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Aras blindou Bolsonaro, e o STF virou fiscal da lei – 13/03/2025 – Frederico Vasconcelos

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Aras blindou Bolsonaro, e o STF virou fiscal da lei - 13/03/2025 - Frederico Vasconcelos

A polêmica sobre o papel assumido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes como xerife da República, diante da radicalização do bolsonarismo, passa ao largo da omissão do ex-PGR Augusto Aras.

Aras desmontou as forças-tarefas da Lava Jato, militarizou o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) e não investigou o ex-capitão. Dias Toffoli, que não viu golpe em 1964 e nenhum ato antidemocrático de Bolsonaro, rejeitou o pedido de investigação de Aras por prevaricação.

Como sugeriu o advogado e escritor Luís Francisco Carvalho Filho, o ex-capitão já deveria ter sido preso pelo que fez em outros Carnavais.

Algumas avaliações remetem ao mensalão, comparando a atuação dos relatores Alexandre de Moraes e Joaquim Barbosa.

A denúncia do mensalão, oferecida pelo PGR Antonio Fernando de Souza, é considerada tecnicamente superior à do PGR Paulo Gonet.

A denúncia contra Bolsonaro apresenta termos condicionais (teria sido, possivelmente…) e lapsos.

Imputa 8 de janeiro de 2023 como dano ao patrimônio público. A condenação de vários participantes a penas de prisão expressivas pode reforçar a causa da anistia. Atestaria que naquele dia não houve golpe.

Faltou destacar a biografia do ex-capitão, defensor do golpe de 1964.

Em favor de Gonet, a denúncia do mensalão era menos complexa. Os tipos penais não eram novos e as provas eram mais fáceis de serem levantadas.

Barbosa obteve apoio do colegiado em todas as tentativas de afastá-lo. Quebrou o sigilo da ação penal e foi didático.

Sérgio Rodrigues escreveu que “a linguagem clara do PGR Gonet tem valor cívico”.

“O fato de estar expressa em linguagem de gente, aquela que brasileiros alfabetizados entendem, reforça a autoridade moral de uma denúncia devastadora contra a organização criminosa.”

Wilson Gomes escreveu que, por temor de adoração futura, críticos atacam preventivamente a imagem de Moraes.

“Fora os bolsonaristas, todos entendem a importância do ministro Moraes, nos anos de radicalização do bolsonarismo, inclusive durante a eclosão da tentativa de golpe no infame 8 de Janeiro.”

“Um exemplo clássico foram os ataques a Joaquim Barbosa depois do julgamento do mensalão, quando a muitos parecia que um novo herói político nacional estava sendo forjado no STF”, diz Gomes.

“O Supremo só foi descoberto pelos brasileiros com o julgamento do mensalão”, escreveu Ivar Hartmann, professor da FGV-Rio, em 2016. Para Hartmann, o papel de herói que a população atribuiu a Joaquim Barbosa e a Sergio Moro não é saudável.

Os ministros do STF sabem que condenar e prender um ex-chefe da Casa Civil e abrir processo contra um senador e o presidente da Câmara não cria instabilidade institucional, dizia ele.

Alguns procuradores criticaram Antonio Fernando por não ter incluído Lula na denúncia do mensalão.

O procurador Celso Tres diz que Antonio Fernando foi cirúrgico. “A Lava Jato ignorou um standard precioso para não desviar-se”, diz Tres.

No mensalão, toda a investigação foi da PGR. A Polícia Federal cumpria diligências requeridas. A investigação sobre a tentativa de golpe foi realizada pela PF sob o comando de Moraes.

Nasceu no mensalão a Assessoria de Pesquisa Perícia e Analise, a inteligência do MPF, com cerca de 400 fontes de pesquisa simultânea.

Aras firmou acordo com a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que sucedeu ao SNI (Serviço Nacional de Informações) da ditadura militar, para ensinar ao MPF como produzir relatórios de inteligência.

Quem assinou o acordo pela Abin foi o delegado da PF Alexandre Ramagem, que chefiou a segurança de Bolsonaro na eleição de 2018.

Ramagem é acusado pelo crime de organização criminosa armada, tendo feito orientações pessoais a Bolsonaro sobre a alegada fraude nas eleições de 2018.

“Qualquer demora ou leniência contra praticantes de atos e crimes notórios, no caso ex-presidente da República denunciado e a zombar de imediato decreto de prisão poderá conduzir este a uma covarde fuga e nós, o povo, mais a PGR, à insuperável vergonha”, diz o escritor e desembargador aposentado Caetano Lagrasta.

