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Apela à Irlanda para reforçar a defesa dos cabos submarinos de Internet | Irlanda
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Lisa O’Carroll in Dublin
Eles são a base da Internet, mantendo tudo, desde o TikTok até serviços de emergência, negócios, sistemas bancários e comunicações políticas e militares, funcionando perfeitamente.
Mas nas profundezas do mar, a rede de cabos em torno das costas britânicas e irlandesas está a ser considerada como alvos cada vez mais atraentes para actores militares, terroristas ou criminosos, após vários incidentes no Báltico, onde os cabos da Internet foram cortados e as comunicações na Internet foram interrompidas.
Com 75% de todos os cabos transatlânticos a passarem ou perto deles, Irlandatem uma importância estratégica descomunal em relação ao Reino Unido e à Europa.
Desde o corte dos cabos entre a Finlândia e a Estónia, há dois anos, e outro incidente em novembro cortando as ligações entre a Finlândia e a Alemanha, e a Suécia com a Lituânia, estão a ser colocadas questões sobre quem protege exactamente o fundo do mar nas águas territoriais da Irlanda e na sua zona económica exclusiva (ZEE), que se estende por 370 quilómetros para além da costa de uma nação.
A Irlanda não faz parte da NATO e não tem submarinos, e pratica uma política de neutralidade, com uma das mais pequenas forças de defesa do país. Europagastando menos do que países como a Croácia, a Eslováquia ou Portugal.
Gerard Craughwell, um senador irlandês que fez campanha sobre questões de defesa durante a última década, disse ao Guardian que é altura de o público irlandês perceber que a neutralidade do país não é um escudo na guerra moderna ou na criminalidade.
“É a nossa economia, as economias da Europa que estão em risco. Mas o nosso público foi levado a acreditar que, por sermos amados em todo o mundo, ninguém nos atacaria.
“Acho profundamente preocupante que estejamos vendendo ao público esse absurdo de que a neutralidade significa que não podemos nos defender.
Craughwell acrescentou: “Se um ator desonesto retirar os cabos, isso poderá ter um efeito catastrófico não apenas na nossa economia, mas também na do Reino Unido e da Europa.
“Os países da UE não estão satisfeitos com o flanco aberto que é a Irlanda e a Irlanda simplesmente não deu um passo à frente”, acrescentou.
Com 10 biliões de dólares em transações financeiras diárias a passar por cabos submarinos a nível mundial, os riscos são elevados, afirmou a Associação Europeia de Cabos Submarinos, que também aponta para tudo, desde vídeos TikTok a serviços de emergência que dependem da rede de cabos para transferência de dados.
Craughwell está a pressionar o governo em várias frentes e levou-o ao tribunal superior para tentar estabelecer se existe um alegado acordo informal secreto com o Reino Unido que permite à Força Aérea Real interceptar quaisquer voos hostis sobre o espaço aéreo irlandês.
Esse caso deve ser levado ao tribunal em fevereiro. Um porta-voz do governo irlandês disse que não comenta questões de segurança nacional, mas que todas as políticas de defesa “são conduzidas com total respeito pela constituição, pela autoridade soberana irlandesa de tomada de decisões e pela política de neutralidade militar da Irlanda”.
Micheál Martin, o novo taoiseach, reconheceu recentemente que a Irlanda enfrenta “ameaças novas e emergentes” devido ao seu papel como porta de entrada na infra-estrutura submarina. “As potenciais implicações de risco são gritantes”, disse ele numa conferência sobre o assunto em Valência, em Outubro.
Representantes da defesa irlandesa e islandesa conheci em dezembro para discutir a segurança marítima e o governo irlandês está a desenvolver uma estratégia de segurança marítima.
Jacqui McCrum, secretária-geral do Departamento de Defesa da Irlanda, reconheceu que “as águas da Irlanda e da Islândia albergam infra-estruturas críticas de importância nacional e global”, acrescentando que nenhum dos estados está imune aos acontecimentos mundiais apenas por causa do isolamento geográfico.
Sturla Sigurjónsson, embaixadora da Islândia na Irlanda – bem como do Reino Unido, Malta, Jordânia e Qatar – e McCrum comprometeram-se a continuar a colaboração em matéria de segurança.
Robert McCabe, um académico especializado em segurança de infra-estruturas submarinas e governo, disse que neste momento a Irlanda tem “recursos insuficientes para monitorizar ou responder a potenciais ameaças” com recursos para apenas um ou dois navios estarem no mar em caso de ataque.
“Provavelmente não existe nenhum país fronteiriço na Europa que invista tão pouco, ou que tenha investido tão pouco durante tanto tempo, em infraestruturas de defesa como a Irlanda”, disse ele.
“Acho que é do interesse de todos que esta infraestrutura seja segura e monitorada, e que as pessoas entendam que tipo de ameaças ela enfrenta”, acrescentou o professor assistente da Universidade de Coventry.
