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Após 12 meses de guerra, Israel é um estado mudado, dizem analistas | Notícias de Benjamin Netanyahu

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Depois de matar mais de 42 mil palestinos em pouco mais de 12 meses de combates em Gaza, muitas das razões que Israel declarou para iniciar o conflito permanecem não cumpridas, dizem analistas à Al Jazeera.

A sua segurança interna parece ainda mais precária do que quando começou os combates em 7 de Outubro, dia do ataque liderado pelo Hamas ao sul de Israel, durante o qual 1.139 pessoas morreram e cerca de 250 foram feitas prisioneiras.

Israel afirmou na quinta-feira que matou o líder do Hamas, Yahya Sinwar, acusado de planejar o ataque de 7 de outubro, um homem que há muito dizia ser a raiz de todo o mal. Mas em vez de falar num cessar-fogo e negociar o regresso dos cativos, Israel pareceu tornar-se ainda mais beligerante.

Tradução: O chefe de gabinete: “Não vamos parar até capturarmos todos os terroristas que estiveram envolvidos no 10/07 e devolvermos todos os raptados para casa.”

As frentes

Israel lançou ataques militares numa e depois numa segunda frente após os ataques de 7 de outubro de 2023.

Começou com Gaza, iniciando uma guerra no enclave sitiado que, após mais de 12 meses de combates, pouco conseguiu senão a morte de dezenas de milhares de civis.

Cada vez mais, vê-se regressando a áreas que anteriormente declarou desobstruídas, alegando que os combatentes do Hamas que declarou removidos se reagruparam.

Em 8 de Outubro de 2023, o grupo libanês Hezbollah iniciou uma troca de tiros transfronteiriça com Israel, visando alvos militares israelitas para pressioná-lo a parar o massacre de palestinianos em Gaza.

Israel respondeu aos ataques do Hezbollah com ataques aéreos a áreas civis, muitas vezes alegando, após o ataque, que tinha “visado activos escondidos do Hezbollah” – uma desculpa que usou frequentemente em Gaza depois de ter matado centenas de pessoas em ataques que declarou ter como alvo um “Comandante do Hamas”.

Enquanto lutava, Israel parecia estranhamente dominado pela guerra como conceito.

Para muitos israelitas, o analista Ori Goldberg, baseado em Tel Aviv, disse que, ao longo dos últimos 12 meses, a guerra se tornou parte da existência de Israel.

“As pessoas acreditam que a guerra é necessária”, disse ele. “Acreditamos nisso com paixão, mesmo que não saibamos mais por que ou com que propósito. Sabemos apenas que, seja qual for o problema, a guerra é a solução.”

Entretanto, 12 meses de ataques sangrentos em Gaza e, mais recentemente, no Líbano causaram mudanças sociais mais profundas em Israel, exacerbando divisões de longa data e criando abismos numa sociedade que os académicos israelitas sugeriram poder estar à beira do colapso.

Marés crescentes

O ano passado convulsionou a política israelita com a formação de um gabinete de coligação pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na sequência do 7 de Outubro de 2023, exacerbando a ascensão dos elementos de direita da política israelita. Estas facções já estavam encorajadas através do papel proeminente que tinham desempenhado numa campanha para promover uma revisão judicial para limitar a supervisão legal da política governamental e da legislação parlamentar.

No novo órgão, políticos relativamente recém-chegados, como o Ministro da Segurança Nacional de extrema-direita, Itamar Ben-Gvir, e o Ministro das Finanças ultra-sionista, Bezalel Smotrich, agiram em conjunto, concedendo-se um veto efectivo sobre a política israelita e, como resultado, um descomunal voz na conversa nacional.

Sob o pretexto da necessidade de recuperar os cativos em Gaza, os objectivos tanto dos ministros como do seu crescente eleitorado – que se inclina mais para o expansionismo em terras palestinianas – progrediram significativamente.

No ano passado, o aparelho de segurança interna de Israel, responsável pelo policiamento em todo o país, transformou-se quase numa extensão directa do seu ministro, Ben-Gvir.

A partir da esquerda, o Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, e o Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich (Arquivo: Abir Sultan/Pool Photo via AP)

Ao nomear o vice-comissário linha-dura Daniel Levy como chefe da polícia em Agosto, Ben-Gvir elogiou-o como alguém “com uma agenda sionista e judaica” que “liderará a polícia de acordo com a política que estabeleci para ele”.

Entende-se que estas políticas incluem o plano de Ben-Gvir de estabelecer uma “guarda nacional” voluntária a ser destacada face à agitação palestiniana resultante da tomada de terras por Israel, dos ataques armados e da subjugação geral dos palestinianos no seu próprio país.

Na Cisjordânia ocupada, o irmão ideológico de Ben-Gvir e também colono, Smotrich, tem agora um poder sem paralelo sobre a construção, com o direito de confiscar terras palestinianas para colonatos israelitas, em violação do direito internacional, e igual poder para vetar a construção palestiniana.

‘Direita de olhos arregalados’ afastando israelenses

Em resposta aos ataques do Hamas e aos custos humanos e financeiros de travar a guerra em Gaza, cresceram as divisões entre o que muitos israelitas consideram ser a sua maioria secular “racionalista” e o que o diário israelita Haaretz descreveu como a sua “direita de olhos arregalados”. com um analista dizendo à Al Jazeera que Israel está mais perto do que nunca de um conflito civil.

