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Apresentador de TV australiano pede desculpas a Djokovic por zombaria ‘ofensiva e racista’ | Notícias sobre tênis

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O grande tenista recusou uma entrevista na quadra após comentários ‘insultuosos e ofensivos’ contra ele e os torcedores sérvios.

Um importante apresentador de televisão pediu desculpas a Novak Djokovic depois de zombar do 24 vezes vencedor do Grand Slam e dos torcedores sérvios no Aberto da Austrália, com Elon Musk e o primeiro-ministro Anthony Albanese entre os que entraram na disputa.

O grande tenista de 37 anos se recusou a dar uma entrevista de rotina na quadra depois de derrotar Jiri Lehecka nas quartas de final na noite de domingo em Melbourne.

Posteriormente, ele disse que era um protesto contra Tony Jones, um importante apresentador de esportes da emissora Channel Nine, a quem acusou de “comentários insultuosos e ofensivos” contra ele e os torcedores sérvios.

Jones rotulou Djokovic de “já foi”, entre outras coisas, mas disse em seu pedido de desculpas que era “brincadeira”.

Djokovic disse que boicotaria as entrevistas com a emissora de TV até obter um pedido de desculpas.

Posteriormente, ele lançou um pequeno vídeo no X para explicar sua postura aos fãs, que foi visto mais de 60 milhões de vezes e chamou a atenção do dono do site, Musk.

“É muito melhor apenas falar diretamente com o público do que passar pelo filtro de negatividade da mídia tradicional”, postou Musk em resposta, com Djokovic respondendo: “De fato”.

Nomes do tênis, incluindo o ex-número mundial Boris Becker, o australiano Nick Kyrgios, o técnico de Jannik Sinner, Darren Cahill, e a campeã do Grand Slam, Victoria Azarenka, manifestaram-se em apoio a Djokovic.

‘Brincadeira’

“Os comentários foram feitos no telejornal da noite de sexta, o que considerei uma brincadeira. Achei que era humor, o que é consistente com a maioria das coisas que faço”, disse Jones na segunda-feira.

“Dito isto, fui informado na manhã de sábado, da Tennis Australia, através do campo de Djokovic, que o campo de Djokovic não ficou nada satisfeito com esses comentários.

“Como tal, contactei imediatamente o campo de Djokovic e apresentei-lhes um pedido de desculpas – há 48 horas – por qualquer desrespeito que Novak sentiu, que eu tenha causado.

“Enquanto estou aqui agora, só posso apoiar o pedido de desculpas a Novak.”

O veterano locutor estava ao vivo no Melbourne Park na sexta-feira, quando um grande grupo de torcedores de Djokovic segurando bandeiras sérvias começou a torcer ao fundo atrás dele.

Jones respondeu cantando para eles: “Novak, ele é superestimado… Novak é um passado. Novak, expulse-o.

“Devo dizer também que o desrespeito se estendeu, de muitas maneiras, aos torcedores sérvios”, disse ele em seu pedido de desculpas.

“Construímos um bom relacionamento com os torcedores sérvios… há brincadeiras e pensei que o que estava fazendo era uma extensão dessas brincadeiras. É evidente que isso não foi interpretado dessa forma.

“Sinto como se tivesse decepcionado os torcedores sérvios. Foi uma situação infeliz.”

O Channel Nine também se desculpou, dizendo que “nenhum dano foi pretendido para Novak ou seus fãs”.

Mas numa declaração forte emitida antes do pedido de desculpas de Jones, o Conselho Sérvio da Austrália apelou à sua demissão e disse ter apresentado uma queixa à Comissão Australiana de Direitos Humanos.

“Seus comentários são ofensivos, racistas e servem apenas para incitar ainda mais a discriminação dos sérvios australianos”, afirmou.

O primeiro-ministro australiano, Albanese, pediu mais “bondade e generosidade”.

“Eu vi os comentários feitos por Jones”, disse ele à rádio ABC. “Precisamos de mais gentileza, generosidade e respeito em todos os níveis. É isso que as pessoas procuram.”

Jones também foi alvo da jogadora americana Danielle Collins na semana passada, depois que ele a rotulou de “pirralha” quando ela agradeceu aos questionadores do Aberto da Austrália por “pagar minhas contas” em sua derrota para a esperança da casa, Destanee Aiava.

Novak Djokovic recusou uma entrevista completa em quadra após sua vitória contra Jiri Lehecka (David Gray/AFP)

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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