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Angola apela à retomada das conversações de paz entre M23 e exército congolês

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Soldados do exército governamental congolês perto de Goma (República Democrática do Congo), 24 de janeiro de 2025.

Enquanto confrontos intensos eclodiramSexta-feira, 24 de Janeiro, no leste da República Democrática do Congo (RDC), o Presidente angolano, João Lourenço, instou as partes em conflito a retomarem as conversações de paz, que falharam no ano passado.

“Os desafios de segurança e os conflitos no leste da República Democrática do Congo não têm solução militar”disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado na sexta-feira, acrescentando que o presidente “exortou as partes a regressarem imediatamente à mesa de negociações”.

O Movimento 23 de Março (M23), um grupo armado antigovernamental apoiado pelo Ruanda, estava a combater o exército congolês, apoiado por unidades de elite das forças de manutenção da paz das Nações Unidas, na sexta-feira.

Depois do fracasso da mediação entre a RDC e o Ruanda, levada a cabo sob a égide de Angola, nomeada mediadora pela União Africana, o M23 recuperou terreno nas últimas semanas e os combates intensificaram-se em torno da capital provincial do Kivu do Norte, Goma, que tem um milhão de habitantes e pelo menos o mesmo número de pessoas deslocadas.

Leia a descriptografia | Artigo reservado para nossos assinantes República Democrática do Congo: a rebelião do M23 às portas de Goma

Escalada em conflito

Os ataques “refletem uma escalada perigosa do conflito, com enormes implicações para a frágil situação humanitária, particularmente em torno da agora sitiada cidade de Goma”continuou a diplomacia angolana.

Por seu lado, a União Europeia (UE) instou o M23 a “ pare seu avanço » no leste da RDC e “retirar imediatamente”, e pediu ao Ruanda que deixasse de apoiar o grupo armado, dizendo “profundamente preocupado com a escalada do conflito”.

L’UE “condena veementemente a presença militar do Ruanda na RDC, o que constitui uma clara violação do direito internacional”declarou a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, num comunicado de imprensa assinado em nome dos Vinte e Sete.

“O progresso continua” você M23 “agrava ainda mais a desastrosa crise humanitária no leste da RDC”acrescentou Mmeu Chamado.

Crise humanitária

A organização Human Rights Watch (HRW) alertou sobre o “riscos crescentes” enfrentadas pelas populações civis no leste da RDC à medida que o M23 se aproxima de Goma, num relatório que descreve a “consequências catastróficas” lutando na situação humanitária.

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“A situação enfrentada pelos civis em Goma está a tornar-se cada vez mais perigosa e as necessidades humanitárias são enormes”acrescenta Clémentine de Montjoye, investigadora da HRW, referindo-se a “abusos terríveis cometidos pelo M23, o wazalendo (milicianos pró-Kinshasa) e as forças ruandesas e congolesas ».

Segundo uma fonte humanitária entrevistada pela ONG, “cerca de 30% a 40% dos feridos que actualmente procuram tratamento em Goma são civis”. O Comité Internacional da Cruz Vermelha declarou na sexta-feira que o seu hospital em Goma estava “saturado” por um afluxo de pacientes, incluindo mulheres e crianças, recorda a HRW.

O conflito entre o M23, apoiado por 3.000 a 4.000 soldados ruandeses segundo a ONU, e o exército congolês já dura mais de três anos e agravou uma crise humanitária crónica na região. Um acordo de cessar-fogo foi assinado neste verão, após dois anos e meio de confrontos e acordos quebrados. Mas foi rapidamente minado pelas ofensivas do M23 e por escaramuças regulares com as forças armadas congolesas.

Leia também o relatório | Artigo reservado para nossos assinantes No leste da RDC, centenas de milhares de pessoas deslocadas devido aos combates

O mundo com AFP

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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