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Artista muçulmano Mahbuba Maqsoodi faz história na Alemanha – DW – 01/12/2024
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Conhecemos Mahbuba Maqsoodi em seu estúdio em Munique, sentada entre esboços e maquetes coloridas. Um dos selos postais especiais de Natal deste ano emitidos na Alemanha apresenta uma de suas obras. “Estou feliz. Sinto-me honrada”, disse ela à DW.
Maqsoodi diz que ao fazer arte, ela “sempre tenta estimular ideias e estimular o espectador à contemplação, e também à reflexão, para movê-los. pense novamente nesta luz celestial.”
Ela não sabia que era a primeira artista feminina a ser escolhida para o selo especial de Natal – e que é também a primeira obra de arte contemporânea a ser apresentada.
Na verdade, desde que o serviço postal alemão Deutsche Post começou a emitir selos de Natal em 1969, nunca imprimiu uma imagem de um artista contemporâneo vivo, nem uma obra de arte de uma mulher. Portanto, este é um marco em ambos os aspectos.
Ponto de fuga: um assassinato em Herat, Afeganistão
Mahbuba Maqsoodi, agora com 67 anos, nasceu no oeste afegão cidade de Herat. Já adulta, trabalhou lá como professora do ensino médio. A sua irmã Afifa dirigia a maior escola para raparigas da cidade – e foi morta a tiro na rua por um islamista em 1979.
Após o assassinato, Maqsoodi deixou rapidamente o país com o marido, Fazl Maqsoodi. Ela se mudou para Leningrado (hoje São Petersburgo), na Rússia, onde recebeu uma bolsa de estudos em artes. Depois de se formar, foi impossível para Maqsoodi voltar para casa, no Afeganistão, devido à guerra civil.
Os Maqsoodis e os seus dois filhos chegaram a Munique em 1994 como refugiados e rapidamente obtiveram asilo. Há muito que são cidadãos alemães. “Mas a minha base é o Afeganistão – os primeiros anos”, diz ela. “Isso foi incutido em mim.”
Em Munique, o talento artístico de Maqsoodi foi descoberto por especialistas que trabalhavam em oficinas de vidro. Eles a encorajaram a começar a projetar vitrais para igrejas. Isso acabou por levá-la a dar forma a um dos mais espetaculares projetos de arte moderna em espaços eclesiásticos alemães dos últimos anos, na Abadia Beneditina de Tholey, no estado federal do Sarre.
A abadia do século XIII é o mosteiro mais antigo da Alemanha. Antes escuro e cheio de fuligem, seus monges passaram por uma reforma que durou 15 anos e está mais uma vez brilhando.
Os elementos mais importantes da igreja abacial são os vitrais, que caracterizam o espaço interior. Três foram desenhados pelo artista mundialmente famoso da Alemanha, Gerhard Richter e Maqsoodi projetou 29 deles.
Suas cores agora dominam a nave da igreja. O trabalho desta notável artista do vidro era praticamente desconhecido na Alemanha antes do projeto, embora ela já tivesse produzido projetos de janelas encomendados nos EUA – no Tennessee, Texas e Nebraska – e para uma igreja na Áustria.
Após a conclusão das janelas da igreja da Abadia de Tholey, Maqsoodi tornou-se mais conhecido na Alemanha e foi contratado para completar vitrais para outras igrejas e instituições religiosas.
‘Luz celestial’
Maqsoodi é muçulmano – e um humanista declarado. Ela pinta para todas as pessoas, independentemente de suas crenças religiosas. Para ela, a “janela de Natal” da série de igrejas da Abadia de Tholey – agora com apenas cinco anos – é uma imagem da “luz celestial”. É esta janela que foi escolhida para o selo especial de Natal. “O caminho da interpretação é livre. Essa é a beleza de qualquer obra de arte”, diz ela.
O Ministério Federal das Finanças da Alemanha é o emissor oficial de selos neste país desde 1995. A Igreja Protestante alterna anualmente com a Igreja Católica na proposta de um motivo ao Ministério. Há dois anos, contactou a Maqsoodi para perguntar se poderia recomendar a “janela de Natal” de Tholey como tema.
Após a sua aprovação, a enorme imagem da janela, com mais de quatro metros de altura, foi reduzida ao tamanho de um selo pelos designers gráficos Susanne Wustmann e Dieter Ziegenfeuter, cujo escritório tem sede em Dortmund.
As cores tipicamente poderosas de Maqsoodi e a cena dinâmica da imagem são claramente visíveis no formato minúsculo do carimbo. Ela tinha certeza de que o design grande se traduziria bem no formato menor, porque ela sempre considera diferentes pontos de vista enquanto trabalha: “Para que você possa ver uma obra de perto e também de longe – e ainda assim é eficaz.”
Nos últimos dez anos, o selo especial de Natal teve uma circulação entre 2 e 4 milhões. “Seria ótimo se este selo encorajasse as pessoas a se reengajarem com esta luz celestial”, diz o artista. “E talvez eles também visitem Tholey e experimentem o ciclo completo de obras de arte, para ver as janelas em toda a sua glória e serem tocados por elas.”
Maqsoodi espera que a sua própria vida e trabalho sejam também uma inspiração para jovens artistas que vieram recentemente para a Alemanha, incluindo aqueles de regiões em crise. “A arte é minha linguagem e meio – e é por isso que nunca perdi a esperança”, diz ela. “Carregar diversas culturas dentro de você e estar aberto a elas é um trunfo maravilhoso.”
Este artigo foi escrito originalmente em alemão.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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