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Argentina sofre de surto de esquemas de pirâmide – 25/10/2024 – Mercado

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Tomás Viola

O que dois atores poloneses, uma cidade possivelmente fraudada e uma série da Netflix têm em comum? Todos estes são sintomas do surto de esquemas de pirâmide sofrida pela Argentina, propenso em meio a uma crise econômica prolongada.

Um dos casos de maior repercussão ocorreu em San Pedro, 170 quilômetros ao norte de Buenos Aires, onde cerca de 30% da população de 70 mil habitantes investiu na plataforma RainbowEx, que garantia rendimentos diários de 2% em dólares através de criptomoedas.

Dois diretores da RainbowEx deram uma coletiva em um luxuoso hotel de Buenos Aires, mas o programador e especialista em TI Maximiliano Firtman descobriu que ambos eram atores poloneses que fingiam ser executivos americanos e os expôs na rede social X no início de outubro.

O suposto esquema estampou manchetes de jornais, e a Justiça abriu uma investigação por esquema de pirâmide, na qual os investidores mais recentes financiam os falsos benefícios de seus antecessores. Duas pessoas foram indiciadas.

A empresa então congelou os fundos e exigiu US$ 88 (R$ 481) de seus usuários para retirá-los. Muitos pagaram, mas não receberam o que foi prometido.

O advogado Suárez Erdaire representa cem pessoas lesadas pela RainbowEx. “E muitos mais estão se somando, estão vindo até mim de todo o país”, disse ele. “Fala-se de um golpe de US$ 49 milhões” (R$ 268 milhões), acrescentou. Segundo autoridades de San Pedro, entre 15 e 20 mil moradores da cidade investiram na plataforma.

“Existe uma epidemia porque não caiu só esta, três ou quatro caíram ao mesmo tempo”, disse Firtman à AFP.

Este mês, fraudes em massa também foram denunciadas nas localidades de Esquel (Chubut, sul) e Casilda (Santa Fé, centro), ambas por outra plataforma chamada Peak Capital.

Outro caso, o da holding Generación Zoe, atingiu patamares tão inusitados que ganhou um documentário na Netflix este ano.

Seu líder, Leonardo Cositorto, assumiu um discurso coaching que atraiu milhares de investidores na América Latina e na Espanha, até ser preso em 2022. Atualmente enfrenta vários julgamentos por fraude.

“Eles se aproveitam do momento de crise. As pessoas estão necessitadas e muitas não entendem de criptomoedas”, disse.

A economia argentina atravessa uma forte recessão, com uma inflação de 209% em termos anuais e mais da metade da população na pobreza.

A crise afeta especialmente os jovens: 60,7% das pessoas entre os 15 e 29 anos são pobres, segundo dados oficiais.

Na quarta-feira (23), foi divulgado um vídeo falso onde o astro argentino Lionel Messi supostamente diz que pode converter US$ 75 em US$ 2.000 em uma semana e convida pessoas para participar de um grupo do Telegram.

“Vivemos em sociedades onde há o aumento da incerteza o tempo todo. E certas pessoas que criam estes aplicativos de fraude de pirâmide, manipulam esta incerteza para tirar vantagem do capital financeiro”, diz o sociólogo Ezequiel Gatto, especialista em tecnologias digitais.

Para ele, existe uma “gamificação” do dinheiro, onde as interfaces passam a simular um jogo.

“Esta relação entre dinheiro e videogame é muito importante também para ver por que os jovens fazem uma transição bastante simples dos videogames para a especulação financeira ou jogos de azar”, explicou.

Em 2021, o então deputado e hoje presidente, Javier Milei, promoveu a plataforma CoinX, que oferecia lucros de 8% ao mês em dólares e hoje também é investigado por suposto golpe.



Leia Mais: Folha

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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