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Aprovado novo antibiótico contra infecções urinárias recorrentes; primeiro em 30 anos

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Murty, o burrinho de estimação desaparecido, felizmente foi resgatado por vizinhos com ajuda de drones. Os tutores idosos estavam desesperados. - Foto: Deirdre Carter/Toronto Sun

A FDA, dos EUA, aprovou o primeiro antibiótico oral para infecções urinárias recorrentes em 30 anos. O tratamento promete ser mais eficaz. Veja Foto: Pixabay

Que notícia boa! Um novo antibiótico contra infecções urinárias recorrentes acaba de ser aprovado pela FDA, a Anvisa dos Estados Unidos. O medicamento é esperança para milhões de mulheres e meninas que sofrem com infecções do trato urinário (ITUs). O Blujepa, é o primeiro antibiótico oral para tratar o problema em quase três décadas.

Desenvolvido pela farmacêutica GSK, o medicamento contém a substância ativa gepotidacina e será uma nova opção para pacientes que enfrentam infecções recorrentes e o aumento da resistência a tratamentos tradicionais.

A novidade é vista como um avanço importante, especialmente considerando que as ITUs são uma das infecções bacterianas mais comuns entre mulheres, levando milhões de pacientes todos os anos aos hospitais nos Estados Unidos.

Combate às bactérias

O Blujepa faz parte de uma nova classe de antibióticos. A gepotidacina age inibindo duas enzimas que são essenciais para a multiplicação das bactérias causadoras das ITUs.

Essa é a primeira grande inovação no combate bacteriano oral para esse tipo de infecção em quase três décadas.

A criação do medicamento contou com o apoio financeiro da Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado (BARDA), do governo dos EUA.

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A importância do novo tratamento

As estatísticas mostram o impacto das infecções urinárias na saúde pública:

  • Aproximadamente 50% das mulheres terão uma ITU em algum momento da vida;
  • Um terço dessas mulheres enfrentará infecções recorrentes;

As ITUs são responsáveis por 8 milhões de visitas a prontos-socorros e 100 mil hospitalizações anuais nos Estados Unidos.

Segundo a GSK, o Blujepa oferece uma resposta mais eficaz ao problema crescente da resistência aos antibióticos tradicionais.

Resultados dos estudos clínicos

Mais de 3.000 mulheres e meninas participaram dos testes clínicos que avaliaram o Blujepa. Os resultados mostraram que o novo antibiótico foi mais eficaz que a nitrofurantoína, atualmente o tratamento oral mais comum para ITUs.

Os efeitos colaterais relatados durante os testes incluíram:

  • Diarreia em 16% das pacientes;
  • Náusea em 9% dos casos.

Em sua maioria, os efeitos foram considerados leves.

Alternativa necessária

Embora muitos pacientes ainda optem por tratar infecções urinárias com métodos naturais ou homeopáticos, especialistas ressaltam que em casos de infecções mais severas ou situações em que tratamentos alternativos não estão disponíveis — como em viagens —, o acesso a novas opções antibióticas é essencial.

Em nota oficial, a GSK declarou:

“Estamos orgulhosos de ter desenvolvido o Blujepa, o primeiro de uma nova classe de antibióticos orais para ITUs não complicadas em quase três décadas, e de trazer outra opção aos pacientes que sofrem de infecções recorrentes e taxas crescentes de resistência aos tratamentos existentes.”

A previsão é que o medicamento esteja disponível para venda ainda este ano, no segundo semestre.

O medicamento aprovado pela FDA é o primeiro antibiótico oral para infecções urinárias recorrentes em 30 anos. - Foto: Shutterstock

O medicamento aprovado pela FDA é o primeiro antibiótico oral para infecções urinárias recorrentes em 30 anos. – Foto: Shutterstock



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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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Ações de projeto da Ufac previnem violência sexual contra crianças — Universidade Federal do Acre

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Ações de projeto da Ufac previnem violência sexual contra crianças — Universidade Federal do Acre

O projeto de extensão Infância Segura: Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da Ufac, realizado na Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Flaviano Flavio Batista, marcou oficialmente a realização de suas ações no local com a solenidade de descerramento de uma placa-selo, ocorrida na sexta-feira, 6.

