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Antas são flagradas em vida livre no RJ após 100 anos – 15/01/2025 – Ambiente
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Yuri Eiras
Antas em vida livre foram flagradas por câmeras no parque estadual Cunhambebe, no sul do estado do Rio de Janeiro.
A anta (Tapirus terrestris), maior mamífero da América do Sul, teve sua última aparição registrada há cem anos no território do Rio de Janeiro, segundo o governo estadual. A espécie chegou a ser considerada extinta no estado.
Desde então, a espécie era encontrada somente sob ação humana direta, como em projetos de reintrodução de fauna e áreas com instalações assistidas.
Dez câmeras instaladas em diferentes pontos do parque estadual flagraram grupos de até três antas circulando. Também registraram o passeio de uma fêmea com um filhote, o que sugere a presença de uma população maior da espécie na região.
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As armadilhas fotográficas, instaladas pelo Inea (Instituto Estadual do Ambiente) em parceria com a Vale a partir de 2020, capturaram 108 registros.
O último registro de antas no território do Rio de Janeiro havia sido em 1914, segundo o Inea, no parque nacional da Serra dos Órgãos, na região serrana. A perda de habitat, a caça, a exploração e a urbanização de regiões de mata são, para o instituto estadual, motivos que levaram ao desaparecimento da espécie ao longo das décadas seguintes.
A espécie avistada no parque estadual é a anta-brasileira, mamífero que pode chegar a 250 kg. O animal se movimenta por áreas secas e alagadas, encostas e planícies, e age como dispersor e predador de sementes.
Sávio Freire Bruno, professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) e coordenador do setor de medicina veterinária de animais selvagens, atribui o desaparecimento das antas no estado ao processo de exploração e ocupação da costa brasileira.
“A costa sofreu impactos ao longo de mais de 500 anos de ocupação, com a exploração de florestas e fauna. A anta é um animal que se alimenta de folhas, frutos e plantas herbáceas e arbustivas. A substituição dessas plantas por espécies exóticas foi uma causadora dessa transformação.”
A Tapirus terrestris foi incluída em 2018 na lista vermelha de espécies ameaçadas da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Também consta nacionalmente como vulnerável na lista mais de 2022 do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima).
O instituto relaciona o reaparecimento das antas ao trabalho de conservação da mata atlântica
“Esses registros são um marco para o estado devido ao grau de importância deste mamífero, que funciona como um guarda-chuva, indicando que a região possui um habitat preservado e preparado para resguardar também outras espécies ameaçadas”, afirma o Inea, em nota.
Na Regua (Reserva Ecológica de Guapiaçu), no município de Guapimirim, a cerca de 75 km do Rio de Janeiro, biólogos, voluntários e membros da comunidade local trabalham com a reintrodução de antas na região.
“Um grande recado do reaparecimento é a capacidade de resiliência da natureza e de pensar que nós somos passíveis de recuperá-la. O projeto de anta é um sucesso na reserva de Guapimirim e é uma prova de que preservando os hábitos e ampliando áreas naturais, como tem sido feito lá, cria-se condições para que a reintrodução seja bem-sucedida”, afirma Freire Bruno.
Em abril de 2024, o Parque Nacional da Tijuca registrou o retorno dos macacos bugios, que estavam extintos há quase 200 anos da cidade do Rio de Janeiro.
O último grupo reintegrado à floresta, que é uma das áreas remanescentes da mata atlântica, ocorreu em janeiro do ano passado, mas o processo para a soltura dos animais em terras cariocas começou há quase dez anos.
A expectativa é que sete novos integrantes (um macho e seis fêmeas) interajam e formem novos grupos, para ajudar a consolidar a presença da espécie na cidade, com uma população maior e também mais diversa em termos genéticos.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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