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Após mais de um ano, Rio Branco volta a operar com 100% da frota de ônibus

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Depois de ficar pouco mais de um ano operando com 40% da frota de ônibus devido a pandemia de Covid-19, a capital acreana voltou a operar com 100% da capacidade, desde o início de junho.

A informação foi confirmada pelo superintendente de Transportes e Trânsito, Anízio Alcântara, nesta terça-feira (3). Com a suspensão das aulas das redes públicas e privadas e dos serviços não essenciais em Rio Branco, o transporte coletivo municipal passou a operar reduzido ainda em março do ano passado.

“A frota depende do tamanho da demanda sempre, voltamos depois que mudou para a faixa amarela. 60 veículos circulando desde o dia 1º de junho”, disse.

Aporte financeiro

Após a prefeitura de Rio Branco anunciar que estuda fazer um repasse financeiro a empresas de ônibus em Rio Branco e uma proposta de redução da passagem de ônibus, o assunto foi tema de audiência pública, na câmara de vereadores de Rio Branco no início de julho.

Com o transporte público como pauta principal foram discutidos assuntos como o salário atrasado dos trabalhadores do sistema, redução da tarifa, melhora na oferta dos serviços, além do possível aporte financeiro que a prefeitura prepara um projeto para fazer repasse às empresas.

Nesta terça, o superintendente disse que o projeto ainda não foi enviado para a Câmara.

“A redução da tarifa é a mesma discussão. O aporte financeiro é o nome que foi dado à redução da tarifa. No ato da redução da tarifa, vai ser possibilitar o pagar os salários atrasados dos motoristas de dezembro”, disse.

Segundo Alcântara, o projeto está em análise jurídica e a previsão é de pelo menos 15 dias para que seja enviado à câmara.

No final de junho, a prefeitura de Rio Branco informou que estava em fase de conclusão de um projeto que prevê repasse financeiro ao Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos do Acre (Sindcol). O aporte, que ainda não teve o valor fechado pela prefeitura, mas deve chegar próximo aos R$ 2 milhões, deve ser usado para pagar os salários atrasados dos trabalhadores do transporte coletivo e reduzir a tarifa de ônibus em 50 centavos e ficar no valor de R$ 3,50.

Outra discussão que foi levantada ainda no final do ano passado pela prefeito Tião Bocalom foi a transferência da gratuidade da passagem dos alunos da rede estadual e a prefeitura ficaria responsável apenas pelos alunos do município. Mas, as discussões só devem ocorrer após a conclusão do aporte financeiro.

“Esse passo vai ser dado depois que concluir o primeiro, queremos reduzir par a R$ 3.50 e depois vamos para a gratuidade dos estudantes. A discussão já existe, são situações diferentes, mas a gente vamos aprofundar depois da primeira”, concluiu.

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