos apresentaram contos, poesias, músicas e desenhos e foram premiados com medalhas de ouro, e suas escolas com troféus em reconhecimento ao trabalho educativo e preventivo realizado.

A estudante Naely Sofia Lopes foi medalha de ouro em poesia no primeiro grupo com o poema “Infância Protegida” pela escola estadual Raimundo Magalhães, de Sena Madureira. “Com esse projeto eu aprendi que a nossa infância deve ser estudar e brincar”, contou a jovem aluna.
Além de Naely, Ellyza Maria Barroso e Isabel Matias, estudantes da escola estadual Instituto Odilon Pratagi, de Brasileia, também receberam a medalha de ouro, desta vez no terceiro grupo, com o desenho “Monstros da Minha Vida”. “Nosso desenho representava uma menina preta que sofre cyberbullying. Além de aprender sobre os traumas que o bullying causa, esse projeto serviu para aprendermos a trabalhar em cooperação e em grupo”, explicou Ellyza.

Outros estudantes da Odilon Pratagi foram premiados com ouro, entre eles Marcelle Diniz e Sarah Souza também na categoria conto no grupo de 6º e 7º anos, e os estudantes Aryanne Lima, Aryane Badotti, Jhoana Lima, João Pedro Lira e Roan Pablo dos Santos, no terceiro grupo, com a música “Brilho Ceifado”. Além disso, a estudante Taciane Souza, da escola estadual Raimundo Magalhães, de Sena Madureira, recebeu ouro em poesia pelo terceiro grupo.
O diretor de Finanças da SEE, Abraão Paes Leme, ressalta que o destaque dos alunos da rede estadual evidencia o sucesso dos projetos que têm transformado o ambiente escolar e proporcionado novas oportunidades de crescimento e aprendizado. “A secretaria é parceira de todas as ações que buscam desenvolver e aprimorar o desenvolvimento das crianças”, afirma.
Para o gerente da Unidade de Desenvolvimento de Negócios do Sebrae, Marcelo Macedo, a premiação é reflexo de um esforço contínuo da parceria entre entidades. “Esse momento é uma grande vitória, porque vocês estão aqui demonstrando que esse trabalho vem dando certo”, comemorou.
Segundo o procurador do trabalho Roberto d’Alessandro Vignoli, para o próximo ano, os projetos continuam com investimentos do MPT. “Com esses investimentos nós já conseguimos mudar algumas realidades demonstradas hoje aqui com os trabalhos das crianças”, celebrou.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.

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