Os israelenses marcham pelos becos da Cidade Velha de Jerusalém até o Muro das Lamentações, agitando bandeiras israelenses no “Dia de Jerusalém” para comemorar o estabelecimento do controle israelense sobre a cidade.
Israelitas marcham para a Cidade Velha de Jerusalém em 5 de junho de 2024, no Dia de Jerusalém, um feriado nacional que comemora a guerra de 1967, na qual Israel assumiu o controle de toda a cidade (Ammar Awad/Reuters)

As implicações disto estão a tornar-se cada vez mais claras para muitos membros da elite secular tradicional de Israel, que, estimulados pela ascensão da extrema direita, estão a abandonar silenciosamente o país, afirma um relatório elaborado por dois importantes académicos israelitas.

Sem citar números específicos, os autores sugeriram que a escala do êxodo foi tal que a perda resultante nas receitas do Estado e o abismo cada vez maior na sociedade israelita, “há uma probabilidade considerável de que Israel não será capaz de existir como um Estado judeu soberano em nas próximas décadas”, afirmou o documento divulgado em maio pelo economista e professor Eugene Kandel e Ron Tzur, uma autoridade na administração governamental.

‘Grande cicatriz nacional’

Ao longo do ano passado, os ataques liderados pelo Hamas em 7 de Outubro e o destino dos cativos têm sido os limites. A recuperação dos cativos continua a perturbar os israelitas e a provocar as maiores manifestações da guerra até agora.

“Não creio que a dor, a humilhação e a raiva do 7 de Outubro tenham realmente desaparecido”, disse à Al Jazeera o antigo embaixador israelita e conselheiro governamental, Alon Pinkas.

“Houveram breves pausas, como a que se seguiu ao assassinato do (líder do Hezbollah, Hassan) Nasrallah, mas… o 7 de Outubro e a ausência dos reféns criaram uma grande cicatriz nacional, cuja extensão ainda não compreendemos realmente.

“Vai durar. Quanto tempo, não sei, mas vai durar”, disse ele.

A causa foi cooptada por políticos de todos os matizes do espectro político de Israel, sendo a dor deixada pela ausência dos cativos usada para apoiar o feroz ataque militar da administração a Gaza.

E, no entanto, apesar de um ataque israelita que, segundo o analista de defesa Hamze Attar, reduziu grande parte da capacidade do Hamas, os combatentes do Hamas continuam a ser uma presença militar activa no terreno.

CIDADE DE GAZA, GAZA - 8 DE OUTUBRO: Equipes de defesa civil e residentes palestinos conduzem uma operação de busca e resgate em torno da destruição após os ataques israelenses no campo de refugiados de Bureij na cidade de Gaza, Gaza, em 8 de outubro
Palestinos procuram sobreviventes e mortos após ataques israelenses ao campo de refugiados de Bureij, na cidade de Gaza, em 8 de outubro de 2024 (Ahmed Almaqadema/Anadolu)

“A capacidade do Hamas de organizar outro 7 de Outubro foi eliminada”, disse Attar. “No entanto, o Hamas ainda tem muitos combatentes.”

Altos responsáveis ​​do Hamas rejeitaram as alegações israelitas de que o grupo foi destruído como força militar e, em vez disso, falaram de “novas gerações” recrutadas na sequência dos ataques israelitas aos campos, hospitais e áreas residenciais de Gaza.

“Eu sei que Israel afirma ter matado entre 14 mil e 22 mil deles, mas eles realmente não sabem”, disse Attar.

“O grupo ainda está a realizar ataques bem coordenados e oportunos ao Corredor Netzarim (a faixa de terra fortemente fortificada estabelecida pelos militares israelitas que bifurca Gaza), bem como a retomar rapidamente áreas que Israel desmatou anteriormente”, disse ele.

Apesar do assassinato do líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, em Julho – que observadores internacionais e as famílias dos cativos disse que tornava menos provável a perspectiva do seu regresso – o Hamas tem forças que Israel não pode vencer, explicou Attar.

“A maior força do Hamas reside na sua capacidade de governo civil. Cada vez que utiliza as suas escavadoras (para limpar os danos dos ataques israelitas); apresenta a polícia, que restaura a estabilidade; e produz toda a infra-estrutura do governo local, estão a contradizer uma linha israelita e, eu diria, a minar os planos de Israel de separar Gaza em ilhas controláveis”, disse ele.

Soldadas israelenses posam para foto em uma posição na fronteira da Faixa de Gaza
Soldados israelenses posam para foto em uma posição na fronteira da Faixa de Gaza, no sul de Israel, em 19 de fevereiro de 2024 (Tsafrir Abayov/AP)

Futuro

Enquanto Netanyahu continua a conduzir as guerras em Gaza e no Líbano, os observadores em Israel apontam com preocupação para o que descrevem como a tendência cada vez mais “messiânica” das hostilidades.

“Não há plano, nem estratégia, nada”, comentou Pinkas sobre suas interações com autoridades.

“Desde o assassinato de Nasrallah, Netanyahu tornou-se messiânico de pleno direito. Por um lado, é muito estranho, mas também combina com a forma como ele quer ver as coisas,… como uma guerra civilizacional.

“Ele está na ONU (em setembro) dizendo-lhes que está travando a guerra deles. Antes disso, ele esteve (no Congresso dos Estados Unidos em julho) dizendo que estava lutando pelos valores deles.

“Ele se vê como uma espécie de Churchill, resistindo ao anel de fogo do Irã. Este não é um homem que vai pedir a paz, não até que os seus fracassos de 7 de Outubro sejam eclipsados ​​e ele se sinta justificado.

“É uma loucura completa.”





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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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