O objetivo do projeto é promover a proteção integral da infância por meio de ações educativas, formativas e preventivas junto a escolas, famílias e comunidades. O evento contou com a presença do pró-reitor de Extensão e Cultura em exercício, Francisco Gilvan Martins do Nascimento, professores da escola e uma manhã de recreação com os estudantes.

Entre setembro e dezembro de 2024, o projeto, coordenado pela professora Alcione Maria Groff, desenvolveu sua experiência-piloto na escola, com resultados positivos. A partir disso, recebeu apoio do senador Sérgio Peteção (PSD-AC), que abraçou a causa e garantiu recursos para que mais cinco escolas de Rio Branco sejam contempladas com ações do Infância Segura.

 



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Ufac realiza aula inaugural das turmas de residências em saúde — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza aula inaugural das turmas de residências em saúde — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e a Comissão de Residência Multiprofissional, da Ufac, realizaram a aula inaugural das turmas de 2026 das residências em áreas profissionais da saúde. A solenidade ocorreu nesta segunda-feira, 9, no anfiteatro Garibaldi Brasil.

A ação marca o início da nona turma da residência em Enfermagem Obstétrica e da residência multiprofissional hospitalar com ênfase em Terapia Intensiva, além da abertura dos programas de residência em Medicina Veterinária e multiprofissional em Urgência e Emergência. 

A reitora Guida Aquino destacou a importância da parceria da universidade com a rede pública de saúde para garantir a formação dos residentes. Segundo ela, como a instituição não possui hospital universitário, os programas se sustentam na articulação com a rede estadual e municipal.

Guida também ressaltou o avanço da interiorização da formação em saúde, com a residência em Enfermagem Obstétrica em Cruzeiro do Sul. Para a reitora, a presença de residentes de outros Estados nos programas da Ufac demonstra o alcance da formação ofertada pela universidade e reforça a necessidade de ampliar oportunidades de qualificação continuada também fora da capital.

A coordenadora da Comissão de Residência Multiprofissional e da residência em Enfermagem Obstétrica, professora Sheley Lima, enfatizou que a aula inaugural representa a continuidade de um projeto institucional construído ao longo dos últimos anos e, ao mesmo tempo, um momento de expansão.

Ela lembrou que as residências são cursos de pós-graduação lato sensu com 5.700 horas de carga horária, desenvolvidos em dois anos, com 80% das atividades realizadas nos serviços de saúde. “A residência é um modelo de formação singular. É a única formação que tem esse papel de articular escola e assistência.”

Sheley informou que a Ufac recebe neste ano 23 residentes em Rio Branco e outros seis em Cruzeiro do Sul. Além disso, ela destacou a adesão da universidade ao Exame Nacional de Residência (Enare), que tem ampliado o acesso de profissionais de diferentes Estados aos programas ofertados pela instituição. De acordo com a coordenadora, essa formação é importante para o Acre por preparar especialistas para atuação no Sistema Único de Saúde.

Durante a solenidade, o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, defendeu o fortalecimento da educação continuada e da formação multiprofissional. Ao se dirigir aos residentes, ressaltou a dimensão humana do trabalho em saúde. “Cuidem dos seus pacientes como vocês gostariam de ser cuidados, cuidem dos seus pacientes como gostariam que cuidassem de suas mães e de seus pais.”

Também participaram da mesa de honra a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora da residência multiprofissional em Urgência e Emergência, Greiciane da Silva Rocha; a coordenadora da residência em Medicina Veterinária, Patrícia Malavazi; a coordenadora do programa de Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade, Mariane Ribeiro; e o chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa da Sesacre e gerente-geral da Escola de Saúde Pública do Acre, Ivan Santos.

 



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