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Animais apreendidos na operação ‘Fake Bois’ estão morrendo de fome no AC, denuncia ativista

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Os animais que foram apreendidos na operação “Fake Bois”, que investigou um esquema que facilitava transporte ilegal de gado no Acre, estão morrendo de fome. A denúncia foi feita pela advogada e presidente da Comissão de Defesa e Proteção aos Animais da OAB-AC, Vanessa Facundes, que também está à frente da ONG Patinha Carente.

Em uma publicação nas redes sociais, ela disse que recebeu vídeos que mostram a situação dos animais e que muitos já até morreram.

“São gados que foram apreendidos pelo poder público, através do Idaf, órgão estadual de defesa agropecuária e florestal, e pasmem, estão passando fome há dias e dias. Muitos já morreram, como se pode ver tem carcaças nas imagens, me dá um aperto no coração só de saber que os outros vivos viram as outras vidas apodrecerem, mortos de fome”, disse Vanessa.

Ao g1, o diretor técnico do Instituto de Defesa Animal e Florestal do Acre (Idaf), Jessé Monteiro, disse que os animais estão à disposição da Justiça desde a apreensão e que o Idaf atuou na ação apenas como “apoio técnico”. Segundo ele, os bois foram deixados na propriedade onde foram encontrados, após decisão judicial, e que estão sob responsabilidade de um fiel depositário.

“Esses animais foram apreendidos porque o proprietário deles estava sonegando impostos. Na operação, foi identificada a saída irregular desses animais e a Justiça determinou a apreensão deles. Estão hoje com um fiel depositário, na realidade, na mesma propriedade onde eles já estavam. O dono dos animais alugava esse pasto e acabou que ficou com o proprietário da terra após determinação da Justiça”, informou Monteiro.

Ainda segundo o diretor, o órgão já fez quatro fiscalizações no local onde animais estão e confirmou que eles foram encontrados subnutridos. Um relatório com essas informações foi repassado à Polícia Civil para tomar as devidas medidas.

“Nós fomos quatro vezes lá na propriedade, fizemos relatório e encaminhamos para a Polícia Civil, que encaminhou à Justiça. Fomos justamente para fazer o levantamento, ver como estavam os animais. Vimos que estavam com deficiência nutricional, falta de pastagem”, afirmou.

Mais de 100 animais foram apreendidos durante a ação da Polícia Civil. A operação iniciou em fevereiro do ano passado com a prisão de um ex-servidor do Idaf e 135 inserções falsas no sistema do instituto. Em outubro de 2021, a polícia deflagrou a 5ª fase da operação. Os animais estão em uma propriedade na divisa entre o Acre e a cidade de Boca do Acre, no Amazonas.

Mais de 100 animais foram apreendidos na operação policial — Foto: Reprodução

Mais de 100 animais foram apreendidos na operação policial — Foto: Reprodução

Investigação encerrada

O delegado que comandou as investigações, Pedro Rezende, afirmou que o inquérito já foi concluído há muito tempo e que o caso está todo sob responsabilidade da Justiça. Segundo ele, todas as informações sobre a situação dos animais que foram repassadas pelo Idaf foram encaminhadas à 3ª Vara Criminal.

“Minha investigação encerrou, o processo está na Justiça e tudo que o Idaf me passou, no mesmo dia, imediatamente foi comunicado ao juiz da 3ª Vara Criminal, que foi quem mandou fazer a apreensão. Eu só cumpro ordem judicial”, disse o delegado.

Ao g1, o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) informou que aguarda o parecer do MP-AC para tomar novas decisões. A reportagem também entrou em contato com o Ministério Público, mas não obteve resposta até última atualização da matéria.

Em uma segunda postagem feita nessa quarta-feira (17), a ativista afirmou que conversou com o Idaf e com o MP-AC e que foi informada que a Promotoria do Meio Ambiente do MP encaminhou ao Judiciário uma solicitação de perícia no local onde os animais estão. Isso porque, segundo ela, o fiel depositário tem o dever legal de proteger os animais sob sua tutela.

“Seguirei acompanhando a situação desses seres, obrigada ao MP por defender os direitos desses animais que não podem falar, mas têm a nós por eles, enquanto Comissão de Defesa dos Animais, estamos confiantes”, disse ela.

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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