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Ano vira com prisões latinas cheias de presos políticos – 28/12/2024 – Sylvia Colombo
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Na virada para 2025, milhares de latino-americanos começarão o ano como presos políticos, refletindo uma grave ameaça à democracia na região.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) define como presos políticos aqueles detidos por suas atividades políticas, opiniões ou oposição a governos, em processos frequentemente marcados por abusos de direitos humanos e julgamentos arbitrários —em muitos casos, na falta deles. Essas detenções ilustram o uso do poder estatal para silenciar dissidentes, comprometendo o Estado de Direito e restringindo liberdades fundamentais.
Na Venezuela, a repressão foi brutal após as eleições contestadas em julho. Manifestações pacíficas contra os resultados oficiais, considerados fraudulentos, levaram à detenção de milhares, incluindo mais de 300 menores de idade, mantidos em presídios de segurança máxima. Apesar de algumas libertações nas últimas semanas, mais de 1.800 pessoas permanecem encarceradas por razões políticas.
Relatórios do Foro Penal e de outras organizações respeitadas denunciam tortura, ausência de assistência jurídica e condições degradantes, ressaltando o agravamento da crise humanitária no país.
Em Cuba, o regime autoritário instaurado em 1959 intensificou a repressão nos últimos anos, especialmente após protestos inéditos em 2021. Mais de 1.100 presos políticos enfrentam condições severas, incluindo tortura e perseguições a familiares.
Jovens detidos durante as manifestações receberam penas desproporcionais, em alguns casos superiores à idade que tinham na época dos protestos. Jornalistas, acadêmicos e religiosos são alvos frequentes da repressão.
Enquanto isso, o exílio forçado tornou-se uma saída para milhares de cubanos que enfrentam rotas perigosas, incluindo o estreito de Darién, em busca de liberdade. O regime, apesar de reconhecer a veracidade dos números, diz que suas ações são necessárias para preservar a estabilidade nacional.
Na Nicarágua, a perseguição política que começou com força em 2018 não parou mais. O regime Ortega-Murillo promoveu detenções arbitrárias, tortura e deportações para eliminar a oposição. Em 2023, 222 presos políticos foram expulsos do país, seguidos por outros 135 em 2024.
Apesar dessas ações, ainda há 91 presos políticos enfrentando condições desumanas, com penas que chegam a 133 anos. A Igreja Católica também é alvo, com dezenas de clérigos presos ou exilados, denunciando perseguições e violações de direitos humanos.
Lá Fora
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A Bolívia, embora apresente um grau menor de autoritarismo, ainda é motivo de preocupação. Desde 2019, denúncias apontam prisões politicamente motivadas e ausência de devido processo legal. Cerca de 300 pessoas continuam detidas por razões políticas, segundo organizações de direitos humanos, evidenciando uma escalada de práticas repressivas.
Esses exemplos mostram como governos autoritários na América Latina utilizam prisões arbitrárias como ferramenta de controle. A repressão a opositores, jornalistas e ativistas não apenas compromete direitos individuais, mas enfraquece instituições democráticas e ameaça o futuro político da região.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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15 horas atrásem
19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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