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Andrew Tate vai se reinventar como político e ‘salvar Britan (sic)’? | Arwa Mahdawi

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Arwa Mahdawi

‘TO desejo de ser um político deveria impedir você de se tornar um para o resto da vida”, disse certa vez o comediante Billy Connolly. Nunca isso foi tão verdadeiro. Houve um tempo em que narcisistas e sociopatas sem remorso prosperavam reality shows. Agora todos parecem estar se voltando para podcasts e política.

O mais recente candidato a político é Andrew Tate, o autodenominado misógino e influenciador anglo-americano que foi humilhado por Greta Thunberg. De repente, ele está muito interessado em se tornar primeiro-ministro da Grã-Bretanha – o que suponho que faz sentido quando se olha para a confusão jurídica em que ele está. Tate e seu irmão, Tristan, estão sendo investigados pelas autoridades romenas por alegados crimes, incluindo a formação de um grupo criminoso organizado, tráfico de seres humanos, tráfico de menores, relações sexuais com menores e branqueamento de capitais. Como o criminoso condenado e abusador sexual julgado Donald Trump demonstrou que você pode fazer absolutamente qualquer coisa, desde que seja poderoso o suficiente. Não há cartão melhor para sair da prisão do que ser o responsável pelas prisões.

As ambições políticas de Tate são tão sutis e desenvolvidas quanto você esperaria de um homem que se gaba de sufocar mulheres e disse que namora adolescentes de 18 a 19 anos porque pode “fazer uma impressão” neles. No início deste mês, ele publicou um enquete no X perguntando aos seus milhões de seguidores se ele deveria “concorrer a primeiro-ministro do Reino Unido”. Havia dois opções de votação: “SIM. SALVE BRITAN (sic)” ou “Não”.

Tate não só não sabe como se escreve Grã-Bretanha, como também não parece perceber que, ao contrário da presidência dos EUA, não se pode realmente concorrer a primeiro-ministro. No entanto, os seus acólitos aplaudiram-no e Tate lançou um partido político chamado Grã-Bretanha Restaurando Valores Subjacentes (Bruv) que promete “restaurar o orgulho a uma nação sitiada”. Eu uso o termo “festa” vagamente: Tate não parece ter feito toda a papelada para registrar Bruv como um partido político e imaginamos que isso provavelmente não irá além de uma conta X elaborada às pressas. Está tão perto de ser uma entidade séria quanto meu próprio partido político, que será lançado em breve: a Grã-Bretanha Rejeita os Oligarcas, ou Bro.

Embora Bruv seja obviamente um golpe publicitário, é importante não descartar as ambições políticas de Tate como uma busca de atenção sem sentido. É altamente improvável que Tate algum dia seja primeiro-ministro, claro, mas trolls como ele já têm um papel enorme na política, e sua influência parece estar apenas crescendo. Na verdade, parece provável que a razão pela qual Tate ficou subitamente tão inspirado pelo sistema eleitoral seja o facto de Elon Musk, santo padroeiro dos homens do Extremely Online com fichas gigantes nos ombros, ter ficado obcecado em interferir na política britânica. Quando não está a twittar sobre se os EUA deveriam “libertar” o Reino Unido do seu “governo tirânico” sob Keir Starmer, o bilionário nascido na África do Sul está supostamente reunião com vários aliados para discutir estratégias para efetuar mudanças de regime na Grã-Bretanha.

No início, parecia que Musk – que claramente se considera um fazedor de reis depois do seu sucesso no financiamento da campanha de Trump – estava interessado em Nigel Farage para chefiar o Reino Unido. Agora a dupla se desentendeu e Musk declarou Farage “não tem o que é preciso”para liderar o partido reformista. O novo queridinho do bilionário parece ser um criminoso condenado e agitador de extrema direita Tommy Robinson; no início deste ano, Musk ganhou as manchetes ao pedir a libertação de Robinson da prisão. Eu não ficaria surpreso se a festa Bruv de Tate fosse apenas uma tentativa desesperada de chamar a atenção de Musk e substituir Robinson no afeto do magnata da tecnologia.

Embora Musk já tenha retuitado Tate antes, não está claro até que ponto os dois homens se conhecem. Mas a vida baixa claramente tem amigos americanos em cargos importantes. Tate se gabou de que ele é falou com Barron Trump e, durante um aparição recente no podcast de direita The Benny Show, Alina Habba – que é advogada de Trump e nova conselheira do presidente – falou emocionada sobre como ela é uma grande fã de Tate. Antigamente, a ideia de que um extremista como Tate pudesse ter algum tipo de influência significativa na política seria ridícula; agora parece muito menos uma piada.

Arwa Mahdawi é colunista do Guardian



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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