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As constelações de Jil Sander

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“Gosto do compromisso obsessivo que o desenvolvimento do nada exige” : esta citação, misteriosa e cerebral, enterrada entre as 320 páginas do Jil Sander por Jil Sander, é talvez o mais importante. Aprofundar-se no belo livro, publicado em inglês e editado pela própria estilista alemã, tão discreta na mídia quanto reverenciada por alguns, ajuda a compreender todas as dimensões de sua moda refinada e precisa.

Com isso, não há confusão. Nenhum logotipo ou slogan aparente. Muito poucos elementos decorativos. E isso para que toda a atenção visual esteja voltada para cores rituais (branco, preto, marinho, vermelho carmesim, amarelo manteiga), cortes limpos ou descontraídos (vestidos com bordados gráficos, ternos vazados) e materiais escolhidos com cuidado (sintéticos alemães, sedas italianas , algodões indianos, caxemiras chinesas).

Com a sua compatriota, a jornalista Ingeborg Harms, que escreve textos informados e de fácil acesso, Jil Sander mergulhou nos seus arquivos, desde o seu início como designer em 1973, após alguns anos no jornalismo de moda. Esta seleção de imagens diversas – fotos de desfile, retratos dela em todas as idades, fotos de bastidores, etc. – foi então confiada à designer gráfica holandesa Irma Boom, que as reuniu por tema (prêt-à-porter, cosméticos, arquitetura de lojas …), mas também de acordo com um “caleidoscópio” subjetivo, “constelações visuais”.

Refinamento sutil

Às vezes processadas como negativas, muitas fotos foram cortadas para ampliar um elemento. Para mostrar ao leitor como a moda de Jil Sander está atenta aos detalhes. A gola Mao, as pregas estilo origami, o elástico franzido de uma saia de cintura alta, a costura geométrica de um vestido de couro preto, os bolsos de remendo cuidadosamente colocados de uma jaqueta de camurça, os botões de uma camisa de linho deixados desamarrados abaixo do umbigo … Tantos sinais de refinamento sutil – este famoso “nada” muito bem pensado – mas que será sensível a quem veste ou olha a peça. Nisto, observa Ingeborg Harms deliberadamente, existe entre Jil Sander e seus seguidores “um pacto silencioso”, aquele que só pode ser amarrado na hora de experimentar.

Desde o prefácio, seu contorno quase fetichista é teorizado pelo contexto histórico. “Olhando para trás, entendo que fui influenciado pela minha infância em Hamburgo. Testemunhei uma reconstrução democrática”, diz Jil Sander, nascida na Alemanha em 1943, num paralelo entre a sua abordagem simples e funcional e o renascimento do seu país no pós-guerra. É também através de correspondências artísticas que o livro se propõe identificar a sua obra: aquelas com as linhas rectas do arquitecto austríaco Adolf Loos (1870-1933), com a economia de meios do escultor alemão Ulrich Rückriem (nascido em 1938) ou com a obsessão pela espiral do artista visual americano Richard Serra (1938-2024).

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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