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Aos 69 anos, ex-coronel do ‘crime da motosserra’ é vacinado contra a Covid-19 no Acre

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Aos 69 anos, o ex-deputado federal, coronel Hildebrando Pascoal, condenado por liderar um grupo de extermínio que atuou no Acre na década de 90, recebeu a primeira dose de vacina contra a Covid-19, nessa quarta-feira (24), em Rio Branco.

Ele foi levado até a Unidade de Referência da Atenção Primária (Urap) Eduardo Assmar, no Bairro Quinze, pelo filho, o vereador Hildegard Pascoal (PSL) e foi vacinado de dentro do carro mesmo, por um profissional da saúde.

Ao G1, o filho contou que Pascoal estava ansioso pela imunização do pai e que ficou feliz. “Só o fato de eu estar com ele dentro do carro já é maravilhoso e ainda mais levando para ser imunizado. Todos estão esperando por esse momento. Ele ficou feliz, estava muito ansioso, está com 10 dias que estava sempre conversando comigo para saber se já era a idade dele.”

No final dos anos 90, Hildebrando Pascoal ficou conhecido por mandar executar inimigos com o uso de uma motosserra.

Depois de vários entraves judiciais, o ex-deputado federal está em casa desde 22 de outubro de 2019, cumprindo prisão domiciliar. De acordo com a decisão da juíza Luana Campos, Pascoal deve ficar no monitoramento eletrônico e tem que se submeter a uma série de determinações, inclusive, a de acompanhamento médico, não se ausentar da cidade, nem do domicílio, a menos que seja para acompanhamento médico.

Por conta da pandemia, o filho contou que os cuidados com Pascoal foram redobrados, uma vez que ele tem problemas de saúde. “Ele está do mesmo jeito, requer cuidados, tentamos organizar algumas coisas em casa para não parar tudo [serviços de funcionários], mas não tem como continuar o mesmo processo. Estamos tendo muito cuidado, evito ao máximo de ir lá visitá-lo”, disse.

Hildebrando Pascoal cumpre prisão domiciliar desde outubro de 2019 — Foto: Reprodução/facebook

Hildebrando Pascoal cumpre prisão domiciliar desde outubro de 2019 — Foto: Reprodução/facebook

Vingança

Em 30 de junho de 1996, Itamar Pascoal, irmão de Hildebrando, foi morto com um tiro por José Hugo durante uma discussão em um posto de gasolina e Agilson Santos Firmino, conhecido por “Baiano”, presenciou a cena.

A partir disso, Pascoal, que era coronel da PM, teria agido por vingança, conseguindo localizar o assassino do irmão em janeiro de 1997 na fazenda Itapoã, no município de Parnaguá (PI).

José Hugo foi levado para o município de Formosa do Rio Preto (BA), onde foi torturado e morto com requintes de crueldade, sendo ferido, inclusive, com ácido.

O ex-deputado também é acusado de sequestro e cárcere privado praticado contra Clerisnar dos Santos e seus dois filhos menores. Esposa e filhos de José Hugo respectivamente.

Caso Motosserra

Depois da morte do irmão, Hildebrando fez uma verdadeira caça às bruxas para encontrar José Hugo e, antes disso, cometeu um dos crimes mais conhecidos: “O crime da motosserra”.

O autônomo Agilson Firmino foi sequestrado, torturado e teve os membros amputados por uma motosserra. O filho dele, Wilder Firmino, que tinha 13 anos na época, também foi sequestrado e morto. O corpo do adolescente foi encontrado queimado com ácido e marcas de tiro.

Em 2009, o ex-coronel foi condenado pela morte de Baiano, as condenações todas somam mais de 100 anos.

Grupo de extermínio

Hildebrando Pascoal Nogueira Neto nasceu em 17 de janeiro de 1952 em Rio Branco, no Acre. Fez carreira na Polícia Militar e chegou a ser comandante. Em 1994, elegeu-se deputado estadual pelo PFL e exerceu o mandato entre 1995 e 1999.

Nas eleições de 1998, conquistou o cargo de deputado federal, mas não chegou a cumprir nem um ano do mandato.

Após diversas denúncias contra Hildebrando Pascoal na Justiça do Acre, o Congresso formou uma comissão parlamentar de inquérito em abril de 1999, chamada CPI do Narcotráfico. A CPI e o Ministério Público investigavam a existência de um grupo de extermínio no Acre, com a participação de policiais, e que seria comandado por Hildebrando Pascoal. O grupo também era acusado de tráfico de drogas.

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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.

 



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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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