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Amigas: Globo, sertanejas e o feminismo massivo – 17/12/2024 – Gustavo Alonso
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Nesta quarta (18), vai ao ar pela Globo o especial de fim de ano Amigas. Trata-se de um programa no qual as sertanejas Maiara & Maraísa, Ana Castela, Simone Mendes e Lauana Prado cantarão canções de seus repertórios e clássicos do gênero.
Diferentemente do programa original da década de 1990, agora a vez é das mulheres. E mais uma vez a Globo saiu atrasada na incorporação de um movimento dentro da música sertaneja.
O programa Amigos foi um marco na associação entre a Globo e os sertanejos. Com apresentações de Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo e Zezé Di Camargo & Luciano, além de vários convidados, os autoproclamados “amigos” gravaram especiais de fim de ano entre 1995 e 1998 que marcaram época.
No quinto ano, em 1999, com a morte de Leandro, o nome do programa mudou, passando a se chamar de Amigos & Amigos, e tornou-se semanal. Era transmitido aos domingos, de abril a novembro, às 15h.
Amigos serviu para consolidar a “santíssima trindade” da música sertaneja dos anos 1990, entronizando as três duplas acima da multidão de artistas do gênero. Serviu também para demarcar o elo da TV carioca com a música sertaneja.
O programa dirigido por Aloysio Legey e Paulo Netto abriu as portas da incorporação dos sertanejos às trilhas sonoras da Globo. Foi em 1996, na trilha sonora da novela “O Rei do Gado”, que os sertanejos passaram a ser de fato aceitas dentro do produto mais nobre da TV Globo. Não à toa, sua trilha sonora foi a mais vendida da história das novelas brasileiras.
Foi a grande repercussão do programa Amigos que mostrou a Globo que era possível aderir à música sertaneja. Com o novo Amigas, a emissora tenta fazer a manutenção deste elo histórico. Mas a verdade é que sempre esteve meio atrasada em relação à música sertaneja.
Muito antes da Globo, o SBT e a Record foram os pioneiros a incorporar os sertanejos em programas semanais, já em meados dos anos 1980, uma década antes de Amigos. O chamado feminejo, o grande sucesso de artistas mulheres na música sertaneja, começou por volta de 2015, mas só agora ganhou as bênçãos globais. De novo, a Globo está quase dez anos atrasada.
Pouco se sabe sobre o projeto Amigas. Apenas algumas canções vazaram nas redes, como “Coração Sertanejo”, “É o Amor” e “Daqui Pra Frente”. Chamaram a atenção as roupas exageradamente brilhosas de todas e as especialmente esquisitas de Maiara & Maraísa.
A ausência de Naiara Azevedo também é notória. A problemática participação de Naiara no Big Brother Brasil em 2022 parece ter comprometido seu livre trânsito dentro da Globo. Uma pena, pois seis artistas sertanejas poderiam repetir a imagem clássica do programa original, na qual cada sertanejo vestia uma letra da palavra “amigos”.
Não é a primeira vez que a Globo usa a temática feminina para emplacar uma trilha sonora. Em 1979, foi lançada a trilha do seriado “Malu Mulher”, que inovou durante a abertura democrática com trilha cantada apenas por mulheres. Simone, Rita Lee, Elis Regina, Fafá de Belém, Zezé Motta, Maria Bethânia, Marina, Joanna e Quarteto em Cy cantavam os dramas da independência feminina vividas na tela por Regina Duarte, quando esta era mais progressista que a atual bolsonarista.
Em Amigas vamos conferir como a Globo e as sertanejas vão abordar a pauta do feminismo massivo nos dias de hoje.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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