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Aprenda a fazer pão doce do México no Dia de Los Muertos – 02/11/2024 – Comida

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Vitoria Pereira

O Dia de los Muertos é uma das festividades mais tradicionais da cultura mexicana, comemorada neste sábado (2). Em celebração à data, o pan de muerto, um pão doce, é preparado para essa ocasião.

Neste dia, uma série de oferendas é feita para homenagear os mortos, que acreditam ter permissão para visitar parentes e amigos. Por isso, as pessoas enfeitam as casas com flores e velas e costumam preparar as comidas preferidas daqueles que já partiram. O pan de muerto faz parte dessas oferendas e é um elemento principal nos altares da festividade.

O mexicano Hugo Delgado, sócio à frente da Taquería La Sabrosa, localizada em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, costuma presentear amigos com esse doce mas em pães pequenos em saquinhos decorados com a imagem de uma caveira.

Ele explica que uma das ideias por trás do desenho é que as tiras de massa em cima do pão normalmente representam os ossos, formando uma cruz.

Mas essa cruz também tem muitos significados e pode simbolizar os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste. Isso que dizer que os mortos vêm de diferentes direções para nos visitar nos Dias dos Mortos, diz o mexicano.

Para Antonieta Pozas, do restaurante La Mexicana, na região da Vila Olímpia, zona sul da capital paulista, o pão simula um túmulo, as canillas (as tiras dispostas em cima do pão) representam os ossos dispostos em forma de cruz e a bolinha pequena no topo simboliza o crânio. O açúcar representa as lágrimas derramadas pelo morto.

O formato mais tradicional é o redondinho polvilhado com açúcar, mas há outras opções, diz Delgado, como acrescentar canela ou gergelim nos ingredientes. Há versões recheadas com queijo cremoso ou até chocolate.

No Brasil, há buscas pelo prato em novembro, com um pico de pesquisas próximo à data. Dados do Google Trends mostram que, nos últimos 15 dias, o interesse pela receita aumentou.

Trends também mostra que o prato é popular nos EUA. Dados da plataforma indicam que as buscas por “o que é pan de muerto” aumentaram em 200% na última semana.

Veja a receita sugerida por Pozas.

Receita de pan de muerto

Rendimento: 800 g de massa pronta para modelar rende aproximadamente 10 pães de 80 g cada

Tempo de preparo: 1h50m

Ingredientes

Para a massa:

  • 250 g de farinha de trigo de força
  • 9 g de fermento biológico seco
  • 33 g de água de azahar
  • 7 g de essência de azahar
  • 40 g de água morna
  • 24 g de açúcar
  • 3 g de sal
  • 3 g de sementes de anis
  • 83 g de ovo
  • 83 g de manteiga sem sal
  • 68 g de leite condensado

Para a massa madre:

  • 1 colher de sopa de farinha
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 9 g de fermento biológico seco
  • 40 g de água morna

Preparo

Preparo da massa madre:

  • Em uma tigela, misture a farinha, o açúcar, o fermento e a água morna até que o fermento esteja completamente dissolvido
  • Deixe a mistura descansar até que cresça. Reserve

Preparo da massa:

  • Em uma superfície limpa, faça um círculo com a farinha de trigo.
  • No centro, adicione a mistura da massa madre, o ovo, as essências de azahar, o açúcar, o sal, as sementes de anis e o leite condensado
  • Incorpore todos os ingredientes até obter uma massa homogênea
  • Por último, adicione a manteiga e amasse por cerca de 20 minutos, até que a massa comece a desgrudar das mãos
  • Deixe a massa descansar até dobrar de tamanho

Modelagem:

  • Após o descanso, divida a massa em porções de 60 g para formar pães individuais
  • Modele também as canillas e o crânio
  • Coloque as canillas sobre as bolas de massa formando uma cruz e, no centro, adicione a bolinha que representa o crânio

Finalização:

  • Pincele cada pão com ovo batido
  • Asse em forno pré-aquecido a 180 °C por 20 minutos
  • Derreta um pouco de açúcar e pincele sobre o pão, polvilhando em seguida mais açúcar

Aprenda receitas com o CozinhAÍ, ferramenta que usa inteligência artificial para gerar receitas culinárias da Folha.



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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