POLÍTICA
As armas usadas por Bolsonaro para afrontar Moraes…
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11 meses atrásem
Matheus Leitão
Jair Bolsonaro afrontou sim o Supremo Tribunal Federal neste domingo, 16, na orla de Copacabana, Rio de Janeiro, onde realizou ato a favor do projeto de anistia aos presos no 8 de janeiro e sobre a sua dramática situação judicial.
Chamar de “farsa” o inquérito sobre a trama golpista, comparando a atuação da mais alta corte do país e da Procuradoria-Geral da República à ditadura de Nicolás Maduro, na Venezuela, é o mesmo que afirmar que a Justiça age politicamente, sem a isenção, contra adversários políticos.
Mas não foi só isso que o líder da extrema-direita fez ou disse. Ele continuou.
Bolsonaro acusou a Justiça brasileira de trabalhar “no escurinho do cinema” para eleger o presidente Lula. Ou seja, em sua narrativa, o STF atuou nos bastidores pela vitória do petista e o persegue, um pobre coitado inocente, mesmo com as fartas evidências de crimes contra ele.
Como se não bastasse as declarações, o ex-presidente afirmou que Alexandre de Moraes, ministro relator do inquérito, inventou a “historinha do golpe” e usou o seu poder como magistrado de forma tão, mas tão abusiva que levou um dos presos do 8 de Janeiro à morte.
“Uma família que teve em vista a decisão de alguém que devia usar sua caneta para fazer justiça, por três vezes negou a liberdade de um cardíaco”, disse o ex-presidente, ao lado da viúva e das duas filhas de Cleriston Pereira da Cunha que teve um mal súbito na Papuda e faleceu.
O país se acostumou com as ofensas de Jair Bolsonaro às instituições. Prestes a virar réu no STF por vários crimes, entre eles a abolição violenta do estado democrático de direito, o ex-presidente não se encontrou com uma multidão de seguidores nas ruas do Rio, mas se reencontrou com ele mesmo e sua forma criminosa de fazer política.
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Matheus Leitão
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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
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Felipe Barbosa
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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