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Aos 100 anos, idosa escreve todos os dias em seu diário: “sem desculpa”

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A Prefeitura do Rio pretende fazer da casa um museu sobre o cinema brasileiro. - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Aos 100 anos, a idosa Evie, dos Estados Unidos, escreve todos os dias em seu diário. – Foto: The Washington Post

Aos 100 anos, essa idosa de 100 anos tem um compromisso inabalável com a escrita: ela termina seus dias sempre da mesma maneira, sentada em uma poltrona escrevendo no seu diário.

Desde 1° de janeiro de 1936, Evie Riski, nunca deixou de registrar um dia sequer no caderno. A rotina começou poucos dias antes de completar 11 anos, depois dela ganhou o caderno como um presente do seu pai, um amante da escrita.

A infância não tinha TV, telefone ou eletricidade, mas ela encontrou na escrita uma forma de se conectar consigo mesmo. Hoje a idosa vive em uma casa de repouso em Lakota, Dakota do Norte, Estados Unidos, mas segue fiel ao seu compromisso.

Vida em palavras

A vida de Evie é toda registrada em palavras. Para ela, não há desculpa para deixar de lado o hábito.

“Não há realmente nenhuma desculpa para eu não escrever nele”, contou em entrevista ao The Washington Post.

As visitas aos familiares, momentos alegres, dificuldades e eventos históricos. Nada passou despercebido pelos lápis e páginas em branco de Evie.

Mesmo durante internações ou doenças, ela sempre dava um jeito de anotar as vivências. Para isso, se fosse preciso, usava papel de rascunho, para depois colocar tudo nos diários.

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Caneta e papel

Hoje, vivendo em um mundo digitalizado, a idosa continua fiel à escrita manual.

Todos os diários, afinal são muitos, estão cuidadosamente guardados em um baú de cedro. Quem pergunta, Evie responde que eles representam um tesouro de memórias.

Nas páginas, ela sempre coloca o ano das anotações, assim não se perde em meio a tantas memórias.

“Ano anterior”

E a idosa adora brincar com as próprias memórias.

Toda noite, depois que terminar de escrever, ela tem um ritual pra lá de especial.

“Quando termino, sempre olho para trás um ano para ver o que estava fazendo no ano anterior”, confessou.

Na internet, a história se tornou viral e inspirou outros usuários a fazerem o mesmo.

“Este é um sinal para fazer do meu diário uma prioridade novamente”, disse um.

Outro destacou que Evie vai deixar um lindo legado.

“Que legado maravilhoso para a família dela. Espero que valorizem cada palavra!”.

Até o momento, já são mais de 33 mil registros. E o número continua a aumentar! - Foto: The Washington Post

Até o momento, já são mais de 33 mil registros. E o número continua a aumentar! – Foto: The Washington Post

Tudo é separado por data e ela sempre retorna ao escritos antigos para relembrar memórias. - Foto: The Washington Post

Tudo é separado por data e ela sempre retorna ao escritos antigos para relembrar memórias. – Foto: The Washington Post



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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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