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América se despede de Jimmy Carter

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Homenagem a Jimmy Carter em uma loja em Plains, sua cidade natal, Geórgia, em 3 de janeiro de 2025.

A homenagem nacional ao ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, que morreu em 29 de dezembro aos 100 anos, começa sábado, 4 de janeiro, em sua aldeia natal, Plains, Geórgia, e continuará até quinta-feira, dia nacional de luto.

Presidente de 1977 a 1981, o democrata deixou no exterior a imagem de um pacificador cujo compromisso humanitário após seu único mandato foi coroado com o Prêmio Nobel da Paz em 2002. Quando sua morte foi anunciada, as homenagens chegaram de todo o mundo.

A cerimónia de seis dias terá início às 10h15 (16h15 em Paris), altura em que o seu caixão será levado por agentes do Serviço Secreto, responsável pela protecção de figuras políticas. O comboio percorrerá primeiro as ruas de Plains, cidade à qual o ex-presidente era muito ligado, e depois por parte da Geórgia. As cerimônias terminarão no dia 9 de janeiro em Washington.

O sino tocará 39 vezes

Em frente à fazenda da família onde cresceu, o sino tocará 39 vezes, em homenagem aos 39e Presidente dos Estados Unidos, cujos restos mortais serão posteriormente transportados para Atlanta, capital da Geórgia. Um momento de contemplação será observado em frente à capital deste estado do sudeste, onde foi senador e depois governador, em seguida o carro funerário chegará ao Carter Center, fundação criada em 1982 pelo ex-presidente e sua esposa, Rosalynn Carter, que morreu em 2023 aos 96 anos.

O seu compromisso com esta fundação, que trabalha para prevenir conflitos, defender a democracia e as questões de saúde pública em todo o mundo, valeu-lhe uma calorosa homenagem do Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Das 19h de sábado às 6h de terça-feira, os americanos são convidados a prestar suas homenagens diante do caixão do ex-presidente.

Na manhã de terça-feira, sua família acompanhará seus restos mortais a bordo do avião oficial denominado “Missão Aérea Especial 39”. que o levará a Washington, onde será transportado para o memorial da Marinha dos EUA. Jimmy Carter formou-se na Academia Naval em 1946 e mais tarde tornou-se submarinista. Disposto sobre uma caixa, seu caixão será puxado por um cavalo durante cortejo fúnebre às 14h em direção ao Capitólio, sede do Congresso na capital.

Os falecidos serão transportados por militares até à rotunda situada sob a cúpula do Capitólio, para cerimónia de homenagem marcada para as 15 horas, na presença de parlamentares.

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Seus restos mortais serão então expostos e o público é convidado a comparecer e prestar homenagens das 19h à meia-noite de terça-feira e, a seguir, de quarta-feira, das 7h até o dia seguinte, no mesmo horário. Será dia 13e ex-presidente a ser assim exposto no Capitólio. Abraham Lincoln, assassinado em 1865, foi o primeiro.

Bandeiras a meio mastro por trinta dias

Na quinta-feira, 9 de janeiro, os restos mortais do Sr. Carter deixarão o Capitólio por volta das 9h com destino à Catedral Nacional de Washington, onde o funeral começará uma hora depois. O presidente cessante Joe Biden, 82, fará um elogio ao homem que celebrou “justiça”. Seu sucessor, o republicano Donald Trump, de 78 anos, longe de ser favorecido por Jimmy Carter, anunciou sua presença.

As bandeiras americanas foram hasteadas a meio mastro durante trinta dias, incluindo 20 de janeiro, irritando o presidente eleito, que disse na sexta-feira que “ninguém queria ver” isso durante a cerimônia de posse.

Os ex-presidentes vivos Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama também deverão comparecer. Acompanhado de sua família, o falecido embarcará na mesma Missão Aérea Especial 39 para sua última viagem à Geórgia. Um funeral privado será realizado em uma igreja batista em Plains às 15h45. O público está convidado a assistir a passagem do comboio. Pouco depois de chegar à residência dos Carter, aviões da Marinha dos EUA sobrevoarão a vila, que tem cerca de 600 moradores. Será sepultado às 17h20, em privado, ao lado da mulher que foi sua esposa durante setenta e sete anos.

O mundo com AFP



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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