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Antivaxxers sacam a (velha) carta do autismo – 14/03/2025 – Vidas Atípicas
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12 meses atrásem
Johanna Nublat
Em 2023, o editor da revista The New Yorker, David Remnick, perguntou ao agora secretário de Saúde do governo Trump, Robert F. Kennedy Jr., se ele tinha mudado de posição sobre a insinuação de que vacinas causavam autismo. Remnick alertou que não queria entrar a fundo no debate, já que ele tem uma filha autista de alto nível de suporte, e mencionou o dano que aquela desinformação provocava.
A resposta veio numa interrogação. “David, você tem que responder a essa pergunta: se não vem das vacinas, então de onde vem? Por que ninguém nos diz isso?”
A cúpula do governo Trump parece estar alinhada numa mesma resposta.
Em sua fala ao Congresso americano no início do mês, Donald Trump disse que “não faz muito tempo, vocês não vão acreditar nesses números, uma a cada 10.000 crianças tinha autismo. Uma a cada 10.000. E agora é uma a cada 36. Algo está errado. Uma em 36. Pensem nisso. Então nós vamos descobrir o que é e não há ninguém melhor que o Bobby”.
No último domingo, dias depois da fala de Trump ao Congresso, a Reuters informou que o CDC, braço do governo americano para o controle e a prevenção de doenças, vai estudar justamente o vínculo potencial entre vacinas e autismo. Ao blog, a Secretaria de Saúde americana informou que, “como disse o Presidente Trump em sua fala ao Congresso, a taxa de autismo em crianças americanas disparou. O CDC não deixará pedra sobre pedra em sua missão de descobrir exatamente o que está acontecendo”.
Essa é uma volta (arriscada) ao passado. Mais exatamente a 1998.
Naquele ano, o médico britânico Andrew Wakefield insinuou que comportamentos autistas de um punhado de crianças que ele acompanhava poderiam estar ligados à vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Wakefield publicou um artigo sobre isso no prestigiado Lancet e recomendou que os pais dessem as três vacinas isoladamente, e não agrupadas naquele combo.
O vilão, depois, passou a ser o timerosal, conservante usado em algumas vacinas.
Desde os anos 1990, ambas as alegações — de que a vacina tríplice viral ou o mercúrio causariam o autismo — foram rejeitadas por uma variedade de estudos científicos (o artigo de Wakefield foi retirado pelo próprio Lancet).
Em seu site, até o momento, o próprio CDC afirma que “vacinas não causam autismo“.
É verdade que ainda não temos respostas precisas sobre o autismo. Sabemos que a disparada de casos se deve, em muito, por mais informação sobre o transtorno e por mais acesso ao diagnóstico.
Sabemos que os sintomas de autismo costumam ficar mais evidentes para os pais quando a criança tem entre um ano e meio e dois anos — por isso, até, a correlação com a vacina tríplice viral, que costuma ser aplicada em crianças a partir dos 12 meses. Também há uma correlação no tempo entre a massificação da vacina tríplice viral (criada na década de 1970) e o crescimento de diagnósticos.
Mas correlação não implica causalidade.
A fumaça que desconsidera evidências científicas é perigosa, basta ver as mortes recentes por sarampo por recusa de vacinação nos Estados Unidos e a não tão distante pandemia de Covid-19.
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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18 horas atrásem
6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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