“Sempre se pode descobrir algo melhor ou mais digno antes de escorregar um Poder no lodo: lembro a figura de Sydney Sanches quando de forma escorreita presidiu o STF e o processo de impeachment de Collor. E, ao depois, recusou quaisquer acenos ou convites de ilusórias virtudes ou miseráveis vitórias”.


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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas — Universidade Federal do Acre

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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas-c.jpg

A Brinquedoteca da Ufac, inaugurada em 11 de fevereiro de 2016, localizada no Bloco Multidisciplinar, campus-sede, funciona como um Laboratório Pedagógico de Ensino, Pesquisa e Extensão para os cursos de licenciatura da instituição, tendo o jogo e as brincadeiras como elementos centrais do desenvolvimento infantil.

Atendendo crianças de 3 a 10 anos, o espaço contempla as comunidades interna e externa. O horário de funcionamento regular é de segunda a sexta-feira, no turno vespertino, das 13h30 às 17h30. No período matutino, o funcionamento depende da programação, que é divulgada previamente.

Entre as atividades desenvolvidas, estão: desenho e pintura (com tinta, lápis de cor e giz de cera); jogos teatrais e de tabuleiro; dança e confecção de brinquedos; contação de histórias e sessões de cinema com pipoca. Durante os eventos, o uso de smartphones é proibido.

Desde 2025, o espaço conta com o projeto de extensão Brincarte, coordenado pela professora Giane Lucélia Grotti, visando desenvolver, no Laboratório da Brinquedoteca, um ambiente de interação e socialização, estimulando habilidades sociais e culturais por meio de atividades lúdicas, e contribuir para o desenvolvimento integral da criança.

O campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, também conta com uma brinquedoteca, inaugurada em 2025 e coordenada pela professora Adma de Oliveira Martins, com funcionamento de manhã e à tarde, atendendo crianças de 4 a 11 anos.

Confira mais informações sobre a Brinquedoteca da Ufac

 



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Artigo de pesquisadores do Pavic-Lab aborda fidelidade de imagens — Universidade Federal do Acre

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Pesquisadores do laboratório Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), da Ufac, e do Laboratório Institucional de Pesquisa, Empreendedorismo e Inovação em Sistemas de Controle Automático, Automação e Robótica (Liecar), da Universidade Nacional de San Antonio Abad de Cusco, publicaram, em inglês, artigo na revista “Computers & Graphics” (vol. 139).

O artigo trata do problema da reconstrução de imagens de Alta Faixa Dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem de Baixa Faixa Dinâmica (LDR) e propõe o SAFHDR, uma arquitetura baseada em U-Net composta pela DAMU-Net — que incorpora convoluções deformáveis ​​guiadas pelo Bloco de Atenção Otimizado e processamento multiescala eficiente via Bloco de Características Residuais Leve — e pelo Módulo de Agregação de Informações, dedicado a preservar a estrutura global da cena.

 



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Ufac realiza reunião final da comissão de transição para Reitoria — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza reunião final da comissão de transição para Reitoria — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a reunião final da comissão de transição entre as gestões. O encontro, que ocorreu nesta segunda-feira, 10, na Reitoria, campus sede, foi marcado pela entrega simbólica das chaves da Reitoria pela reitora Guida Aquino ao reitor eleito para o quadriênio 2026-2030, Josimar Ferreira, e por uma mensagem de boa sorte à nova administração superior. Ele assume oficialmente a Reitoria da Ufac nesta quarta-feira, 12.

Guida desejou êxito ao reitor eleito e à equipe que estará à frente da universidade pelos próximos quatro anos. Como não poderá participar da transmissão de cargo, prevista para o dia 21, a reitora decidiu realizar a entrega simbólica das chaves durante a reunião.

Josimar Ferreira agradeceu e destacou sua trajetória de aprendizado na gestão universitária. Para ele, a continuidade do trabalho desenvolvido pelas diferentes administrações contribui para o fortalecimento institucional da universidade. “A Ufac é maior, nós somos o mesmo projeto”, disse. “A Ufac tem um papel muito forte com a sociedade acreana, de transformar vidas.” Segundo ele, a nova gestão trabalhará para colocar a universidade ainda mais à frente nos próximos quatro anos.

Também participaram da reunião a vice-reitora eleita e presidente da comissão de transição pela gestão atual, Almecina Balbino; o presidente da comissão de transição pela gestão vencedora, Marco Amaro; além de pró-reitores e membros da administração superior.

 



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