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Antropólogo Luiz Eduardo Soares é entrevistado no Trilha de Letras

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Agência Brasil

Referência em segurança pública no país, o antropólogo Luiz Eduardo Soares destaca sua veia literária na participação inédita no programa Trilha de Letras desta quarta (23), às 23h30, na TV Brasil.

O convidado bate um papo com a apresentadora Eliane Alves Cruz sobre o romance Enquanto Anoitece (2023), sua mais nova publicação. Ele faz a leitura de trechos da obra no decorrer da entrevista.

A violência presente na realidade e na ficção pauta a conversa exclusiva. Escritor bem-sucedido, Luiz Eduardo Soares é coautor do best-seller Elite da Tropa (2006), livro policial que redigiu em parceria com os ex-oficiais do Batalhão de Operações Policiais Especil (Bope) André Batista e Rodrigo Pimentel. O título revela casos reais vivenciados na rotina da corporação. O texto inspirou o filme Tropa de Elite (2007), do cineasta José Padilha.


Brasília (DF) 22/10/2024 - Antropólogo Luiz Eduardo Soares é entrevistado no programa Trilha de Letras
Foto: Divulgação/TV Brasil
Brasília (DF) 22/10/2024 - Antropólogo Luiz Eduardo Soares é entrevistado no programa Trilha de Letras
Foto: Divulgação/TV Brasil

Antropólogo Luiz Eduardo Soares é entrevistado no programa Trilha de Letras Foto: Divulgação/TV Brasil

No quadro Dando a Letra, espaço da atração com indicações de leituras, a booktuber Angélica dos Santos recomenda o romance Brava Serena, livro de Eduardo Krause. A trama acompanha o personagem Roberto Bevilacqua, um viúvo solitário que decide sair do Brasil e morar na Itália depois da aposentadoria. A expectativa de uma fase mais pacata é surpreendida com uma amizade inusitada.

O Trilha de Letras fica disponível em formato podcast nas plataformas digitais. O conteúdo ainda pode ser acompanhado no app TV Brasil Play e no canal do YouTube da emissora pública. O programa gravado na BiblioMaison também tem transmissão na Rádio MEC no mesmo dia, mais cedo, às 23h.

Trama do romance Enquanto Anoitece

Durante a entrevista, Luiz Eduardo Soares aborda o enredo de seu mais recente lançamento. O livro Enquanto Anoitece apresenta a história de um homem simples, do interior do país, cuja trajetória é atravessada pelos acontecimentos políticos e sociais da nação.

A narrativa revela passagens que vão desde a truculência da vida de pistoleiro na época da ditadura até se tornar um pai amoroso. Nessa fase da trama, o protagonista passa por uma transformação e se emprega como porteiro, no Leblon, bairro da zona sul do Rio de Janeiro. A nova rotina reserva surpresas do destino.

Análise sobre a violência histórica no país

Especialista em segurança pública, Luiz Eduardo Soares discute temas como a violência estrutural e uma forma do país não naturalizar tanto a crueldade durante o Trilha de Letras. O convidado traça um panorama sobre o passado, o presente e o futuro do Brasil.

“A história brasileira é a história da violência de alguma maneira. O passado da colonização, da escravidão e da dizimação das sociedades originárias. As estruturas autoritárias e de exploração do trabalho humano sofreram modificações e se combinaram com processos de modernização e nos inscreveram no mundo como uma sociedade marcada por essas desigualdades”, avalia o antropólogo.

Ele analisa as expectativas para o futuro com base nessa perspectiva histórica. “Olhando para o passado, a gente não encontra muita inspiração a não ser o sentimento de indignação que talvez propulsione um salto de qualidade dependendo de como a gente veja as cenas de horror que caracterizam a nossa história”, observa.

Papel da literatura na sociedade

Luiz Eduardo Soares ressalta a contribuição dos livros para a sociedade brasileira. “A gente quando escreve literatura faz perguntas e cria dificuldades para as respostas simples e automatizadas. Para desnaturalizar não só a realidade compartilhada no cotidiano que se converte numa ilusão comum, mas também esse automatismo de respostas superficiais”, diz o entrevistado do Trilha de Letras.

Para o escritor, é preciso instigar o público a desvendar o texto. “Na ficção ou na literatura, a gente tem que fazer um exercício para ter coragem de não saber. Mergulhar na própria ignorância e dessa maneira convocar os leitores para a dança em torno do enigma, do que ainda é misterioso e não conhecido”, afirma.

“A literatura é o espaço da liberdade”, define, com entusiasmo, Luiz Eduardo Soares. “É possível que a gente inclusive crie mundos alternativos. Essa é a beleza e, talvez, o grande impulso intelectual e afetivo da literatura”, sugere.

Apesar disso, ele é reservado ao apontar soluções e considera, ainda, a literatura o principal caminho. “Com as condições que estão dadas hoje, aquilo que tem sido o Brasil, essa profundidade das desigualdades, o racismo estrutural, o patriarcalismo que nos aprisiona nesse quadro sombrio de brutalidade é muito difícil vislumbrar saídas. A gente pode minorar aqui um problema, mitigar outro ali, reduzir danos, mas daqui a um futuro que inspire, inclusive pensando na questão ambiental e na crise climática, a gente precisa da literatura e da imaginação”, conclui o antropólogo.

Sobre o programa 

O Trilha de Letras busca debater os temas mais atuais discutidos pela sociedade por meio da literatura. A cada edição, o programa recebe um convidado diferente. A atração foi idealizada em 2016 pela jornalista Emília Ferraz, atual diretora da produção que entrou no ar em abril de 2017. Nesta temporada, os episódios foram gravados na BiblioMaison, biblioteca do Consulado da França no Rio de Janeiro 

TV Brasil já realizou três temporadas do programa e recebeu mais de 200 autores nacionais e estrangeiros. As duas primeiras temporadas foram apresentadas pelo escritor Raphael Montes. A terceira, por Katy Navarro, jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A jornalista, escritora e roteirista Eliana Alves Cruz assume a quarta temporada, que também ganha uma versão na Rádio MEC. 

A produção exibida pelo canal público às quartas, às 23h30, tem janela alternativa na telinha em diversos horários. Na programação da Rádio MEC, o conteúdo também é apresentado às quartas, na faixa nobre, às 23h. 

Ao vivo e on demand   

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.   

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.   

 



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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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