Eoin McNamara, investigador sobre segurança global e governação no Instituto Finlandês de Assuntos Internacionais, disse que a Rússia tem insultado a Irlanda, não apenas porque é vista como uma ameaça ao Kremlin, mas devido à sua proximidade geográfica com a Grã-Bretanha.
O paradeiro dos cabos está bem mapeado, então foi tudo uma questão de intimidação. “Eles não estavam pensando apenas na Irlanda, mas também na Grã-Bretanha e em outras nações do Atlântico Norte, muitas das quais apoiam a Ucrânia. Eles estão dizendo ‘vocês estão projetando poder à nossa porta, alimentando a Ucrânia com armas, para que possamos também, de uma forma híbrida diferente, projetar poder à sua porta e dar-lhes algo em que pensar’”, disse McNamara.
Segundo McCabe, “a melhor forma de defender a neutralidade é ter uma força de defesa”. Craughwell concorda, acrescentando que o governo irlandês tem de iniciar um debate honesto com o público.
após a promoção do boletim informativo
“Precisamos de ter uma força de defesa com recursos adequados, com aeronaves modernas, embarcações, capacidade de vigilância submarina, sonar, radar primário e um plano de resposta rápida que possa responder imediatamente a uma ameaça, seja ela da Rússia ou de qualquer outra pessoa”, disse ele.
Em última análise, a Irlanda precisa de pelo menos três bases navais em Dublin, Donegal e Wexford, com três ou quatro navios no mar ao mesmo tempo, disse ele.
“Penso que precisamos de um papel formal e de um acordo com todos os países que enfrentam o Atlântico: Irlanda, Reino Unido, países nórdicos, França, Espanha, Portugal, Islândia”, disse ele.
McNamara descreveu a Irlanda como “uma espécie de fenda ou elo fraco” na paisagem europeia, sem o aparelho nos seus navios de guerra para monitorizar o fundo do mar.
“Dublin é uma cidade estrategicamente importante em termos de cadeias de abastecimento e centros de dados e a realização de exercícios ao largo da costa envolve intimidação. Está a dizer ‘podemos atingir ligações importantes para a economia europeia’”, disse ele.
A Irlanda já estava em alerta máximo desde que um navio espião russo, o Yantar, estacionou durante várias horas no Mar da Irlanda em Novembrooperando drones e equipamentos de vigilância. O mesmo navio entrou em águas do Reino Unido na segunda-feira esta semana, mas nesta ocasião não demorou, pois foi monitorado de perto pela Marinha Real. O secretário da Defesa do Reino Unido, John Healey, disse ao Commons na terça-feira que o Yantar era um navio russo empenhado em “mapear a infra-estrutura subaquática crítica do Reino Unido”.
Especialistas disseram que seria errado sugerir que um cabo sabotado poderia levar a um apagão catastrófico da Internet, dada a enorme capacidade de desviar fluxos de dados para cabos continentais. Mas isso, disse McNamara, seria perder o foco.
“Se não podemos vigiar, não temos provas, não podemos levar ninguém à justiça”, disse McNamara.
As questões sobre a protecção dos cabos submarinos não se limitam à Irlanda, disse McCabe, com um fenómeno conhecido como “cegueira do mar” estudado por académicos, que faz referência à falta de tracção política que a infra-estrutura submarina invisível tem no discurso público.
Disse que a infra-estrutura é mantida rotineiramente pelas empresas privadas proprietárias dos cabos e isso não tem sido um problema. Mas, no caso de um ataque terrorista, não se espera que o pessoal do sector privado investigue, recolha provas ou, na pior das hipóteses, entre num ambiente hostil onde possa ser atacado.
“Tem que haver investimento na Marinha. As forças de defesa são importantes, especialmente para um país neutro”, disse McCabe, acrescentando que as infra-estruturas se tornariam ainda mais críticas com a expansão dos parques eólicos offshore.
“Estamos falando do abastecimento energético do país. Se alguém quisesse fazer algo, deveria haver algum tipo de dissuasão. É necessário monitorar e compreender se há uma ameaça crescente”, acrescentou McCabe.
McCabe disse que “faz sentido” para um país com uma marinha pequena e um grande espaço marítimo cooperar mais com países com marinhas maiores e mais activos.
Em resposta a uma série de perguntas, o departamento de defesa da Irlanda disse que estava a participar numa série de programas de segurança, incluindo seis projectos de cooperação estruturada permanente da UE, incluindo aqueles centrados na protecção de infra-estruturas críticas, na modernização da vigilância marítima e em medidas para combater as minas submarinas.
É também membro do projeto de vigilância marítima da Agência Europeia de Defesa e membro da parceria da OTAN para o fórum de paz desde 1999.
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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