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Anticor perde aprovação perante a Alta Autoridade para transparência na vida pública
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2 anos atrásem
O tribunal administrativo de Paris cancelou na semana passada a aprovação obtida em outubro de 2022 pela associação Anticor da Alta Autoridade para a Transparência da Vida Pública (HATVP), segundo decisão consultada na sexta-feira, 27 de dezembro, pela Agence France -Press (AFP). Foi contactado em dezembro de 2022 por dois ex-membros da associação anticorrupção solicitando o cancelamento da renovação da aprovação concedida em 4 de outubro de 2022.
Esta aprovação permitiu anteriormente à Anticor encaminhar o assunto ao HATVP por suspeita “quebra de probidade, situação de conflito de interesses, incumprimento de obrigações de reporte ou mesmo regras das chamadas “portas giratórias”” relativa a funcionários públicos (políticos e funcionários públicos), conforme detalhado no seu site pela associação que foi aprovada pela primeira vez em 2016.
Os dois requerentes criticaram o HATVP, em particular, por não ter realizado a análise do pedido de renovação e por ter confiado, para concedê-lo, na aprovação anticorrupção concedida à Anticor em 2 de abril de 2021 por Jean Castex, então primeiro-ministro. No entanto, o tribunal administrativo de Paris anulou este decreto em junho de 2023, que renovou esta autorização por três anos, permitindo à associação intentar ações judiciais em matéria de corrupção.
Longo impasse político e judicial
A decisão foi mantida em recurso em novembro de 2023 e pelo Conselho de Estado em 6 de novembro. “O HATVP não demonstra, ao contrário do que afirma, ter examinado se a associação cumpria todas as condições para obter a renovação da sua aprovação”considerou o tribunal administrativo. O advogado dos dois requerentes não respondeu imediatamente à AFP.
“Esta decisão foi inexorável uma vez que a nossa aprovação anticorrupção foi cancelada devido à má elaboração dos serviços do Primeiro-Ministro e a validade de uma impacta a validade da outra”reagiu à AFP Paul Cassia, presidente da Anticor, lamentando que o HATVP não tenha intervindo “para salvar esta aprovação” durante a audiência em 6 de dezembro. Este cancelamento “não tem contudo impacto na actividade da associação”ele estimou.
Depois de um longo impasse com o governo e derrotas na Justiça administrativa, a agremiação obteve nova homologação no início de setembro, assinada por Gabriel Attal, pouco antes de sua saída de Matignon. Desde 2015, este sistema permite-lhe intervir em processos judiciais, incluindo casos sensíveis, nomeadamente tornando-se parte civil em caso de inação do Ministério Público. Fundada em 2002, a associação, que conta com 7.000 membros, sofreu dissensões internas em 2020 e 2021.
O mundo com AFP
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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