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Arbitrar teorias da conspiração é um absurdo, mas resulta de medos válidos | Futebol

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Jonathan Wilson

UMNo outro fim de semana, outra série de discussões cansativas sobre VAR e arbitragem. No Bournemouth, os torcedores do Arsenal chamaram o árbitro Robert Jones de “trapaceiro” e gritaram que a Premier League era “corrupta”. Nas redes sociais, a indignação foi ainda maior. Os torcedores sempre reclamaram dos árbitros, é claro, mas tradicionalmente os chamavam de “cegos” e os consideravam “idiotas” ou “bastardos”. Depois veio a música “Você não está apto para arbitrar”; os gritos de corrupção sistémica, porém, são relativamente novos.

Talvez este seja apenas o mundo em que vivemos, um mundo de distorções e paranóia, moldado por uma gama diversificada de cínicos populistas, de José Mourinho a Donald Trump, e as redes sociais alimentam teorias de conspiração que brotam do terreno fértil deixado à medida que a Covid-19 recuou. Ou talvez haja algo mais complexo acontecendo.

Mas antes de chegarmos a isso, vale a pena sublinhar que nenhuma das principais decisões nos jogos envolvendo os principais candidatos ao título no fim de semana foi de alguma forma terrível ou inexplicável. William Saliba foi justamente expulso em A derrota do Arsenal em Bournemouth; ele deliberadamente puxou Evanilson para trás quando o brasileiro era o favorito para agarrar o passe cortado de Leandro Trossard, com Ben White a cerca de 30 metros de distância e com pouca probabilidade de se recuperar. O erro foi óbvio o suficiente para a intervenção do VAR? Sim, claramente.

Embora a falta em si não tenha sido diferente da cometida por Tosin Adarabioyo sobre Diogo Jota em A derrota do Chelsea para o Liverpoolo contexto era muito diferente. A bola que Jota perseguia se movia muito mais rápido e fazia um arco para a direita; Levi Colwill, que estava a cerca de cinco metros de distância, era o favorito para chegar primeiro. Evanilson, então, teve a oportunidade de gol negada; Jota não era.

O pênalti concedido ao Bournemouth foi claro, com David Raya derrubando Evanilson. Mesmo Mikel Arteta, cujas constantes reclamações sobre os árbitros contribuíram muito para encorajar o complexo de perseguição dos torcedores do Arsenal, não se importou em reclamar, mesmo que não tenha chegado ao ponto de aceitar abertamente que as decisões estavam corretas.

A teoria da conspiração defendida pelos torcedores do Arsenal parecia ser a de que o oficial do VAR, Jarred Gillett, um australiano, era um torcedor de infância do Liverpool, razão pela qual ele nunca arbitrou um jogo do Liverpool na Premier League. Saliba agora estará suspenso para o jogo do Arsenal contra o Liverpool. Mas mesmo deixando de lado a ideia francamente infantil de que os funcionários profissionais não podem ser objectivos, o ponto básico continua a ser que a decisão tomada foi a correcta.

Enquanto o cartão vermelho de Saliba de forma indireta foi para o Liverpool, as duas grandes chamadas do VAR em Anfield foram contra eles: não apenas a não expulsão de Adarabioyo, mas também a anulação de um pênalti quando Robert Sánchez foi considerado como tendo o suficiente na bola antes de Curtis Jones passar por cima dele para não ser falta. O caso parecia limítrofe e Sánchez provavelmente foi salvo pelo facto de o seu impulso para a frente ter diminuído no momento da colisão. É questionável se o VAR deveria ter se envolvido, mas a decisão foi subjetiva; seja uma penalidade ou não, seria difícil dizer que foi definitivamente errado.

do Manchester City vitória no último minuto contra o Wolves cai em uma categoria semelhante. Pode-se argumentar que Bernardo Silva estava perto o suficiente do goleiro do Wolves, José Sá, quando John Stones cabeceou para o gol para interferir com ele. Afinal, ele estava perto o suficiente para ter esbarrado em Sa quando o escanteio foi cobrado (quando ele não estava impedido), e se o cabeceamento de Stones tivesse sido direcionado para a trave direita de Sa, ele teria passado muito perto de Silva. Mas Silva não estava na linha de visão e a cabeçada saiu para o meio do gol. Quando o Wolves teve um gol anulado em circunstâncias semelhantes contra o West Ham na temporada passada, seu técnico Gary O’Neil chamou isso de “uma das piores decisões que já testemunhei”; sua visão era notavelmente diferente desta vez. O que quer dizer que, embora, pessoalmente, eu ache que esse tipo de coisa deveria estar fora de jogo, entendo por que o gol pode ser dado e não acho escandaloso que tenha sido.

Mas não há espaço para essas áreas cinzentas do ponto de vista hiperpartidário do torcedor moderno, pouco espaço até mesmo para a incompetência. Tudo tem que fazer parte de uma grande trama. É impossível dizer com certeza por que isso não deveria se tornar o padrão, mas aqui está uma teoria. Os fãs sabem que o jogo corre grave perigo; que os proprietários mega-ricos, muito mais ricos do que quaisquer proprietários anteriores, têm o potencial de levar à falência competições inteiras através de repetidas acções legais de mérito questionável. Eles também sabem que a nova geração de proprietários não se importa com as tradições do jogo, desdenhando os torcedores regulares dos visitantes ocasionais que consideram uma partida um dia de folga e ostentam mercadorias e comida cara no estádio.

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Os proprietários estão a espoliar os adeptos e a remodelar o desporto, afastando-o das comunidades que o sustentaram – e foram sustentados por ele – durante um século e meio. Mas isso é muito doloroso de aceitar. Contra a sua força, o adepto médio fica indefeso e, num caso clássico de deslocação desconfortável, talvez cego pelo partidarismo, volta-se, em vez disso, contra o inimigo familiar: os árbitros.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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