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Após serem presos, suspeitos dizem que Uber foi morto porque disse que os conhecia
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7 anos atrásem
Investigadores da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE) da Polícia Civil desvendaram a morte do motorista de aplicativo (Uber) Alberto da Silva Souza, de 29 anos, morto após atender um chamado para uma corrida no último dia 2 de agosto. Pelo menos três pessoas envolvidas no crime foram presas.
No inquérito, que está em fase de conclusão, os partícipes, dois menores e um maior identificado como Thaylan Felipe de Lara Ferreira, 18 anos, mais conhecido pelo apelido de “Boy”, relataram que a vítima foi escolhida de forma aleatória na ocasião da realização da Expoacre.
“Foi relatado e consta tudo em depoimento que os menores foram até a casa de Thaylan Ferreira, no dia do crime, e pediram R$ 20,00 emprestado para seguirem de ônibus até o Parque de Exposições, que lá iriam ‘ganhar’ um carro. A vítima foi escolhida de forma aleatória. Durante o trajeto os acusados informaram que iriam até um posto de combustíveis no bairro Jorge Lavocat, onde encontrariam Thaylan ‘Boy’. Apenas um dos menores estava armado”, comentou o delegado Cleber.
Ainda em depoimento, os acusados afirmaram que decidiram matar a vítima depois este afirmou que era morador do bairro que os conhecia.
“Após encontrar com o Thaylan, o trio anunciou o assalto, diante da argumentação da vítima de que os conhecia e que também era morador do bairro, numa tentativa de persuadi e fazer com que os acusados desistissem do roubo, eles os levaram ao local do crime e o executaram, usando o carro para fugir. Um deles disse ainda que Alberto Silva afirmou que o carro teria rastreador”, disse um dos policiais que participa da investigação.
Alberto da Silva Souza foi achado morto com as mãos e pés amarrados e sem roupas, no sábado, 3, um dia após seu desaparecimento, no quilômetro 12 do Ramal do Mutum, em Rio Branco.
Regulamentação da categoria
Em decorrência da morte de Alberto da Silva Souza, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Paulo Cézar dos Santos recebeu uma comissão formada por motorista de aplicativo que reivindicavam mais segurança para a categoria. O primeiro encontro aconteceu no dia 7 de agosto onde foi proposta a criação de uma cooperação técnica onde se estabeleceria algumas medidas preventivas e repressivas.
No dia 13 de agosto, o secretário Paulo Cézar apresentou o plano de ações aos motoristas para prevenção de crimes contra a categoria, objetivando prevenir e combater delitos praticados contra os motoristas de aplicativos. Entre as medidas apresentadas no documento destacava-se o cadastramento dos motoristas de aplicativos na Sejusp, como também, aos profissionais cadastrados um treinamento de prevenção aos crimes contra a categoria, bem como medidas para resguardar a vida dos usuários do serviço de aplicativo.
Na oportunidade o secretário de Segurança afirmou que as medidas oportunizariam mais segurança os motoristas, destacando que cada um dos envolvidos teriam que cumprir com os termos acordados.
“Como havíamos sugerido na primeira reunião com a categoria, eles passarão por um treinamento e será feito um cadastro de cada um deles aqui pela Sejusp. É um conjunto de medidas que adotaremos não só com os motoristas de aplicativos, mas com os usuários do serviço, prefeitura e vários órgãos empenhados em aperfeiçoar e melhorar as condições de trabalho desse tipo de transporte”, disse o secretário à época.
Mas, com pouco mais de um mês nenhum motorista de aplicativo ou representante da categoria procurou a Sejusp para iniciar os cadastros.
“Foi apresentado e detalhado aos motorista de aplicativo um Plano de Ações com algumas medidas a serem adotadas, a Sejusp vem fazendo a sua parte, mas infelizmente os motoristas não estão contribuindo para que essas medidas sejam efetivadas. No caso da morte desse motorista a Polícia Civil está dando a sua resposta, o inquérito está em fase de conclusão e o caso será encaminhado a Justiça”, declarou o secretário.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.